Política

PETROBRAS

CPI terá 'resultado prático zero', diz Michel Temer

CPI terá 'resultado prático zero', diz Michel Temer

FOLHAPRESS

05/04/2014 - 00h00
Continue lendo...

O vice-presidente Michel Temer diz que eventuais CPIs da Petrobras não vão afetar a campanha eleitoral e que "o resultado prático delas é zero".

Afirma que instalar as comissões "só pode ser uma razão eleitoral", pois a Polícia Federal e o Ministério Público já abriram inquérito para investigar temas relacionados à estatal, como a compra da refinaria de Pasadena (EUA) por US$ 1,18 bilhão, após ela ter custado à empresa belga Astra Oil US$ 42,5 milhões em 2005.

Para o vice, o clamor da classe média "não tem nada a ver" com a crise na estatal brasileira, e sim com "coisas triviais", como um "sujeito que comprou seu carrinho e demora três horas para ir e três para voltar", ou "entra no metrô e fica ensardinhado, que nem sardinha em lata". 

Em passagem por Nova York, Temer alfinetou o presidenciável Eduardo Campos. Na quinta-feira (3), o pessebista chamou o ex-presidente Lula, de quem foi ministro da Ciência e Tecnologia, de "querido amigo" ao deixar o governo de Pernambuco para disputar o Planalto.
"As falas [dele] têm sido: o Brasil precisa mudar. Mas não peguei bem onde tem que mudar.

Vejo que falou bem do Lula porque o Lula ajudou muito. Quando fala da presidente Dilma, é uma fala um pouco genérica. Tem que mudar o jeito? Talvez eliminar o Bolsa Família, talvez o Pronatec, o Fies, as desonerações tributárias, a desoneração da folha de pagamento? Onde vai mudar?"

Temer conversou com a Folha de S.Paulo e mais dois jornais brasileiros por meia hora, numa sala do hotel Four Seasons a poucas quadras do Central Park, após participar de evento da revista "Foreign Affairs".

Na palestra, sua missão era "vender o Brasil" para uma plateia de conterrâneos e americanos.
Seu discurso começou em 1891, com a primeira Constituição do país. Pulou para a era Vargas ("movimento mais centralizar e autoritário"), o período entre 1946 e 1964 ("crises sobre crises, apesar da dicção democrática") e a ditadura militar ("maior período de crises"), até chegar à Constituição de 1988.

Para serenar ânimos do empresariado, ele ressaltou que ao rebaixar a nota de avaliação do país (de "BBB" para "BBB-"), a agência Standard & Poor's "não baixou [a nota para] investimento, que é o mais importante. No dia em que sugerir não investimento, aí que fica grave".

Disse que, após aplicar princípios liberais e promover a ascensão social, o Brasil vive agora a "democracia da eficiência", em que a população cobra por melhor serviço público. Os protestos que tomaram as ruas em junho de 2013, continua Temer, "não assustaram" o governo, pois foram "fruto dessa ascensão social" num país que, após pôr em prática uma "peça de museu" (impeachment de Collor), elegeu "um intelectual, um operário e uma mulher".

Mais tarde, no hotel, Temer revelou que pretende escrever seu primeiro romance ("uma experiência fictícia"), depois de estrear na poesia em 2013, com "Anônima Intimidade", coletânea de 120 poesias que rabiscou em guardanapos "Por que não paro? Por que prossigo?", o autor indagou no poema "Por Quê?".

Para a plateia americana, ele discorreu sobre outros porquês: se vale a pena investir no Brasil agora, por exemplo, num momento em que as perspectivas para inflação e juros pioraram.

Na segunda-feira, ele irá encerrar o evento "Brics no mundo: uma visão estratégica e política", a convite do empresário Mario Garnero.

São esperados mais de 200 líderes empresariais e acadêmicos no hotel Plaza em Nova York, segundo a organização. 

REFORMA ADMINISTRATIVA

Maurício Simões decide ficar na Saúde, enquanto Ovando faz lobby pela Pasta

Reestruturação do HRMS está entre os motivos para o secretário rever intenção de sair do comando no 2º mandato de Riedel

15/10/2026 07h45

O médico Maurício Simões Corrêa é o titular da Saúde no Estado

O médico Maurício Simões Corrêa é o titular da Saúde no Estado Foto: ARQUIVO

Continue Lendo...

O titular da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Maurício Simões Corrêa, teria revisto a intenção de deixar o cargo e pretende permanecer na equipe do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) no segundo mandato, que começa em janeiro de 2027. 

Conforme informação repassada ao Correio do Estado, entre os motivos para a mudança de disposição está o interesse em acompanhar a reestruturação do Hospital Regional Rosa Pedrossian (HRMS), um dos principais projetos da Pasta.

A intenção de permanecer ocorre em meio às articulações do deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que não conseguiu se reeleger e busca espaço no futuro secretariado.

O parlamentar passou a fazer lobby para ocupar a cadeira de Maurício depois do resultado das urnas e, como o Correio do Estado mostrou na edição de terça-feira, a movimentação de Ovando já incluiu até a divulgação de material de assessoria apresentando suas credenciais para assumir a Pasta.

Médico e integrante do mesmo partido do governador reeleito, ele tenta transformar a experiência profissional e a proximidade partidária em argumentos para chegar ao comando da SES.

Ainda segundo o relato recebido pelo Correio do Estado, Ovando teria sido convidado por Riedel para assumir a Pasta no início da primeira gestão, mas recusou a oferta. Agora, sem um novo mandato na Câmara dos Deputados, o parlamentar demonstra interesse em integrar a administração estadual.

As articulações pela SES também encontram uma diretriz já anunciada por Riedel para a montagem da próxima equipe: o governador afirmou que não pretende distribuir pastas apenas para acomodar interesses partidários. “A gente não loteia governo”, declarou no dia 6.

Segundo Riedel, a escolha dos integrantes do segundo mandato será precedida pela definição da estrutura administrativa e das necessidades de cada área, com foco na capacidade de execução das políticas públicas.

HRMS

Na Saúde, a continuidade da reestruturação do HRMS aparece entre os motivos apontados para Maurício desejar permanecer. O projeto combina ampliação da capacidade hospitalar, renovação dos equipamentos e mudança na administração dos serviços de apoio.

A parceria público-privada (PPP) foi contratada com a Inova Saúde MS, subsidiária da Construcap, por 30 anos. O hospital continuará público, com atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a assistência médica e de enfermagem permanecerá sob responsabilidade do Estado.

A concessionária ficará encarregada das obras, dos equipamentos e dos serviços não assistenciais. O planejamento prevê ampliar o número de leitos de 362 para 577. 

No pronto-socorro, a capacidade projetada passa de 22 para 77 leitos, enquanto a média de internações poderá crescer de aproximadamente 1,4 mil para 2.760 pacientes por mês.

Na apresentação da parceria, o governo anunciou R$ 966 milhões para obras, modernização e renovação tecnológica. O cronograma divulgado estabelece dois anos para a expansão e mais dois para a reforma das instalações existentes.

Também estão previstos centros de cardiologia e oncologia, ampliação da UTI e fortalecimento da maternidade de alto risco. Maurício participa das discussões sobre o modelo desde antes da licitação. 

Em fevereiro de 2024, durante reunião com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), ele já apresentava a possibilidade de uma PPP para determinados serviços hospitalares.

A participação também está formalizada no contrato da parceria: Maurício consta como ordenador de despesas e um dos signatários do documento, assinado em 23 de abril deste ano e publicado no Diário Oficial no dia 11 de maio.

SEGUNDO TURNO

Riedel e Azambuja mobilizam prefeitos para ampliar votação de Flávio em MS

Com meta de alcançar 70% dos votos no Estado, lideranças preparam ações nos 79 municípios neste fim de semana

15/10/2026 06h31

O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, comandou o encontro com os prefeitos de Mato Grosso do Sul em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República

O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, comandou o encontro com os prefeitos de Mato Grosso do Sul em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República Divulgação

Continue Lendo...

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) mobilizaram prefeitos e lideranças políticas, na noite desta quarta-feira (14), em Campo Grande (MS), para intensificar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. 

Com meta de elevar a votação do candidato de cerca de 58%, registrada no primeiro turno, para 70% em Mato Grosso do Sul, o ato político foi realizado no comitê de campanha do também senador eleito Capitão Contar (PL).

O encontro reuniu 70 dos 79 prefeitos do Estado, além de parlamentares e candidatos eleitos e não eleitos. 
Os nove prefeitos ausentes justificaram a falta, enquanto o deputado federal reeleito Marcos Pollon (PL) não compareceu.

Adesivaço

Riedel defendeu a participação das lideranças em atividades de campanha nos 79 municípios neste sábado (17) e domingo (18). A orientação é transformar o apoio político em ações de mobilização dos eleitores na reta final da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as iniciativas anunciadas está a “Missão Flávio 22”, com ações simultâneas de adesivagem nos 79 municípios no sábado. A mobilização deverá continuar até o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Ao defender o envolvimento dos aliados, Riedel afirmou que a eleição de Flávio poderá fortalecer a relação de Mato Grosso do Sul com o governo federal e facilitar o encaminhamento de demandas de saúde e infraestrutura.

“Estamos pensando nos 79 municípios, de onde saímos vitoriosos nesta eleição. Quando projetamos os próximos quatro anos, será muito importante termos o Flávio Bolsonaro”, declarou.

O governador também destacou a atuação que espera dos representantes do Estado no Senado a partir de 2027. “Temos questões na saúde, infraestrutura, que precisam ser resolvidas e será possível uma relação mais próxima e altiva com a eleição dele. Teremos uma bancada exemplar de MS para o Brasil com os senadores Azambuja, Tereza e Contar”, afirmou.

Durante o discurso, Riedel criticou Lula ao comparar o anúncio de recursos para uma ponte na Bahia com os entraves relacionados à ponte de Porto Murtinho. Na avaliação do governador, as demandas do município sul-mato-grossense precisam de maior atenção federal.

Emendas

Azambuja, por sua vez, cobrou empenho dos prefeitos e demais lideranças para que as vitórias do grupo em Mato Grosso do Sul sejam acompanhadas da eleição de Flávio à Presidência. O senador eleito defendeu uma “vitória completa” e uma “vitória maiúscula”.

“Não podemos acabar com gosto amargo”, disse, ao mencionar a possibilidade de derrota para Lula. Em outro momento, reforçou o discurso contrário à permanência dos petistas no governo federal: “O Brasil não aguenta mais o PT”.

Reinaldo também prometeu “premiar” com emendas parlamentares os municípios onde Flávio alcançar as maiores votações. Segundo ele, o compromisso envolve Capitão Contar e a senadora Tereza Cristina (PP).

“Os municípios onde o Flávio tiver a maior votação, nós vamos premiar com as emendas”, afirmou, vinculando a promessa de destinação dos recursos ao desempenho eleitoral do presidenciável nas cidades.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).