Política

Eleições 2026

Eleitor que estiver na fila até as 16h poderá votar mesmo após horário em MS

Chuva reduziu movimento durante parte do dia e provocou concentração de eleitores no período da tarde; Justiça Eleitoral garante voto a quem estiver na fila no horário de encerramento

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Os eleitores de Mato Grosso do Sul que estiverem na fila de suas respectivas seções eleitorais até as 16h deste domingo (4) terão o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento avance além do horário oficial de encerramento da votação.

A regra ganha importância neste primeiro turno das Eleições 2026 por causa das chuvas que atingiram Campo Grande e outras regiões do Estado ao longo do dia.

O mau tempo reduziu a procura por algumas seções durante a manhã e levou parte dos eleitores a deixar o voto para o período da tarde, aumentando a possibilidade de formação de filas nas últimas horas de votação.

Em Mato Grosso do Sul, as urnas foram abertas às 7h e o horário regular de votação termina às 16h, no horário local.

Isso ocorre porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu o funcionamento simultâneo das seções em todo o país entre 8h e 17h, seguindo o horário oficial de Brasília.

Como Mato Grosso do Sul está uma hora atrás da capital federal, o período no Estado vai das 7h às 16h.

O encerramento às 16h, entretanto, somente ocorre imediatamente nas seções onde não houver mais ninguém aguardando.

A resolução que regulamenta as Eleições 2026 determina que o recebimento dos votos termina às 17h de Brasília, 16h em Mato Grosso do Sul, desde que não existam eleitores presentes na fila.

Na prática, quem estiver na fila até as 16h poderá permanecer no local e votar normalmente, ainda que chegue à urna depois desse horário. Quem chegar ao local de votação somente depois do encerramento e não estiver na fila, porém, não poderá mais votar.

Chuva alterou movimento nas seções

A chuva marcou o domingo eleitoral em Campo Grande desde as primeiras horas da manhã. Em alguns pontos, eleitores enfrentaram precipitação já antes da abertura das seções, enquanto outros locais registraram movimento abaixo do habitual durante os períodos de chuva.

No período da tarde, com momentos de trégua no tempo, alguns locais passaram a registrar aumento do fluxo de eleitores. Na Funlec, por exemplo, houve formação de filas após a melhora nas condições climáticas, reflexo de pessoas que adiaram a ida às urnas durante a chuva.

O temporal também provocou transtornos no deslocamento pela Capital. Foram registrados pontos de alagamento e interdições em vias, enquanto o aumento no uso de veículos particulares chegou a provocar congestionamento nas proximidades de locais de votação.

Mesmo diante das condições climáticas, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informou que a chuva não impediu a realização da eleição no Estado.

Chegar antes das 16h é fundamental

Apesar da garantia para quem já estiver aguardando, a orientação é que o eleitor não deixe para chegar ao local de votação depois das 16h. O que assegura o direito de continuar aguardando após o encerramento é estar efetivamente na fila da seção eleitoral dentro do horário regular.

O próprio TSE reforça que nenhuma pessoa que já estiver na fila no momento do encerramento perde o direito de votar. O procedimento permite que as seções continuem recebendo esses eleitores até que todos tenham exercido o voto.

Assim, mesmo com eventuais filas provocadas pela concentração de eleitores após as chuvas deste domingo, quem estiver aguardando para votar até as 16h em Mato Grosso do Sul poderá concluir normalmente a votação.

Eleições

Delcídio Amaral vota em Corumbá e destaca campanha como "modesta"

O candidato relatou que seu município natal terá um papel especial nas exportações do corredor bioceânico, caso ele seja eleito

04/10/2026 15h20

Delcídio Amaral (PRD), candidato ao Governo do Estado

Delcídio Amaral (PRD), candidato ao Governo do Estado Divulgação

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O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral (PRD), votou na escola particular Santa Inês, no município de Corumbá, sua cidade natal. Ele espera que haja um segundo turno em Mato Grosso do Sul, o que permitiria um "grande debate" entre diferentes projetos, incluindo o seu, que ele descreve como "inovador, diferenciado e socialmente inclusivo".

Delcídio lembra que lançou sua candidatura a governador de última hora, e descreve sua campanha como modesta, focada em propostas e divulgação de seus feitos como senador para o Estado e o Brasil.

"Eu fiz uma campanha modesta, uma campanha andando na rua, uma campanha divulgando todas as coisas que eu fiz por esse estado, especialmente pela nossa cidade, Corumbá, por Ladário também, e no Estado inteiro. Eu não fui só um senador de Mato Grosso Sul, eu fui um senador do Brasil. Mas fiz uma campanha de chão e de propostas. Não ofendi ninguém, não machuquei ninguém"

Por fim, Delcídio destacou que, em seu programa de governo, Corumbá vai ter um papel especial, porque o corredor bioceânico definitivo passará pela cidade. 

"Iniciativa dos antigos, dos sábios, que projetaram a nossa Noroeste do Brasil, o trem do Pantanal. E é por aqui que vão sair as importações e exportações. Corumbá vai ser diretamente impactada e, portanto, vai ser uma das cidades mais ricas do Mato Grosso do Sul, do Centro-Oeste e do Brasil. A saída por Corumbá vai pegar a Bolívia, atravessar o Peru e chegar em Xangai, que é o porto que os chineses construíram e que vai ser o grande escoamento da produção brasileira", conclui o candidato.

Ele passará o dia em Corumbá, junto com sua mãe, e circulando pelas zonas eleitorais, antes de seguir para Campo Grande, onde acompanhará a contagem dos votos.

 

Investigação

PF inicia apuração sobre possível intervenção externa sobre eleições, diz Andrei Rodrigues

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco

04/10/2026 15h00

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal Foto: Divulgação

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou neste domingo (4) que a corporação iniciou um procedimento para apurar a possibilidade de as eleições brasileiras sofrerem algum tipo de interferência externa.

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco.

Na sexta-feira, 2, a representação diplomática dos Estados Unidos decidiu fechar as portas alegando preocupações com a segurança. Medida similar foi adotada pela Embaixada da Austrália.

A abertura do procedimento sobre possível interferência externa, segundo Rodrigues, foi iniciada após a PF receber uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). O trâmite contemplou o encaminhamento ainda ontem para a Diretoria de Inteligência do órgão. Ele detalhou que se trata de uma averiguação em andamento e que, por isso, não foi publicada uma portaria do inquérito, mas que a investigação já está em curso.

A solicitação da AGU, por sua vez, se deu depois que o jornal britânico The Guardian revelou que cerca de R$ 5,2 bilhões teriam sido remetidos para grupos do Brasil para evitar abuso de poder judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um projeto do governo dos Estados Unidos.

Sobre as embaixadas, Rodrigues afirmou que a PF não encontrou qualquer risco efetivo para as embaixadas e tampouco um plano contra essas representações diplomáticas. "Não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse algum risco efetivo contra qualquer embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado", reforçou.

O diretor da PF disse ainda que os casos não conversam entre si até o momento. "São inquéritos separados, mesmo que eventualmente possam se conectar. Esse é um trabalho que a gente faz ordinariamente."

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