Política

CÂMARA DE CAMPO GRANDE

Claudinho Serra já estuda renunciar ao mandato e suplente será Gian Sandim

Preso desde o dia 3 de abril, o vereador tucano é acusado de chefiar esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia

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O vereador Cláudio Jordão de Almeida Filho (PSDB), o “Claudinho Serra”, completou hoje duas semanas preso em Campo Grande (MS) sob a acusação de chefiar esquema de corrupção na Prefeitura de Sidrolândia e já estaria estudando a possibilidade de renunciar ao mandato e, dessa forma, o vaga ficaria com o oitavo suplente, Giancarlo Josetti Sandim (PSDB), o “Gian Sandim”.

Segundo apurou o Correio do Estado, a intenção do parlamentar seria evitar uma possível cassação do mandato, o que o tornaria inelegível por oito anos, e também não prejudicar a pré-candidatura do deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) a prefeito de Campo Grande, bem como da própria sogra, a prefeita Vanda Camilo (PP), que tentará a reeleição.

A decisão de renunciar já estaria bem avançada em decorrência de o primeiro pedido de habeas corpus ter sido negado no dia 9 de abril pelo desembargador José Ale Ahmad Neto, da 2º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), entendendo que a troca de prisão preventiva por domiciliar não compete ao caso.

“Em nenhum momento o paciente demonstrou que sua presença é imprescindível para os cuidados dos menores. No caso em evidência, não observo ilegalidade na decisão que decretou a prisão preventiva do paciente, uma vez que a segregação cautelar se encontra devidamente fundamentada”, disse o desembargador em sua decisão.

Além disso, em razão de a defesa dele, representada pelo advogado Tiago Bunning, já preparar um segundo pedido de habeas corpus, a procuradora de Justiça reponsável pelo caso reforçou a necessidade da manutenção da prisão pelo fato de o vereador ter sido ex-secretário municipal de Finanças, Tributação e Gestão Estratégica de Sidrolândia (Sefate), onde os crimes investigados teriam ocorrido.

Outro agravante, conforme a representante do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Claudinho Serra foi o “mentor e gestor da organização criminosa para a prática de diversos crimes contra a administração pública municipal”.

A procuradora de Justiça acrescentou ainda que ele tem grande influência no município em razão de ser genro da prefeita Vanda Camilo e, portanto, a manutenção da prisão é a medida necessária para diminuir ou interromper a atuação do grupo criminoso.

Diante disso, Claudinho Serra entende ser melhor renunciar ao mandato de vereador para sair um pouco da mídia, o que pode ser uma boa medida para que sua defesa possa trabalhar melhor sem os holofotes da imprensa de Campo Grande e de Sidrolândia.

SUPLENTE

Caso o vereador confirme o pedido de renúncia junto à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande, o presidente Carlos Augusto Borges (PSB), o “Carlão”, terá de convocar o suplente para substituí-lo até o fim deste ano, já que no dia 6 de outubro serão eleitos os novos 29 vereadores.

No entanto, é aí que começa o imbróglio, pois Claudinho Serra já era suplente do suplente, o ex-vereador Ademir Santana, que renunciou ao cargo para atuar na campanha eleitoral de Beto Pereira e só estava no cargo porque o titular da cadeira, João César Mattogrosso, também tinha renunciado para assumir como suplente do deputado estadual Pedro Caravina, que, por vez, era secretário estadual.

Para que Claudinho Serra continuasse no cargo de vereador, Ademir Santana renunciou e foi trabalhar na pré-campanha eleitoral do deputado federal Beto Pereira. Porém, com a prisão de Claudinho, que já é o segundo suplente da cadeira, e a grande possibilidade de renúncia, surgiu a dúvida sobre quem assumirá a cadeira.

Com a eventual renúncia de Claudinho Serra, o Correio do Estado apurou que a vaga de vereador ficará com o oitavo suplente, Giancarlo Josetti Sandim (PSDB), o “Gian Sandim”, que obteve 1.227 votos nas eleições municipais de 2020, bem menos que o terceiro suplente, Lívio Viana de Oliveira Leite, o “Dr. Lívio”, que obteve 2.772 votos, trocou o PSDB pelo União Brasil.

E menos também que o quarto suplente, Elias Longo Júnior, o “Junior Longo”, que teve 2.579 votos, mas trocou o PSDB pelo Republicanos, e ainda menos que o quinto suplente, Wellington de Oliveira, o “Delegado Wellington”, que obteve 1.811 votos, entretanto, trocou o PSDB pelo PP.

Gian Sandin também fez menos votos que o sexto suplente, Antonio Ferreira da Cruz Filho, o “Dr. Antonio Cruz”, que obteve 1.497 votos, mas trocou o PSDB pelo MDB, e ainda menos que a sétima suplente. Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a “Enfermeira Cida do Amaral”, que obteve 1.281 votos, porém, ela trocou o PSDB pelo Republicanos.

ENTENDA O CASO

A prisão Claudinho Serra foi realizada no âmbito da terceira fase da “Operação Tromper” e solicitada pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia foi determinada pelo juiz Fernando Moreira Freitas da Silva, que acatou alegação do MPMS de que o parlamentar da Capital formou “uma organização criminosa constituída de agentes públicos e privados, destinada à obtenção de vantagens ilícitas decorrentes, principalmente, dos crimes de fraude ao caráter competitivo de inúmeros processos licitatórios e desvio de dinheiro público diante da não prestação ou não entrega do produto contratado”.

Além do vereador Claudinho Serra, também foram presas de forma preventiva mais sete pessoas, sendo elas Carmo Name Júnior, Ueverton da Silva Macedo, Ricardo José Rocamora Alves, Milton Matheus Paiva Matos, Ana Cláudia Alves Flores, Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa e Thiago Rodrigues Alves.

O magistrado ainda autorizou que o MPMS cumprisse mandados de busca e apreensão nos endereços do vereador Claudinho Serra e mais 27 pessoas: Ueverton da Silva Macedo; Ricardo José Rocamora Alves; Milton Matheus Paiva Matos; Ana Cláudia Alves Flores; Marcus Vinícius Rossentini de Andrade Costa; Thiago Rodrigues Alves; Luiz Gustavo Justiniano Marcondes; Jacqueline Mendonça Leiria; Rafael Soares Rodrigues; Paulo Vítor Famea; Heberton Mendonça da Silva; Roger William Thompson Teixeira de Andrade; Roberta de Souza; Valdemir Santos Monção; Cleiton Nonato Correia; Edmilson Rosa; Fernanda Regina Saltareli; Yuri Morais Caetano; e Jânio José Silvério.

Bem como nas empresas MP Assessoria e Consultoria e Serviços Ltda; GC Obras de Pavimentação Asfáltica Ltda; Ar Pavimentação e Sinalização; CGS Construtora e Serviços; Izaquel de Souza Diniz (Gabriel Auto Car); Maxilaine Dias de Oliveira (pessoa física); e Maxilaine Dias de Oliveira Ltda. (pessoa jurídica).

Nos autos, aos quais o Correio do Estado teve acesso, o MPMS narra que a prática de reiteradas fraudes nos procedimentos licitatórios, “com prévio incremento do objeto social, sem, contudo, apresentarem qualquer tipo de experiência, estrutura e capacidade técnica para a execução dos serviços ou fornecimento dos bens contratados com o ente municipal”.

Ainda enfatiza que, após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, na primeira fase da “Operação Tromper”, foram apurados novos crimes e a continuidade da empreitada criminosa, com o surgimento de novos agentes criminosos, em uma estrutura muito organizada, fraudando licitações e contratos públicos, corrompendo servidores públicos e causando enorme prejuízo ao erário público”.

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eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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