Política

ELEIÇÕES

Com candidatura incerta, Puccinelli lidera pesquisa, mas também é o mais rejeitado

Em cenário sem ex-governador, Rose Modesto é a favorita para ganhar a eleição municipal.

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Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, realizado entre os dias 19 e 24 de abril em Campo Grande, põe o ex-prefeito e ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (MDB) na liderança de quatro dos cinco cenários pesquisados pelo instututo. Em um outro cenário, sem Puccinelli, a superintendente da Sudeco, Rose Modesto (União Brasil) aparece na liderança. 

André Puccinelli também é o mais rejeitado entre os eleitores. Na pesquisa espontânea, em que a pergunta é feita aos entrevistados sem dar nenhuma alternativa para resposta, a atual prefeita Adriane Lopes (PP), aparece em primeiro lugar com 4%, seguido de André Puccinelli com 3,9%, e em terceiro o deputado federal Beto Pereira (PSDB) com 3,3%. 

É a primeira vez que o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico e Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD), aparece no levantamento. Ainda desconhecido do público, ele pontua com pouco mais de 1%.
Confira os cenários pesquisados: 

Cenário 1

André Puccinelli (MDB) - 26,4%

Rose Modesto (União Brasil) -19,5%

Adriane Lopes (PP) - 14,4%

Beto Pereira (PSDB) - 11,5%

Camila Jara (PT) - 6,5%

Rafael Tavares (PL) - 5%

Jaime Verruck (PSD) - 1,3%

Não sabem ou não responderam - 4,9%

Nenhum/branco ou nulo - 10,6%

 

Cenário 2

André Puccinelli (MDB) - 26,5%

Rose Modesto (União Brasil) - 19,4%

Adriane Lopes - 14,1%

Beto Pereira (PSDB) - 11,1%

Camila Jara (PT) - 6,5%

Marcos Pollon (PL) - 5,1%

Jaime Verruck - 1,3%

Não sabem ou não responderam - 4,9%

Nenhum, banco ou nulo - 11,1%


Cenário 3

André Puccinelli (MDB) - 22,8%

Capitão Contar (PRTB) - 20,4%

Rose Modesto (União Brasil) - 15,9%

Adriane Lopes (PP) - 12,3%

Beto Pereira (PSDB) - 9,8%

Camila Jara (PT) - 5,9%

Jaime Verruck - 1%

Não sabe/não responderam - 4,1%

Nenhum/branco ou nulo - 8%

 

Cenário 4 

André Puccinelli - (MDB) - 26,5%

Rose Modesto (União Brasil) - 19,8%

Adriane Lopes (PP) - 14,4%

Beto Pereira (PSDB) - 11,6%

Camila Jara (PT) - 6,5%

Rafael Tavares (PL) - 5,3%

Não sabe/não respondeu - 5%

Nenhum, branco e nulo - 11%

Cenário 5

Rose Modesto (União Brasil) - 28,4%

Adriane Lopes (PP) - 16,4%

Beto Pereira (PSDB) - 14,2%

Camila Jara (PT) - 8%

Rafael Tavares (PL) - 7,6%

Não sabe/ não respondeu - 6,6%

Nenhum, branco ou nulo - 18,8%

 

Rejeição

Não sabe/ não respondeu - 10%

Poderia votar em todos - 2,8%

André Puccinelli - 28,4%

Adriane Lopes - 24,6%

Capitão Contar - 22,6%

Camila Jara - 17,3%

Rose Modesto - 15,5%

Beto Pereira - 11,8%

Marcos Pollon - 8,1%

Rafael Tavares - 8,1%

Jaime Verruck - 6,3%


Pesquisa Espontânea

Não sabe/não respondeu - 77,8%

Ninguém, branco ou nulo - 6%

Adriane Lopes - 4%

André Puccinelli - 3,9%

Beto Pereira - 3,3%

Rose Modesto - 1,9%

Camila Jara - 0,6%

Lucas do Amor Sem Fim (PDT) - 0,6%

Capitão Contar - 0,4%

Outros nomes citados - 0,8%

Para obter estes resultados, o Instituto Paraná Pesquisas entrevistou 800 campo-grandenses entre os dias 19 e 24 de abril de 2024. A amostra atinge um grau de confiança de 95%, para uma margem de erro estimada em apenas 3,5%.

Candidatura Incerta

Ainda não se sabe a real situação do ex-governador André Puccinelli em relação à corrida eleitoral, após entrevista concedida para a Rádio CBN Campo Grande e o Correio do Estado, Puccinelli disse que aguarda até o fim do mês de maio para então, bater o martelo sobre disputar ou não o pleito do próximo dia 6 de outubro.

Em matéria já publicada, Puccinelli estaria aguardando uma reunião em Brasília (DF), com o presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), para alinhar a liberação de recursos para a campanha eleitoral.

“Eu e o presidente estadual do MDB, o ex-senador Waldemir Moka, teremos essa reunião com o Baleia Rossi para definir o montante de recursos que serão destinados para a minha campanha eleitoral a prefeito da Capital”, declarou o político, que já administrou Campo Grande por dois mandatos consecutivos – de 1º de janeiro de 1997 a 1º de janeiro de 2005.

 

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articulação

Câmara sela acordo para abertura imediata da CPI do Tapa-Buraco

Pedido teve a adesão de 29 vereadores e passará por análise jurídica antes da definição dos integrantes da comissão

17/10/2026 08h00

Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandenses

Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandenses Foto: Izaias Medeiros/CMCG

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A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu, no fim da tarde desta sexta-feira, criar de imediato a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco para investigar falhas nos serviços de manutenção das ruas e avenidas da Capital. 

Ao centro, o presidente da Casa, Papy, faz o anúncio da criação da CPI, que recebeu o apoio de todos os 29 vereadores campo-grandensesFoto: Montagem

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa de Leis, Epaminondas Vicente Silva Neto (PSDB), o Papy, após uma reunião com 24 dos 29 vereadores presentes. Os cinco parlamentares que estavam ausentes informaram remotamente o apoio irrestrito à decisão, totalizando 29 assinaturas.

A proposta foi apresentada em agosto pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) e vinha sendo discutida pelos integrantes do Legislativo. Conforme Papy, a decisão de apoiar a investigação foi tomada coletivamente, depois de um debate sobre a crise na conservação das vias públicas e a falta de soluções para o problema.

“Coletivamente, a gente tomou uma decisão. Praticamente todos que estão presentes assinaram a CPI”, declarou o presidente, acrescentando que os vereadores ausentes também estavam se manifestando favoravelmente à iniciativa.

O requerimento será encaminhado à Procuradoria da Câmara, que avaliará os aspectos regimentais, legais e constitucionais do documento. Depois dessa análise, estão previstas a formalização e a publicação dos atos necessários, seguidas da definição da presidência, da relatoria e dos demais integrantes da comissão, respeitando a proporcionalidade dos partidos.

Papy afirmou que o pedido reúne 10 fatos que deverão ser investigados. O detalhamento, segundo ele, será divulgado após a conclusão da coleta de assinaturas. Já o requerimento original, datado do dia 13 de agosto, propõe um prazo inicial de 120 dias para os trabalhos.

Ao justificar a iniciativa, o presidente da Câmara criticou a condução do serviço pela prefeitura e apontou descaso e negligência na manutenção das vias. Para ele, embora a execução dos reparos seja responsabilidade do Executivo, os vereadores também precisam responder à população pelas condições da cidade.

“O parlamento não é culpado disso, mas ele é responsável também pelo resultado da cidade”, afirmou, reconhecendo que as chuvas dificultaram os serviços e atingiram outros municípios, mas disse que a população cobra alternativas para enfrentar a deterioração do asfalto. 

Na avaliação dele, a gestão deixou de utilizar mecanismos de planejamento, como a priorização de avenidas e pontos críticos, além de enfrentar problemas relacionados a recursos e equipes.

A CPI, conforme Papy, também deverá pressionar o Executivo a organizar uma atuação mais eficiente, com procedimentos capazes de melhorar a qualidade e a durabilidade dos reparos.

Entre os pontos apresentados no requerimento original está a redução da previsão orçamentária para o projeto de modernização e requalificação das vias urbanas. Segundo o documento, a dotação passou de mais de R$ 132 milhões, em 2025, para pouco mais de R$ 40 milhões, neste ano, uma queda de quase 70%.

O texto também questiona a ausência de resposta ao Requerimento nº 34/2026, aprovado pela Câmara para solicitar informações sobre a execução do tapa-buraco. Conforme a justificativa apresentada, o prazo terminou sem que o Executivo encaminhasse os esclarecimentos.

Outro dado utilizado para fundamentar a investigação é o volume de demandas recebidas pelos vereadores. Das 24.673 indicações encaminhadas à prefeitura no primeiro semestre deste ano, quase 9 mil tratavam de serviços de tapa-buraco, segundo o requerimento.

A proposta ainda cobra explicações sobre a permanência dos problemas nas ruas mesmo com a disponibilidade da usina de asfalto do Consórcio Central-MS, presidido pela prefeita Adriane Lopes. O documento informa que a estrutura tem capacidade de produzir 120 toneladas por hora de concreto betuminoso usinado a quente.

Também são citadas investigações sobre suspeitas de fraudes em contratos, incluindo manipulação de medições e pagamentos por serviços executados parcialmente ou não realizados.

Esses episódios aparecem no requerimento como justificativas para aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos.

Além da apuração, Papy anunciou que está encaminhando um projeto de lei para modificar a forma de contratação dos serviços. Segundo ele, a proposta terá como referência orientações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e buscará ampliar o foco dos contratos para a recuperação asfáltica.

O presidente ressaltou que a abertura da investigação deverá ser acompanhada de medidas para melhorar a manutenção das vias e recuperar a confiança dos moradores no poder público. “A população pode confiar na

Câmara que nós estamos trabalhando em favor da população, que não aguenta mais cair nos buracos, estragar o carro, ter acidentes”, declarou.

Para Luiza Ribeiro, os números demonstram a necessidade de aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos e a execução dos contratos de manutenção das ruas da Capital.

“A CPI do Tapa-Buraco é um instrumento legislativo necessário para esclarecer questões que ainda não estão transparentes na administração pública e permitir que a Câmara e a população compreendam o que está acontecendo com a execução desse serviço em Campo Grande”, afirmou.
 

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

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