Política

INVESTIGAÇÃO ELEITORAL

Coligação de Riedel pede cassação da candidatura de Contar e do diploma de deputado reeleito

Candidato ao governo do PRTB e parlamentar reeleito fizeram campanha em sessão da Assembleia Legislativa de MS

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A coligação de Eduardo Riedel, do PSDB, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, ingressou com uma ação de investigação eleitoral contra seu adversário Capitão Contar, do PRTB, o vice  Humberto Sávio Abussafi Figueiró e também o deputado estadual reeleito João Henrique Catan, do PL. 

A chapa de Riedel quer a cassação de registro da candidatura de Contar e Figueiró e ainda do diploma do parlamentar reeleito.

Sustentou a ação o fato de Renan, que é deputado estadual e Catan terem usado, em duas recentes sessões da Assembleia Legislativa, a tribuna para atacar o postulante Riedel e enobrecer o concorrente da legenda PRTB.

De acordo com a ação, "infere-se que o representado João Henrique Catan, em desempenho do mandato de deputado estadual, extrapolou o seu direito de usar a tribuna ao engendrar propaganda negativa à candidatura de Eduardo Riedel e realizar pedido de voto aos requeridos Renan Contar e Humberto Figueiró, candidatos em disputa".

Na ação, advogados da coligação de Riedel anexaram vídeos e áudios das sessões legislativas promovidas no dia 6 e 18 deste outubro em que Contar e Renan atacam o candidato tucano.

"... houve exacerbação da prerrogativa da imunidade parlamentar quanto à realização de discurso, porquanto os parlamentares João Henrique Catan e Renan Contar se utilizaram da tribuna e da projeção da divulgação das sessões legislativas para se comunicar com os cidadãos, agindo como se tal fosse verdadeiro palanque eleitoral".

Conforme a apelação, os dois parlamentares usaram as sessões, que são reproduzidas pelo parlamento estadual em redes sociais, em prol da campanha eleitoral de Contar.

"Observa-se que, de fato, João Henrique Catan e Renan Contar, nas dependências da Casa de Leis, durante sessões legislativas transmitidas pelas plataformas do Youtube e do Facebook, mantidos pela Assembleia Legislativa, fora do contexto político, com nítido caráter eleitoral, realizaram propaganda negativa em desfavor do candidato da representante e, não bastasse isso, efetuaram pedido de voto aos candidatos representados, de modo que seus comportamentos se amoldam como conduta vedada e configuram abuso de poder político e de autoridade", diz trecho da ação.

Pela Lei 9.504/97, a Lei das Eleições, citada na ação, são proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais, como:

"Ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária; usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram".

Pelo escrito, Contar e Catan poderiam ter criticado o candidato tucano em tom eleitoral, desde que fosse em qualquer lugar, menos numa sessão da Assembleia Legislativa.

A coligação de Riedel, pede, além da cassação da candidatura de Contar e o vice e ainda o diploma de deputado reeleito de Catan, a retirada dos vídeos exibidos em redes sociais que mostram Renan e Catan discursando na tribuna da assembleia sobre questões eleitorais envolvendo o candidato do PSDB.

 

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ELEIÇÕES 2026

Simone Tebet está cada vez mais perto de São Paulo e de trocar MDB pelo PSB

No entanto, a ministra do Planejamento e Orçamento do presidente Lula ainda não trocou o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul

09/02/2026 08h20

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve disputar as eleições por São Paulo

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve disputar as eleições por São Paulo Valter Campanato/Agência Brasil

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Nos últimos dias, a ex-senadora por Mato Grosso do Sul e atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ficou mais perto de São Paulo do que do seu estado de origem para a disputa eleitoral deste ano, seja para o Senado, seja para governadora – neste caso, somente no território paulista há essa possibilidade.

Conforme apurado pelo Correio do Estado, a dúvida não é mais se ela vai para São Paulo para concorrer no pleito do próximo mês de outubro, mas quando a ex-prefeita de Três Lagoas fará o anúncio oficial, porém, tudo caminha para ser logo depois do Carnaval, pois Tebet tem uma conversa marcada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para bater o martelo.

Aos mais próximos, de acordo com informações obtidas pela reportagem, Simone tem falado que aguardará a conversa final com o presidente Lula para definir seu futuro político e que tudo que tem sido publicado até o momento sobre a situação dela são informações de pessoas defendendo os próprios interesses.

Além disso, o Correio do Estado apurou que, pelo menos até ontem, a ministra do Planejamento e Orçamento do governo de Lula mantém o domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul e continua filiada ao MDB, conforme consta na sua certidão de filiação partidária, disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – há também uma grande probabilidade de a ex-senadora deixar o atual partido, no qual está há 27 anos, para se filiar ao PSB, caso migre para São Paulo.

No entanto, com a resistência do ministro do Fazenda, Fernando Haddad (PT) de disputar as eleições gerais deste ano e o fato de o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), ter indicado a aliados que não deseja disputar cargo eletivo por São Paulo, estado que governou por quatro mandatos, caso seja descartado da chapa à reeleição do presidente Lula, está fazendo com que a pressão seja para que Tebet aceite o desafio.

PROJETO POLÍTICO

A ideia de lançar Simone ao governo paulista surge da dificuldade histórica do PT no estado e da necessidade de Lula de ter um palanque forte em São Paulo, capaz de levar a disputa contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao segundo turno.

O contexto político e o histórico eleitoral mostram que não será tarefa fácil, pois o PT nunca venceu em São Paulo e só chegou ao 2º turno duas vezes – em 2002, com José Genoino, e em 2022, com Haddad.

E, como a ministra do Planejamento e Orçamento já sinalizou que aceita transferir o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e disputar o Palácio dos Bandeirantes, cabe somente ao presidente Lula dar o sinal verde para que essa especulação se transforme em realidade.

Entretanto, há setores do PT que seguem trabalhando para que Haddad recue da decisão de não concorrer nas eleições deste ano e seja candidato a governador, tendo Tebet na chapa majoritária como candidata ao Senado.

A meta do PT neste ano é de, pelo menos, repetir o desempenho que Haddad teve em 2022, quando somou 35,7% dos votos no primeiro turno e 44,73% no segundo.

A direita, por sua vez, aposta que Tarcísio pode liquidar a disputa ainda no primeiro turno, cenário que seria prejudicial aos petistas, pois deixaria o governador livre para apoiar um candidato contra Lula no segundo turno.

Por isso, o objetivo central não é vencer, mas impedir que a oposição abra larga vantagem.

Pesquisas internas encomendadas por aliados de Tebet indicam que a ministra sul-mato-grossense pode ser um fator surpresa na disputa paulista, dificultando a reeleição de Tarcísio, principalmente por seu perfil mais ao centro e pelo ineditismo de uma mulher no comando do maior estado do Brasil.

Aliados de Tarcísio avaliam que Simone seria uma adversária mais difícil de enfrentar do que Haddad ou o vice-presidente Geraldo Alckmin. No PT paulista, a candidatura de Tebet não encontra resistência, mas a preferência segue sendo Haddad.

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Política

Damares acusa Freixo de uso político em patrocínio da Embratur a escola que homenageará Lula

Acusação acontece em razão do patrocínio da estatal ao desfile das escolas de samba do Grupo Especial do RJ

08/02/2026 11h30

Damares, em visita a Campo Grande

Damares, em visita a Campo Grande Marcelo Victor/Correio do Estado

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou uma representação à Comissão de Ética da Presidência da República contra o presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT-RJ), em razão do patrocínio da estatal ao desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Uma das agremiações beneficiadas, a Acadêmicos de Niterói, levará à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na denúncia, a parlamentar sustenta que o repasse de R$ 1 milhão para cada uma das 12 escolas vinculadas à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), totalizando R$ 12 milhões, configuraria uso de recursos públicos para favorecimento político. Segundo Damares, a destinação da verba fere princípios éticos da administração pública ao beneficiar uma manifestação cultural associada à promoção pessoal do chefe do Executivo.

A senadora também cita a participação de Freixo em um ensaio técnico do Carnaval, ocasião em que ele teria usado uma camisa com a imagem de Lula. Para ela, o episódio reforçaria a tese de atuação incompatível com as atribuições do cargo. No texto da representação, Damares afirma que haveria "instrumentalização da máquina pública" e possível antecipação de campanha eleitoral.

Freixo rebateu as acusações em vídeo divulgado nas redes sociais Ele afirmou que o patrocínio da Embratur à Liesa tem como objetivo ampliar a divulgação internacional do Carnaval, estimular o turismo e impulsionar a economia. O presidente da estatal ressaltou que o valor repassado é o mesmo do ano anterior e destacou que o governo do Estado do Rio e a prefeitura da capital também destinam recursos ao evento.

A homenagem a Lula no desfile deste ano tem provocado reações de parlamentares alinhados à oposição nas redes sociais. Além da iniciativa de Damares, o partido Novo protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do repasse à Acadêmicos de Niterói.

O pedido foi negado pelo ministro Aroldo Cedraz. Na decisão, ele afirmou que os recursos decorrem de um termo de cooperação voltado a ampliar a visibilidade internacional do Brasil como destino turístico, utilizando o Carnaval do Rio como ferramenta de promoção cultural. "Não há qualquer elemento presente nos autos apontando qualquer favorecimento da escola Acadêmicos de Niterói em relação às demais componentes do Grupo Especial", afirmou.

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