Política

Campanha

Com estética de 'Top Gun', Flávio Bolsonaro resgata Neymar em peça publicitária gerada por IA

Este é o segundo material em que Flávio Bolsonaro pega emprestado a estética de "Top Gun" para fazer pré-campanha

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O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo gerado por IA onde interpreta personagem do filme "Top Gun - Ases Indomáveis", de 1986.

Ao invés de combate aéreo, as imagens mostram o parlamentar pilotando um avião de caça militar para dar carona ao jogador e influenciador Neymar Jr.

O vídeo é uma resposta a uma recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sexta-feira passada, 19, o petista disse que Neymar era o primeiro "convocado home office do mundo" e arrancou risos de uma plateia em Belo Horizonte.

Neymar foi convocado para integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, mas ainda não jogou nenhuma partida.

Nesta quarta-feira, 24, quando o Brasil enfrenta a Escócia pela terceira rodada da fase de grupos, o jogador pode estrear na competição. Ele trabalhava para se recuperar de uma lesão.

Como mostrou o Estadão, as primeiras partidas do Brasil na Copa do Mundo mudaram o debate sobre seleção brasileira: da convocação de Neymar para a ausência Endrick no time. As marcas passaram a dar atenção e brincar com isso, irritando os patrocinadores da seleção.

O "dublê digital" de Flávio Bolsonaro aparece na peça publicitária afirmando que o "Brasil nunca abandona os seus". Parte, então, para o resgate do jogador, também criado por IA. A trilha sonora é "Iron Man", do Black Sabbath.

Este é o segundo material em que Flávio Bolsonaro pega emprestado a estética de "Top Gun" para fazer pré-campanha.

No primeiro vídeo, o pré-candidato aparece ao lado do pai, Jair Bolsonaro, pilotando um avião militar. Os dois, então, destroem embarcações identificadas como PCC e CV.

Ao final, uma lancha com a sigla "PT" aparece fugindo da metralhadora. Este vídeo é alvo de representação da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda negativa antecipada.

decisão do STJ

Prefeito de Terenos retorna ao cargo nove meses após ser preso em operação

Decisão do STJ revogou o afastamento cautelar do prefeito, que foi alvo de operação do Gaco contra fraude em licitações

24/06/2026 17h02

Prefeito de Terenos, Henrique Budke, voltará ao comando do Executivo Municipal

Prefeito de Terenos, Henrique Budke, voltará ao comando do Executivo Municipal Divulgação

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Eduardo Henrique Budke (PSDB) retornou ao cargo de prefeito em Terenos. Ele foi preso em setembro do ano passado, em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra fraude em licitações que teriam causado prejuízo milhões aos cofre públicos, sendo solto em novembro com a imposição de medidas cautelares.

Conforme apurou o Correio do Estado, o afastamento de Budke do cargo de prefeito, que era uma das medidas cautelares, foi revogado nesta quarta-feira (24) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ele poderá reassumir o comando do Executivo Municipal.

Durante o período em que ficou afastado, Doutor Arlindo Landolfi Filho assumiu a prefeitura de forma interina.

O Correio do Estado tentou contato com o prefeito, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Segundo informações do Correio do Estado, Budke é investigado por corrupção ativa, fraude em licitação e liderança de organização criminosa.

Operação

Além do prefeito de Terenos, outras 15 pessoas também foram alvos de mandados de prisão na Operação Spotless, desencadeada no dia 9 de setembro do ano passado. Ao todo, foram cumpridos mais 59 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos estavam a sede da Prefeitura Municipal de Terenos, secretarias, residências e empresas de servidores e empresários em Terenos e Campo Grande.

De acordo com o Ministério Público, a Operação Spotless é uma continuação da operação Velatus, deflagrada em 2024, também em Terenos, e que investigou esquema de fraudes em licitações de obras. 

Em nota na época, o Gaeco informou que a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.

O líder desse grupo, conforme apuração do Correio do Estado, seria justamente Budke, investigado por corrupção ativa, fraude em licitação e liderar organização criminosa.

Conforme apurado pelo Ministério Público, o grupo usava servidores públicos para fraudar licitações no município de Terenos e direcionar esses certames para que determinadas empresas fossem as vencedoras.

Dessa forma, o grupo teria firmado contrados que, somente em 2024, ultrapassaram a casa dos R$ 15 milhões.

“O esquema envolvia também o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público”, disse o Minitério Público.

Essas informações, ainda de acordo com o MPMS, foram estabelecidas depois da Operação Velatus, deflagrada em agosto do ano passado, a qual cumpriu nove mandados em Terenos, cinco (de busca e apreensão) em Campo Grande e um em Santa Fé do Sul (SP), além de um mandado de prisão na Capital. 

Conforme a investigação, a partir de provas extraídas de alguns telefones celulares apreendidos, foi possível identificar “o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema”.

 

Justiça

Fim da aposentadoria compulsória deve atingir dois magistrados

CNJ adiou para agosto análise de mudanças no regimento interno sobre procedimentos disciplinares de magistrados

24/06/2026 08h00

O desembargador Alexandre Bastos e o juiz Paulo Afonso de Oliveira, ambos afastados dos cargos

O desembargador Alexandre Bastos e o juiz Paulo Afonso de Oliveira, ambos afastados dos cargos Montagem

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) adiou para o dia 4 de agosto a análise de mudanças no regimento interno que tratam dos procedimentos administrativos disciplinares aplicáveis a magistrados, incluindo a retirada da aposentadoria compulsória como pena máxima. 

A decisão ocorre em meio a discussões que podem impactar diretamente dois magistrados de Mato Grosso do Sul atualmente afastados de suas funções em razão de suposta venda de sentenças judiciais apontada em investigação da Polícia Federal.

Trata-se do desembargador Alexandre Aguiar Bastos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), onde ingressou em dezembro de 2016 pelo quinto constitucional da advocacia, e do juiz Paulo Afonso de Oliveira, titular da 2ª Vara Cível de Campo Grande.

Ambos estão afastados por determinação judicial em razão de investigações criminais e administrativas em andamento.

Eles também respondem a um processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado pelo próprio CNJ no âmbito das investigações da Operação Ultima Ratio, deflagrada em outubro de 2024 pela Polícia Federal.

O caso apura um suposto esquema de venda de decisões judiciais, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No caso de Alexandre Bastos, o afastamento ocorreu após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi mantido pelo CNJ, que aprovou a abertura do PAD por unanimidade. 

A investigação aponta suspeitas de participação em julgamentos sob questionamento e possíveis movimentações financeiras atípicas.

A defesa sustenta que o desembargador teria atuado apenas de forma circunstancial em um dos processos analisados e nega qualquer recebimento de vantagens indevidas.

Já o magistrado Paulo Afonso foi afastado preventivamente em dezembro de 2024 e teve a medida mantida pelo plenário do CNJ. Em junho de 2025, também foi instaurado PAD para apurar sua conduta.

As investigações indicam possíveis incompatibilidades patrimoniais, incluindo bens de alto valor, além de suspeitas de atuação para liberação de valores sob investigação e contatos com investigados.

ADIAMENTO

A discussão no CNJ foi retomada em sessão ordinária ontem, quando o relator do caso, o conselheiro Ulisses Rabaneda, apresentou proposta de ato normativo alinhada a uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em maio, o STF entendeu que a aposentadoria compulsória não pode mais ser aplicada como sanção administrativa a magistrados em casos de faltas disciplinares graves.

Segundo Rabaneda, a proposta apenas adapta o regimento do CNJ à decisão do Supremo, sem criar novas regras.

“Conforme é de conhecimento, o STF entendeu que uma alteração na Constituição Federal acabou por extirpar do ordenamento jurídico a aposentadoria compulsória como pena administrativa a ser aplicada aos magistrados”, afirmou.

O conselheiro destacou ainda que as sanções passariam a ser limitadas a advertência, remoção compulsória, disponibilidade com possibilidade de perda do cargo e demissão para juízes não vitalícios.

“O que o presente ato normativo faz nada mais é do que aplicar essa decisão do STF sem inovar em absolutamente nada no ordenamento jurídico”, completou.

Rabaneda reforçou que todas as penalidades previstas já constam na Lei Orgânica da Magistratura, sem criação de novas hipóteses disciplinares.

A expectativa é de que a proposta seja apreciada na próxima sessão ordinária do CNJ, marcada para agosto, quando o novo entendimento poderá ser consolidado.

* Saiba 

A Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024, investiga suposto esquema de corrupção no Judiciário de MS envolvendo venda de decisões judiciais, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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