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CPI do Cachoeira investigará pelo menos 15 crimes

CPI do Cachoeira investigará pelo menos 15 crimes

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21/04/2012 - 07h00
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Com o apoio de 72 dos 81 senadores e de 396 dos 513 deputados, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que vai apurar a ligação de políticos e agentes públicos com Carlinhos Cachoeira, especifica como alvo da investigação pelo menos 15 tipos de crimes cometidos pelo contraventor e seu grupo.

Entre os "espectros de ilicitudes" estão citados no requerimento de criação da CPMI tráfico de influência, fraude nas licitações, corrupção e formação de quadrilha, entre outros.

O documento especifica a necessidade de investigar todas as empresas "associadas" a Cachoeira, o que inclui a Delta Construções, maior empreiteira do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O texto se refere a "empresas supostamente legais, controladas por Cachoeira ou que a ele estejam associadas, direta ou indiretamente".

O texto lembra que em 2005, na CPI dos Correios, os inquéritos parlamentares e policiais "tão somente, se tantos, roçaram as atividades ilegais do contraventor".

— Urge enfrentar o desafio de destrinçar as relações entre o poder público e as atividades do senhor Carlos Augusto Ramos.

Diz ainda que o enfrentamento da ligação do contraventor com agentes públicos "é ponto de honra para o Congresso Nacional".

— Está em causa o resguardo da própria lisura do devido processo legislativo.

Os partidos têm até a próxima terça-feira (24) para indicar seus representantes na comissão. No Senado, o PMDB indicou apenas o senador Vital do Rêgo (PB) para presidir a comissão. Faltam ainda quatro nomes. O bloco do governo, encabeçado pelo PT, também terá cinco vagas.

O bloco da minoria indicou os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), além do senador Jayme Campos (DEM-MT). O bloco cederá duas suplências para os senadores Jarbas Vasconcelos (PE), dissidente do PMDB, e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

O recém-criado bloco União e Força, formado pelo PTB e PR, terá como representantes os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Vicentinho Alves (PR-TO). O regimento prevê 16 nomes, além dos 15 previstos no requerimento de criação da comissão, para atender aos partidos nanicos. No caso, o rodízio favoreceu o PSD, e não o PSOL, que poderá indicar um titular e um suplente. 

Operação Suffragium

PF apura suposta compra de votos de chapa de Adriane Lopes e Camilla Nascimento

Foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão expedidos pelo TRE-MS em endereços em Campo Grande e Taquarussu

20/06/2026 08h30

A prefeita Adriane Lopes e a vice-prefeita Camilla Nascimento

A prefeita Adriane Lopes e a vice-prefeita Camilla Nascimento Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a Operação Suffragium, destinada a aprofundar as investigações sobre um possível esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 para a Prefeitura de Campo Grande. 

A ação inclui o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) em endereços residenciais e comerciais localizados em Campo Grande e no município de Taquarussu.

Segundo apuração do Correio do Estado, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), foi intimada pela PF para prestar esclarecimentos no curso das investigações.

A operação tem como foco apurar supostas irregularidades ligadas à campanha que resultou na reeleição da prefeita e da vice-prefeita Camilla Nascimento (sem partido).

De acordo com a PF, a investigação identificou indícios de movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas por Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em períodos próximos aos dois turnos da eleição. 

Os valores teriam sido utilizados, em tese, para a compra de votos. Os fatos investigados podem configurar crime de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecida popularmente como caixa dois. O inquérito tramita sob sigilo.

ESTRUTURA

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Federal divide o suposto esquema em quatro núcleos de atuação.

No topo estaria o chamado núcleo de comando político, formado pelos supostos beneficiários diretos da estrutura.

Em uma segunda camada aparece o núcleo de coordenação institucional e financeira, composto por agentes públicos e particulares responsáveis pelo gerenciamento dos recursos e pela distribuição dos valores.

Na sequência, os investigadores apontam a existência de um núcleo de intermediadores operacionais, integrado por lideranças comunitárias, cabos eleitorais e terceiros encarregados da mobilização de eleitores, organização de reuniões, transporte de apoiadores, adesivagem de veículos e pulverização dos pagamentos.

Na base da estrutura estariam os eleitores que teriam recebido vantagens indevidas em troca de apoio político e votos.

EX-ASSESSORA

Um dos principais alvos da operação é Simone Bastos Vieira, ex-assessora especial do gabinete da prefeita Adriane Lopes, que também teria sido intimada pela PF para prestar esclarecimentos. 

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em Taquarussu, município onde ela atualmente ocupa cargo comissionado como diretora do Departamento de Estratégia de Saúde da Família.

Segundo informações constantes na investigação, Simone teria realizado uma transferência via Pix no valor de R$ 1,2 mil para Sebastião Martins Vieira, mais conhecido como Tião da Horta. 

Conforme denúncia apresentada à Justiça Eleitoral, o valor teria sido destinado à compra de votos em favor da então candidata à reeleição.

Ainda de acordo com a denúncia, Tião da Horta teria sido chamado ao comitê eleitoral por Marcos Paulo Amorim Pegoraro, que exercia a função de coordenador de Articulação Comunitária da Prefeitura de Campo Grande durante o período eleitoral.

A investigação também aponta que Simone recebeu, em outubro de 2024, dois pagamentos salariais de
R$ 5.359,59 enquanto atuava no gabinete da prefeita. A informação consta em registros do portal da Transparência do município.

A Polícia Federal apura ainda a existência de movimentações financeiras paralelas, incluindo possíveis operações de caixa dois, saques em espécie e transferências eletrônicas utilizadas para abastecer a suposta rede de compra de votos.

Até o momento, os nomes dos demais investigados não foram divulgados oficialmente pelas autoridades responsáveis pelo caso.

TSE

A ação que pede a cassação da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, por suposta compra de votos nas eleições de 2024 ainda não teve julgamento de mérito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O caso teve origem em uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) proposta por partidos de oposição, que apontaram suposta compra de votos por meio de lideranças comunitárias, pagamentos via Pix e atuação de servidores ligados à campanha. 

Em primeira instância, a ação foi julgada improcedente e, posteriormente, o TRE-MS manteve os mandatos de Adriane Lopes e da vice-prefeita Camilla Nascimento de Oliveira por maioria de votos.

O Tribunal entendeu que não ficou comprovada a participação direta ou a anuência das candidatas nos atos investigados. 

Após a decisão do TRE-MS, a Procuradoria Regional Eleitoral recorreu ao TSE pedindo a cassação dos mandatos e a declaração de inelegibilidade das gestoras.

O Ministério Público Eleitoral sustenta que houve compra de votos e que os elementos reunidos nos autos indicariam conhecimento ou benefício das candidatas em relação ao esquema investigado.

Na Corte, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa emitiu parecer contrário à cassação.

Segundo ele, os recursos apresentados pelos partidos autores não teriam condições de prosperar e a revisão da decisão do TRE-MS exigiria reexame de fatos e provas, o que é vedado em recurso especial eleitoral. 

Além disso, o parecer apontou insuficiência de provas para vincular diretamente Adriane e Camilla à suposta compra de votos. Contudo, esse parecer não vincula a decisão da Corte. 

O processo continua sob relatoria da ministra Estela Aranha, que poderá concordar ou não com a manifestação do Ministério Público Eleitoral quando o recurso for julgado. 

Portanto, a Operação Suffragium pode criar um novo cenário porque se trata de uma investigação criminal distinta da ação eleitoral já em tramitação no TSE. 

Caso surjam novas provas, elas poderão gerar outros procedimentos ou até influenciar discussões futuras na esfera eleitoral. Entretanto, a operação não altera automaticamente o recurso que já está aguardando julgamento no Tribunal.

As informações mais recentes disponíveis indicam que o processo segue sem julgamento definitivo no TSE.

Até o momento, o recurso ainda aguarda inclusão em pauta pela relatora, ministra Estela Aranha, sem previsão de análise pelo plenário da Corte.

* Saiba 

Em nota oficial, a prefeita Adriane Lopes disse que recebeu com surpresa a deflagração da Operação Suffragium, mas também com tranquilidade, “uma vez que o objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias em MS e parecer favorável da Procuradoria-Geral no DF”.

“Importante destacar que as diligências não envolveram qualquer órgão da administração municipal nem guardam relação com atos da atual gestão”, informou a nota.

Ela reafirmou seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas.

“A administração municipal segue concentrada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande, com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população”, finalizou.

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eleições

Flávio diz não pretender atacar pisos da saúde e educação, vinculação do mínimo e Previdência

O senador também disse ser favorável à manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

19/06/2026 20h00

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano

Flávio Bolsonaro concorrerá à presidência do Brasil este ano Divulgação

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao SBT News nesta sexta-feira, 19, que não pretende dar fim aos pisos constitucionais da saúde e da educação, nem acabar com a vinculação do salário mínimo à inflação ou realizar uma reforma da Previdência.

"Não, não pretendo", respondeu o pré-candidato à presidência, após ter sido questionado se pretende "atacar algum desses temas".

Flávio acrescentou: "A gente tem que fazer economia tampando os ralos de dinheiro público que estão escoando de corrupção por parte desse governo. Quem precisa de proteção do Estado, no meu governo, vai continuar protegido, porque são pessoas que precisam de ter o mínimo de garantia".

Na ocasião, o senador também disse ser favorável à manutenção da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Por outro lado, Flávio defendeu um "tesouraço" em ministérios, em custos da burocracia e em impostos. "O tesouraço não vai apenas na redução do número de ministérios. Vai ser em burocracia. Já tem mais de mil normas regulamentadoras que só atrapalham a vida do empreendedor e que vão ser revogadas de cara", disse.

O senador prosseguiu: "A gente tem a possibilidade de cortar diversos tipos de impostos que foram criados por Lula ou aumentados por Lula".

Na sequência, ele mencionou o imposto de 25% de importação de produtos para a produção de datacenters. "Há uma corrida mundial nessa área, e o Brasil está sendo hostil. O ambiente de negócios no Brasil está repulsivo, não está atrativo para receber esses investimentos bilionários", disse.

Flávio também disse que "não tem outro caminho a não fazer ajuste fiscal" para baixar os juros. O senador defendeu também a promoção de privatizações e a instituição do regime de concessões, e não de partilha, na exploração do pré-sal na Margem Equatorial.

O pré-candidato à presidência criticou ainda o patamar de endividamento no Brasil que, segundo ele, não se via quando a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu impeachment.

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