Política

Confiantes

Com discursos diferentes, favoritos ao Senado confiam na vitória

Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Soraya Thronicke e Vander Loubet votaram na Capital pela manhã

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Com discursos e campanhas distintas, Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL), Soraya Thronicke (PSB) e Vander Loubet (PT) acreditam na vitória ao fim deste domingo (4). Todos os candidatos votaram em Campo Grande logo nas primeiras horas do dia. 

Vander Loubet 

Petista e "azarão" nas pesquisas, Vander Loubet  comentou que mais do que mudar o eleitorado sul-mato-grossense, sua campanha conseguiu alcançar e convencer os eleitores locais que costumam ser mais ligados à direita. O ainda deputado federal votou no Colégio Oswaldo Tognini. 

À imprensa, Vander apresentou sua avaliação sobre a campanha eleitoral, as estratégias adotadas e as expectativas para estas eleições. Com apoio de vários prefeitos direitistas ao longo da campanha, disse crer no 'eleitorado silencioso" neste domingo. 

"Acho que tem um eleitorado muito silencioso. Sinto isso, um voto muito silencioso, as pessoas com dificuldade ou não querendo se manifestar pela pressão, principalmente em votar no Lula. 

[O eleitor] se sente pressionado pelos seus patrões, seus chefes e acredito muito que também tem um voto silencioso dos servidores públicos. Agora é esperar para ver, acho que nós fizemos uma campanha que ganhou o coração e a mente das pessoas, a campanha que a gente vai sair muito maior do que as últimas eleições", comentou o candidato ao Senado.

Vander Loubet  destacou que sua missão era ir atrás do "segundo voto" de eleitores mais conservadores, de centro e centro-direita, e da classe política.

"Sinto que parte da classe política me abraçou muito em função disso e do pragmatismo também, que é a expectativa do Lula ganhar a eleição, deles terem um interlocutor que sabe que eu sou do PT, sabe que eu sou de esquerda, mas sabe que eu respeito quem pensa diferente e que vou abrir portas para os vereadores, vereadoras, prefeitos, prefeitas e para os movimentos sociais.

Soraya Thronicke 

Em busca da reeleição, a senadora Soraya Thronicke (PSB) votou na Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro, no bairro Vila Manoel da Costa Lima. A candidata mostrou tranquilidade em relação a estas eleições e expressou desconfiança nas pesquisas eleitorais. 

Assim como Vander, relembrou que nas eleições de 2018, quando foi eleita senadora, nem sequer apareceu nas pesquisas até às vésperas do pleito. 

"Eu trabalhei pra reeleição e espero chegar. Na verdade, eu nunca estive em pesquisas em 2018. A primeira vez que eu saí numa pesquisa foi na quinta-feira antes da eleição, em quinto lugar. No domingo, eu estava eleita. Então, assim, eu realmente não acredito", frisou. 

Soraya também ressaltou que se as pessoas estão descontentes com os políticos. 

"Cada um tem a sua parcela de responsabilidade de quem está lá. E o Congresso Nacional, os políticos, são um reflexo da população. A gente tem que parar para pensar e melhorar a nossa consciência, a nossa maturidade política".

Capitão Contar 

Favorito ao segundo posto ao Senado, Capitão Renan Contar (PL) falou sobre a campanha, as expectativas para a apuração e a trajetória percorrida durante o período eleitoral. O ex-deputado estadual votou  no Colégio Oswaldo Tognini. 

Contar afirmou que chega ao dia da votação com sentimento de esperança e confiança no trabalho realizado durante a campanha. “Vivemos um tempo de esperança, de renovação. Está nas mãos de todos os brasileiros, nesse momento, escolherem um novo futuro”, declarou.

Ao avaliar a campanha em Mato Grosso do Sul, o candidato disse acreditar no trabalho desenvolvido pela equipe e classificou a trajetória eleitoral como pautada pela transparência. Segundo ele, este domingo representa o momento de avaliar o resultado do trabalho realizado durante os últimos meses.

Contar estava acompanhado da esposa e de integrantes de sua equipe. Durante a coletiva, afirmou que pretende acompanhar a apuração junto de familiares, amigos e colaboradores que participaram da campanha.

Contar também mencionou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que recebeu dele a missão de trabalhar pela união do grupo político no Estado.

Após votar, o candidato afirmou que permanecerá com familiares, amigos e integrantes da campanha durante a apuração. Segundo ele, depois da divulgação do resultado, a programação prevê encontros com apoiadores e integrantes da equipe.

Em Mato Grosso do Sul, os eleitores escolhem neste domingo dois representantes para o Senado Federal. Os dois candidatos mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos.

Reinaldo Azambuja 

Apontado pelas pesquisas como o principal favorito entre os sul-mato-grossenses, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) mostrou-se confiante na vitória e fez duras críticas ao Judiciário no momento da votação. Ele votou no Colégio Lúcia Martins Coelho, na região central de Campo Grande. 

“Tá muito confuso, decisões monocráticas, decisões equivocadas, é ministro sob suspeição e isso vai passar com certeza pelo próximo senado, que eu não tenho dúvida vai ter coragem de a gente estabelecer realmente o regramento que diz na Constituição Brasileira”, afirmou.

De acordo com ele, os “poderes são harmônicos mas são independentes. Cada um tem independência para tratar do seu do seu, da sua responsabilidade com o Brasil. Executivo executa, Legislativo legisla e o judiciário só julga quando tem conflito. E eu espero que a gente possa reestabelecer o poder Judiciário, cumprindo o papel constitucional lá da Constituição de 1988”, falou, referindo-se às recentes polêmicas em Brasília.

E também não faltaram críticas à Justiça local. “Essas resoluções do Tribunal Eleitoral que extrapolam a lei, que proíbem você praticamente de fazer campanha. Você fica impedido de visitar uma empresa, de falar com colaboradores. Outro dia os juízes eleitorais queriam, proibir, aqui em Campo Grande, o direito de ter mais de uma bandeira por quadra. É uma coisa impossível isso”, reclamou.

“O Judiciário até nas eleições está interferindo muito na vida das pessoas e nós não podemos aceitar isso. O problema é que cada dia o Poder Judiciário inventa algo novo para querer conturbar as eleições de todo o Brasil, afirmou ao mesmo tempo em que defendeu uma reforma no Judiciário e também uma reforma política.

De acordo com ele, quando exerceu o cargo de deputado federal foi favorável ao fim da reeleição e agora, caso seja eleito, voltará a defender esta bandeira, embora tenha cumprido dois mandatos consecutivos como governador de Mato Grosso do Sul.

Além, de defender reformas, Azambuja fez questão de afirmar que a reativação da ferrovia Malha Oeste, que está completamente parada, e a concessão da hidrovia do Rio Paraguai serão duas das principais bandeiras que pretender erguer na capital federal. O leilão para concessão de ambas está previsto para o próximo ano.

E, além de mostrar otimismo sobre a vitória nas urnas, Azambuja também disse estar confiante sobre o bom desempenho de Flávio Bolsonaro (PL). “Acho que nosso candidato, chega em primeiro lugar já no primeiro turno, Isso é importante pra quem vinha aí sempre com as pesquisas contrárias a ele, passou uma série de ataques durante a campanha toda, mas eu vejo que nessa reta final a população brasileira entende que ele é a pessoa que tem condições de agregar um novo projeto para o Brasil e voltar o Brasil a respirar como um país livre, democrático e independente”.

Para checar se suas expectativas vão se cumprir, Reinaldo Azambuja afirmou que vai acompanhar a apuração dos votos junto com o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, e com o Capitão Contar (PL) candidato ao Senado.

Apontado pelas pesquisas como um dos prováveis escolhidos pelos sul-mato-grossenses para uma das duas vagas ao Senado, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) mostrava-se confiante na vitória e fez duras críticas ao Judiciário no momento da votação, no Colégio Lúcia Martins Coelho, na região central de Campo Grande, na manhã deste domingo (4).

“[O judiciário] 'tá' muito confuso, decisões monocráticas, decisões equivocadas, é ministro sob suspeição e isso vai passar com certeza pelo próximo Senado, que eu não tenho dúvida vai ter coragem de a gente estabelecer realmente o regramento que diz na Constituição Brasileira”, afirmou.

De acordo com ele, os “poderes são harmônicos mas são independentes. Cada um tem independência para tratar do seu do seu, da sua responsabilidade com o Brasil. Executivo executa, Legislativo legisla e o judiciário só julga quando tem conflito. E eu espero que a gente possa reestabelecer o poder Judiciário, cumprindo o papel constitucional lá da Constituição de 1988”, falou, referindo-se às recentes polêmicas em Brasília.

Favorável ao fim da reeleição quando foi deputado, disse que caso seja eleito, voltará a defender esta bandeira, embora tenha cumprido dois mandatos consecutivos como governador de Mato Grosso do Sul.

Além, de defender reformas, Azambuja fez questão de afirmar que a reativação da ferrovia Malha Oeste, que está completamente parada, e a concessão da hidrovia do Rio Paraguai serão duas das principais bandeiras que pretender erguer na capital federal. O leilão para concessão de ambas está previsto para o próximo ano.

O ex-governador disse estar confiante sobre o bom desempenho de Flávio Bolsonaro (PL). “Acho que nosso candidato chega em primeiro lugar já no primeiro turno, Isso é importante pra quem vinha aí sempre com as pesquisas contrárias a ele, passou uma série de ataques durante a campanha toda, mas eu vejo que nessa reta final a população brasileira entende que ele é a pessoa que tem condições de agregar um novo projeto para o Brasil e voltar o Brasil a respirar como um país livre, democrático e independente”.

Para checar se suas expectativas vão se cumprir, Reinaldo Azambuja afirmou que vai acompanhar a apuração dos votos junto com o governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, e com o Capitão Contar (PL) candidato ao Senado.

Investigação

PF inicia apuração sobre possível intervenção externa sobre eleições, diz Andrei Rodrigues

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco

04/10/2026 15h00

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal Foto: Divulgação

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou neste domingo (4) que a corporação iniciou um procedimento para apurar a possibilidade de as eleições brasileiras sofrerem algum tipo de interferência externa.

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco.

Na sexta-feira, 2, a representação diplomática dos Estados Unidos decidiu fechar as portas alegando preocupações com a segurança. Medida similar foi adotada pela Embaixada da Austrália.

A abertura do procedimento sobre possível interferência externa, segundo Rodrigues, foi iniciada após a PF receber uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). O trâmite contemplou o encaminhamento ainda ontem para a Diretoria de Inteligência do órgão. Ele detalhou que se trata de uma averiguação em andamento e que, por isso, não foi publicada uma portaria do inquérito, mas que a investigação já está em curso.

A solicitação da AGU, por sua vez, se deu depois que o jornal britânico The Guardian revelou que cerca de R$ 5,2 bilhões teriam sido remetidos para grupos do Brasil para evitar abuso de poder judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um projeto do governo dos Estados Unidos.

Sobre as embaixadas, Rodrigues afirmou que a PF não encontrou qualquer risco efetivo para as embaixadas e tampouco um plano contra essas representações diplomáticas. "Não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse algum risco efetivo contra qualquer embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado", reforçou.

O diretor da PF disse ainda que os casos não conversam entre si até o momento. "São inquéritos separados, mesmo que eventualmente possam se conectar. Esse é um trabalho que a gente faz ordinariamente."

Eleições 2026

Eleitor que estiver na fila até as 16h poderá votar mesmo após horário em MS

Chuva reduziu movimento durante parte do dia e provocou concentração de eleitores no período da tarde; Justiça Eleitoral garante voto a quem estiver na fila no horário de encerramento

04/10/2026 14h48

Eleitores enfrentam filas em local de votação neste domingo (4), em Campo Grande; quem estiver na fila até as 16h terá o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento termine depois do horário.

Eleitores enfrentam filas em local de votação neste domingo (4), em Campo Grande; quem estiver na fila até as 16h terá o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento termine depois do horário. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

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Os eleitores de Mato Grosso do Sul que estiverem na fila de suas respectivas seções eleitorais até as 16h deste domingo (4) terão o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento avance além do horário oficial de encerramento da votação.

A regra ganha importância neste primeiro turno das Eleições 2026 por causa das chuvas que atingiram Campo Grande e outras regiões do Estado ao longo do dia.

O mau tempo reduziu a procura por algumas seções durante a manhã e levou parte dos eleitores a deixar o voto para o período da tarde, aumentando a possibilidade de formação de filas nas últimas horas de votação.

Em Mato Grosso do Sul, as urnas foram abertas às 7h e o horário regular de votação termina às 16h, no horário local.

Isso ocorre porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu o funcionamento simultâneo das seções em todo o país entre 8h e 17h, seguindo o horário oficial de Brasília.

Como Mato Grosso do Sul está uma hora atrás da capital federal, o período no Estado vai das 7h às 16h.

O encerramento às 16h, entretanto, somente ocorre imediatamente nas seções onde não houver mais ninguém aguardando.

A resolução que regulamenta as Eleições 2026 determina que o recebimento dos votos termina às 17h de Brasília, 16h em Mato Grosso do Sul, desde que não existam eleitores presentes na fila.

Na prática, quem estiver na fila até as 16h poderá permanecer no local e votar normalmente, ainda que chegue à urna depois desse horário. Quem chegar ao local de votação somente depois do encerramento e não estiver na fila, porém, não poderá mais votar.

Chuva alterou movimento nas seções

A chuva marcou o domingo eleitoral em Campo Grande desde as primeiras horas da manhã. Em alguns pontos, eleitores enfrentaram precipitação já antes da abertura das seções, enquanto outros locais registraram movimento abaixo do habitual durante os períodos de chuva.

No período da tarde, com momentos de trégua no tempo, alguns locais passaram a registrar aumento do fluxo de eleitores. Na Funlec, por exemplo, houve formação de filas após a melhora nas condições climáticas, reflexo de pessoas que adiaram a ida às urnas durante a chuva.

O temporal também provocou transtornos no deslocamento pela Capital. Foram registrados pontos de alagamento e interdições em vias, enquanto o aumento no uso de veículos particulares chegou a provocar congestionamento nas proximidades de locais de votação.

Mesmo diante das condições climáticas, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informou que a chuva não impediu a realização da eleição no Estado.

Chegar antes das 16h é fundamental

Apesar da garantia para quem já estiver aguardando, a orientação é que o eleitor não deixe para chegar ao local de votação depois das 16h. O que assegura o direito de continuar aguardando após o encerramento é estar efetivamente na fila da seção eleitoral dentro do horário regular.

O próprio TSE reforça que nenhuma pessoa que já estiver na fila no momento do encerramento perde o direito de votar. O procedimento permite que as seções continuem recebendo esses eleitores até que todos tenham exercido o voto.

Assim, mesmo com eventuais filas provocadas pela concentração de eleitores após as chuvas deste domingo, quem estiver aguardando para votar até as 16h em Mato Grosso do Sul poderá concluir normalmente a votação.

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