Política

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Corumbá faz ajustes de som para os desfiles

Corumbá faz ajustes de som para os desfiles

SÍLVIO ANDRADE, CORUMBÁ

09/02/2010 - 01h26
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escolas de samba de Corumbá, no domingo, foi planejado para ajustar o som na Avenida General Rondon, onde serão realizados os desfiles nos dias 14 e 15. Mas pelo menos 15 mil pessoas se concentraram na passarela do samba para assistir à passagem do som dos sambas-enredos pelas 22 torres com 100 mil watts de potência. As escolas levaram a sério o ensaio e fizeram uma prévia do que será o desfile, cada uma buscando se apresentar melhor na avenida, embora o objetivo fosse a regulagem do som para os instrumentos, vozes e bateria. A qualidade do batuque e a animação dos ritmistas e passistas fizeram o público também dançar. Houve invasão da pista e todos caíram no samba. Desde o ano passado a prefeitura e a Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba) adotaram um sistema de apoio às agremiações – escolas e blocos –, que são acompanhadas, simu lt a neamente, por dois caminhões de som no desfile. Esse método resolveu um problema sério: o atraso do desfile de uma escola para outra de até uma hora. Agora, são 20 minutos. Cada caminhão carrega equipamentos com oito mil watts e nele são plugados os instrumentos de cordas e os microfones para os intérpretes da bateria. A tecnologia empregada permite uma melhor qualidade musical, garantindo que o público ouça nitidamente o samba-enredo. Nos anos anteriores, era comum a interrupção do som, prejudicando a evolução da escola. Avaliação geral Sete das oito escolas de samba aferiram o som, que funcionou com perfeição. Apenas a Marques de Sapucaí, do grupo B, não desceu a avenida alegando problemas internos. Além da sonorização, o ensaio técnico permite também ajustar o posicionamento das caixas de som e o esquema de segurança, além de permitir às escolas uma noção de espaço e tempo. “No ensaio você corrige todos os erros, desde a questão crucial do som, que não pode falhar, e permite que a organização avalie a concentração das pessoas e onde a segurança deve atuar mais. Com isso evitaremos, por exemplo, invasão da avenida na hora do desfile”, explicou o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Carlos Porto. A maioria das escolas participou do ensaio com suas comissões de frente, mestre-sala e porta-bandeira, inclusive os casais mirins; passistas e rainhas da bateria. A campeã Império do Morro e a vice, Vila Mamona, ensaiaram o recuo e a evolução das baterias, entre a avenida e a rua 15 de Novembro. A Império desceu com um carro alegórico aberto, com quatro componentes.

Postura

Debate sobre jornada 6X1 é eleitoreiro, mas teremos que enfrentá-lo, diz Ciro Nogueira

Declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets

11/03/2026 13h30

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP Foto: Agência Senado

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O presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou que a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6X1 é "eleitoreira" e que a conta não deve ser repassada "apenas ao empresariado".

"É um debate muito eleitoreiro. Vamos ter que enfrentar essa discussão, tem que existir um apoio popular. Mas vamos ter que ter a responsabilidade de não botar isso só na conta do empresariado. Temos um setor de serviços que é mais do que 70% do nosso peso. Vamos jogar esse custo para o governo que está apresentando essa opção", disse o senador.

As declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets (BRM), plataforma de inteligência e relacionamento da Apex dedicada ao desenvolvimento dos mercados regionais brasileiros. O evento também contou com a presença do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e com os pré-candidatos à Presidência pelo PSD Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

Em sua fala, Rueda defendeu um adiamento da discussão da PEC do 6X1 e que o tema deve ser debatido com "maturidade". Também afirmou desejar que a eleição presidencial de 2026 seja "a última da polarização" e defendeu uma política moderada.

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Banco Master

Fachin procura os ministros para tentar tirar STF da crise

Preocupado, presidente da Corte já conversou com nove ministros, incluindo Mendonça, relator do caso, e Moraes, com quem Daniel Vorcaro conversou

11/03/2026 08h15

O presidente do STF, Edson Fachin, já conversou com colegas ministros da Corte de Justiça

O presidente do STF, Edson Fachin, já conversou com colegas ministros da Corte de Justiça Luiz Silveira/STF

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Desde a divulgação das mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou os colegas para conversar sobre formas de retirar a Corte do centro da crise do Banco Master.

Segundo interlocutores, Fachin já teria falado com os nove colegas – entre eles, Alexandre de Moraes e André Mendonça, que é o relator das investigações.

As conversas aconteceram inclusive ao longo do fim de semana. Fachin considera a situação grave e, com alguns ministros, insistiu na criação de um código de conduta para o STF. A intenção é sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, o tribunal está comprometido com a correção institucional.

Na tarde de ontem, Fachin defendeu em discurso o “saudável distanciamento” entre juízes e as partes envolvidas nos processos. Ele aproveitou a abertura de um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância para dar o recado aos colegas.

O STF se viu dentro da crise do Banco Master a partir da condução de Dias Toffoli às investigações. O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, de Vorcaro. Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso, que passou para André Mendonça.

Na semana passada, o relator determinou nova prisão do banqueiro. Ao mesmo tempo, mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro indicam que o investigado mantinha contato com Moraes.

A advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro Alexandre, mantém um contrato milionário com o Banco Master.

Alexandre de Moraes se encontrava com Vorcaro e falou com ele ao longo do dia 17 de novembro, data em que ocorreu sua primeira prisão. Além disso, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, “incompatível” com valores de mercado, segundo especialistas.
 

Saiba

Visita de advogados a Vorcaro sem gravação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a penitenciária federal de Brasília permita visitas dos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro sem o monitoramento e gravação dos diálogos.

Esse monitoramento costuma ser feito nos presídios federais para evitar ordens de novos crimes por parte de integrantes de organizações criminosas.

Em sua decisão, André Mendonça acolheu o pedido da defesa do banqueiro e também autorizou que eles ingressem na penitenciária com cópia impressa dos autos e a possibilidade de tomarem notas escritas durante os encontros.

“Determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo”, escreveu na decisão. “Autorizo, ainda, o ingresso de cópias impressas dos autos e a possibilidade de os advogados tomarem notas escritas”, completou.

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