Política

ELEIÇÕES 2026

Contar diz ter confiança após campanha pelos 79 municípios de MS

Candidato do PL ao Senado votou na manhã deste domingo (4) e afirmou que acompanhará a apuração ao lado da família, amigos e integrantes da equipe de campanha

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O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul Capitão Renan Contar (PL) votou na manhã deste domingo (4), em Campo Grande. O candidato falou sobre a campanha, as expectativas para a apuração e a trajetória percorrida durante o período eleitoral.

Contar afirmou que chega ao dia da votação com sentimento de esperança e confiança no trabalho realizado durante a campanha. “Vivemos um tempo de esperança, de renovação. Está nas mãos de todos os brasileiros, nesse momento, escolherem um novo futuro”, declarou.

Ao avaliar a campanha em Mato Grosso do Sul, o candidato disse acreditar no trabalho desenvolvido pela equipe e classificou a trajetória eleitoral como pautada pela transparência. Segundo ele, este domingo representa o momento de avaliar o resultado do trabalho realizado durante os últimos meses.

Contar estava acompanhado da esposa e de integrantes de sua equipe. Durante a coletiva, afirmou que pretende acompanhar a apuração junto de familiares, amigos e colaboradores que participaram da campanha.

Campanha pelos 79 municípios

Questionado sobre as diferenças entre a campanha deste ano e disputas anteriores, Contar afirmou que chega à eleição com mais experiência e destacou a estrutura partidária e o apoio recebido ao longo da corrida eleitoral.

“Me encontro num momento com muito mais maturidade. A gente aprendeu muito na última campanha”, disse. O candidato também afirmou que percorreu os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, em uma campanha que definiu como “pé no chão” e de contato direto com os eleitores.

Contar também mencionou o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que recebeu dele a missão de trabalhar pela união do grupo político no Estado.

Após votar, o candidato afirmou que permanecerá com familiares, amigos e integrantes da campanha durante a apuração. Segundo ele, depois da divulgação do resultado, a programação prevê encontros com apoiadores e integrantes da equipe.

Em Mato Grosso do Sul, os eleitores escolhem neste domingo dois representantes para o Senado Federal. Os dois candidatos mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos.

Eleições

Delcídio Amaral vota em Corumbá e destaca campanha como "modesta"

O candidato relatou que seu município natal terá um papel especial nas exportações do corredor bioceânico, caso ele seja eleito

04/10/2026 15h20

Delcídio Amaral (PRD), candidato ao Governo do Estado

Delcídio Amaral (PRD), candidato ao Governo do Estado Divulgação

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O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral (PRD), votou na escola particular Santa Inês, no município de Corumbá, sua cidade natal. Ele espera que haja um segundo turno em Mato Grosso do Sul, o que permitiria um "grande debate" entre diferentes projetos, incluindo o seu, que ele descreve como "inovador, diferenciado e socialmente inclusivo".

Delcídio lembra que lançou sua candidatura a governador de última hora, e descreve sua campanha como modesta, focada em propostas e divulgação de seus feitos como senador para o Estado e o Brasil.

"Eu fiz uma campanha modesta, uma campanha andando na rua, uma campanha divulgando todas as coisas que eu fiz por esse estado, especialmente pela nossa cidade, Corumbá, por Ladário também, e no Estado inteiro. Eu não fui só um senador de Mato Grosso Sul, eu fui um senador do Brasil. Mas fiz uma campanha de chão e de propostas. Não ofendi ninguém, não machuquei ninguém"

Por fim, Delcídio destacou que, em seu programa de governo, Corumbá vai ter um papel especial, porque o corredor bioceânico definitivo passará pela cidade. 

"Iniciativa dos antigos, dos sábios, que projetaram a nossa Noroeste do Brasil, o trem do Pantanal. E é por aqui que vão sair as importações e exportações. Corumbá vai ser diretamente impactada e, portanto, vai ser uma das cidades mais ricas do Mato Grosso do Sul, do Centro-Oeste e do Brasil. A saída por Corumbá vai pegar a Bolívia, atravessar o Peru e chegar em Xangai, que é o porto que os chineses construíram e que vai ser o grande escoamento da produção brasileira", conclui o candidato.

Ele passará o dia em Corumbá, junto com sua mãe, e circulando pelas zonas eleitorais, antes de seguir para Campo Grande, onde acompanhará a contagem dos votos.

 

Investigação

PF inicia apuração sobre possível intervenção externa sobre eleições, diz Andrei Rodrigues

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco

04/10/2026 15h00

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal Foto: Divulgação

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou neste domingo (4) que a corporação iniciou um procedimento para apurar a possibilidade de as eleições brasileiras sofrerem algum tipo de interferência externa.

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco.

Na sexta-feira, 2, a representação diplomática dos Estados Unidos decidiu fechar as portas alegando preocupações com a segurança. Medida similar foi adotada pela Embaixada da Austrália.

A abertura do procedimento sobre possível interferência externa, segundo Rodrigues, foi iniciada após a PF receber uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). O trâmite contemplou o encaminhamento ainda ontem para a Diretoria de Inteligência do órgão. Ele detalhou que se trata de uma averiguação em andamento e que, por isso, não foi publicada uma portaria do inquérito, mas que a investigação já está em curso.

A solicitação da AGU, por sua vez, se deu depois que o jornal britânico The Guardian revelou que cerca de R$ 5,2 bilhões teriam sido remetidos para grupos do Brasil para evitar abuso de poder judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um projeto do governo dos Estados Unidos.

Sobre as embaixadas, Rodrigues afirmou que a PF não encontrou qualquer risco efetivo para as embaixadas e tampouco um plano contra essas representações diplomáticas. "Não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse algum risco efetivo contra qualquer embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado", reforçou.

O diretor da PF disse ainda que os casos não conversam entre si até o momento. "São inquéritos separados, mesmo que eventualmente possam se conectar. Esse é um trabalho que a gente faz ordinariamente."

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