Política

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Cultura não é luxo!

Cultura não é luxo!

Redação

09/04/2010 - 19h59
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Thiago Andrade

A Economia da Cultura é um campo novo, no qual as abordagens e referenciais da teoria econômica são utilizadas para entender e otimizar as formas pelas quais a cultura produz capital, empregos e renda. Com o objetivo de fomentar o debate em torno da questão com gestores, produtores, artistas e professores de estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC), junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDS), promove o “Seminário itinerante de economia da cultura e desenvolvimento”.

O evento foi realizado em Campo Grande na última quinta-feira e contou com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), por meio do Arquivo Público Estadual. Além do seminário, também aconteceu o lançamento do livro “Economia da cultura: Idéias e vivências”, que conta com texto de autores diversos.
Participaram das palestras, Kátia de Marco, presidente da associação,  o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),  Leandro Valiati, e Ana Carla Fonseca Reis, consultora em Economia da Cultura da Organização das Nações Unidas (ONU). Eles abordaram temas como a relação entre a cultura e a economia na história, o contexto cultural brasileiro e o que é a economia da cultura.

Economia
“É fundamental para os produtores de atividades culturais entenderem o funcionamento do mercado. Embora falte capacitação nessa área em todo o País, a demanda é grande e o setor vai se desenvolver”, explica Leandro.
O seminário vai circular por 12 capitais das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. “Essas regiões são as que recebem os menores investimentos públicos ou privados na área cultural, por isso foram escolhidas. Queremos conscientizar os produtores dá necessidade de se fortalecer essa economia, pois, este é um dos modos de desenvolvê-la”, esclarece Kátia de Marco.
Segundo Leandro, um dos conceitos mais importantes no desenvolvimento de uma economia da cultura é torná-la autossustentável. “O que isso significa? A cultura precisa suprir suas necessidades de lucro, seja por apoio de instituições ou do próprio público, produzir estoque e ser capaz de se manter”, defende Leandro. Professor de Economia da Cultura, ele acredita na necessidade de discussões acerca de políticas públicas que permitam às atividades culturais sua sobrevivência sozinha.
“Economia da Cultura é isso: aplicar o instrumental oferecido pela economia em busca de um desenvolvimento cultural sustentável”, aponta o professor. Contudo, ele alerta para a necessidade de formação de produtores culturais. “Por ser um campo nascente, em pleno desenvolvimento, é importante conhecer bem e especializar-se em suas questões”, argumenta.

Momento atual
As novas tecnologias provocaram mudanças profundas nos modos de produção e circulação de bens e serviços, principalmente, na área cultural. “A questão de fluxo da produção é algo que precisa ser discutido, assim como os meios de produção cultural atuais”, indica a consultora Ana Carla Fonseca Reis, que também é fundadora da empresa Garimpo Soluções, que atua no campo de gestão e economia da cultura.
“Estamos em um momento em que a cultura deve se integrar às outras áreas, como o turismo, a educação, a saúde e, mesmo, a justiça. A cultura precisa ser encarada como uma necessidade da população, assim como o saneamento básico e as escolas de qualidade”, acredita Ana Carla.
Segundo a consultora, durante muito tempo, a cultura encontrou financiamento apenas em medidas estatais, mas chegou o momento de mudar. “A iniciativa privada era vista como algo malévolo, mas, hoje, para que a economia da cultura seja bem-sucedida, precisamos pensar  entrelaçar o poder público, privado e a própria população”, defende.
Ana Carla afirma que é necessário fazer com que a população entenda que o produto cultural tem seu valor. “As pessoas precisam aprender a relativizar. Vale mais uma peça de teatro ou uma camiseta? Muitos dirão que a camiseta é um bem durável, mas a cultura também é. O bem-estar provocado por ela é um grande fator de mudança social”, defende. Na visão de Ana, sem o fomento do acesso por meio de medidas que demonstrem que a cultura é para todos, de nada serve financiar grandes produções que vão atingir sempre o mesmo grupo de pessoas.

Declaração

Trump afirma que ação no Irã é 'excursão curta' que será finalizada 'muito rápido'

Presidente estadunidense apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário

09/03/2026 19h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 09, que a ação do país no Irã será uma "excursão curta" e que será finalizado muito rápido. Em uma discurso à base republicana, ele defendeu a necessidade de agir para "derrotar o mal", indicando que os iranianos estavam a duas semanas de possuir armas nucleares.

O presidente indicou que ainda não terminou a ação no país, mas apontou para uma série de danos à capacidade iraniana, como 80% de destruição nos locais que possuíam mísseis.

"Temos maior força militar do mundo, agora todos entendem", disse Trump, reforçando o "quão bons são nossos militares". Segundo ele, as ações no Irã e na Venezuela mostraram as capacidades militares do país, que "voltou a ser respeitado", segundo o presidente.

Trump apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário. Segundo ele, a inflação não deverá ter grande impacto da "ação rápida" no Irã.

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Mudança

Escanteado no PL, João Henrique Catan migra para o Novo

Mudança já havia sido comunicada pelo deputado durante sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira

09/03/2026 16h40

Foto: Arquivo / Redes Sociais

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Escanteado no PL, o deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Estado João Henrique Catan oficializou neste domingo (8) sua mudança para o Novo.

A mudança já havia sido comunicada por Catan durante sessão na Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Eleito em 2022 com 25.914 votos, destacou que a "onda laranja" - referência a cor do novo partido - vai tomar Mato Grosso do Sul. 

Desafeto antigo do governador Eduardo Riedel e de Reinaldo Azambuja, o deputado deixa o PL por entender que bolsonaristas perderam espaço no antigo partido. Em referência aos ex-companheiros, disse que o Estado precisa de gente com "verdade" e que "tenha lado". A assinatura de filiação ao partido contou até mesmo com direito a "fumaça laranja". 

"Nossas lideranças, nossos colegas, os militantes da direita de Mato Grosso do Sul  foram perdendo seu protagonismo, sempre foram escanteados, para não dizer utilizados ou sub-aproveitados. E,  estando eu em conexão com meu público, com a direita que deseja um novo caminho para Mato Grosso do Sul, venho comunicar vossa excelência e meu líder, deputato Coronel David, que estarei deixando as fileiras do Partido Liberal para encontrar um novo caminho para Mato Grosso do Sul", disse na última sessão. 

Racha no partido

Na eleição de 2022, tanto Riedel  quanto Azambuja eram do PSDB e por conta disso o deputado alega que eles não representam o que ele chama de "verdadeira direita". 

Recentemente o ex-governador e o governador se encontraram com Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, dias depois das polêmicas informações envolvendo o deputado federal Marcos Pollon (PL).

Na primeira, veio a público uma anotação do próprio FLávio Bolsonaro dizendo que Pollon havia exigido R$ 15 milhões para abrir mão da disputa ao Senado, vaga que foi prometida a Reinaldo Azambuja. No dia sequinta, Flávio veio a público dizendo que as anotações eram somente para que ele se lembrasse de avisar a Pollon que existiam comentários de que ele estaria exigindo este pagamento. 

Depois disso, porém, Michele Bolsonaro divulgou uma carta de Jair Bolsonaro na qual ele dizia que seu candidato a senador em Mato Grosso do Sul era Marcos Pollon. Esta carta foi interpretada como sendo uma traição da família Bolsonaro a Azambuja, já que acordo anterior havia previsto que Azambuja e o Capitão Contar fossem os candidatos da direita ao Senado. 

Janela

O  anúncio de Catan ocorreu no primeiro dia para que deputados troquem de partido sem correrem o risco de perderem o mandato. E, conforme o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, nas próximas semanas devem ocorreram várias mudanças semelhantes. 

Dos 24 parlamentares, quase a metade deve trocar de partido e o PL, agora comandado por Reinaldo Azambuja, deve ter o maior número de filiações.

A previsão é de que receba os tucanos Mara Caseiro, Zé Teixeira e Paulo Corrêa . Além disso, Marcio Fernandes (MDB) e Lucas de Lima (sem partido) devem ter o mesmo destino. Assim, apesar de perder Catan, o PL ficaria com sete deputados, pois contina com Neno Razuk e Coronel David. 

Jamilson Name, por sua vez deve se filiar ao PP, se juntando a Londres Machado e Gerson Claro.  Outro que deve mudar de sigla é Paulo Duarte, que deve deixar o PSB e se filiar ao PSDB. Pedrossian Neto  também estuda a trocar o PSD pelo Republicanos. Rinaldo Modesto, por sua vez, está de olho no Podemos. 

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