Política

"SITUAÇÃO GRAVE"

Deputados e senadores de MS se comprometem a ajudar Capital

Bancada federal escolheu o senador Moka (PMDB) como novo líder

GABRIEL MAYMONE

26/08/2015 - 19h10
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A Bancada Federal de Mato Grosso do Sul informou, por meio de nota, que estão dispostos a ajudar Campo Grande que vive "grave situação".

A reunião, em Brasília, nesta quarta-feira (26), oficializou a troca da liderança que passou do deputado federal Vander Loubet (PT) para o senador Waldemir Moka (PMDB).

Confira a nota na íntegra:

"Reunidos nesta quarta-feira (26), em Brasília, para discutir a escolha do novo coordenador da bancada federal, entre outros assuntos de interesse do Estado, senadores e deputados federais sul-mato-grossenses, de forma unânime, colocaram-se à disposição da administração de Campo Grande que, neste dia, completa 116 anos de emancipação.

Ao mesmo tempo, todos se disseram preocupados com a grave situação da capital do Estado, razão pela qual se unem, independentemente de posições políticas, para ajudar o município a vencer as dificuldades e retomar o seu curso natural, que é desejo de toda a população campo-grandense.

O deputado federal Vander Loubet (PT) deixa a liderança da bancada no Congresso Nacional e assume o senador Waldemir Moka (PMDB)."

"MOTIM"

Câmara retoma nesta terça julgamento que pode afastar Pollon

Apreciação de pareceres deve começar por volta de 13h30 (pelo horário de Mato Grosso do Sul), e analisa duas representações contra Marcos Pollon por "suposto procedimento incompatível com o decoro parlamentar"

16/03/2026 12h03

Marcos Pollon é acusado de participar de

Marcos Pollon é acusado de participar de "motim" na Câmara Reprodução

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Fica convocada para esta terça-feira (17), por parte do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, a reunião para apreciação de pareceres que devem julgar os atos que podem afastar Marcos Pollon (PL-MS) de seu cargo parlamentar. 

Essa apreciação de pareceres, que deve começar por volta de 13h30 (pelo horário de Mato Grosso do Sul), analisa duas representações contra Marcos Pollon por, até então, "suposto procedimento incompatível com o decoro parlamentar". 

Segundo o parlamentar douradense do Partido Liberal (PL-MS), em nota, o ato é considerado "perseguições" e retaliações "contra atuação em favor da anistia", com uma das representações tendo como "estopim" o "motim" que invadiu o plenário da Câmara dos Deputados, e a segunda as declarações que teriam sido proferidas por ele ao presidente, Hugo Motta (REP-PB).

Em julgamento, Pollon disse que sua conduta foi amparada pelo "direito à livre manifestação de pensamento", que seria inerente à sua atividade enquanto parlamentar. 

 “Meu único ‘crime’ foi falar, falar em defesa de pessoas que eu conheço, que acompanho há anos, falar contra injustiças, falar pela liberdade e pela anistia de pessoas que sofreram perseguição política e daqueles que perderam a vida injustamente na cadeia. Se isso virar motivo para processo disciplinar, algo está muito errado”, disse. 

Relembre

Esse julgamento já havia sido interrompido em 12 de dezembro de 2025, após uma sessão marcada por impasses regimentais e pela ausência de Pollon, que apresentou atestado médico após passar mal durante reunião do Conselho no dia anterior.

Como dito anteriormente, graças ao protesto ocorrido em agosto do ano passado, Pollon acabou "pagando o pato" entre os 14 deputados apontados por  impedir o funcionamento da sessão, na tentativa de forçar a votação de anistia para os nomes que seriam condenados por golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além de sentar na cadeira do presidente, posteriormente, uma fala de Pollon contra o então presidente da Casa de Leis, Hugo Motta, teria gerado a segunda representação, após Marcos se referir a ele como "bosta" e fazendo chacota da altura do deputado republicano. 

“A anistia está na conta da p… do Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m”, disse Pollon segundo o relatório do corregedor Diego Coronel, obtido pela coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo. 

Conforme a representação da Mesa Diretora, que tem como relator o deputado Ricardo Maia (MDB), a fala teria sido feita em 03 de agosto, gravada e amplamente divulgada em redes sociais, o que teria "atingido a honorabilidade e credibilidade" da Casa de Leis.

Essas duas representações de Pollon chegaram a totalizar 120 dias de punição por dois fatos: Ofender a presidência da Câmara (Motta) e obstruir a mesa diretora (sentar-se na cadeira de Motta). 

 

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Eleições 2026

Eduardo Riedel lidera disputa pelo governo de MS em 1ª pesquisa do ano

Levantamento IPR/Correio do Estado foi feito em 17 cidades, que representam 68% do total da população do Estado

16/03/2026 04h00

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Pesquisa de intenções de votos para governador de Mato Grosso do Sul, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) no período de 5 a 9 de março deste ano, apontou que o governador Eduardo Riedel (PP) lidera com uma ampla vantagem a disputa pela cadeira de chefe do Executivo estadual. É a primeira pesquisa do ano de uma série de levantamentos. 

No cenário estimulado, Riedel aparece com 47,83% das intenções de votos, seguido bem de longe pelo ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com 14,41%, e pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 4,85%. Dos entrevistados, 2,30% disseram que votariam em branco ou anulariam os votos, 13,27% falaram que não votariam em nenhum deles e 17,35% declararam que não sabem ou não quiseram responder.

Pesquisa estimulada para o governo de MS

  • Eduardo Riedel (PP) - 47,83%
  • Fábio Trad (PT) - 14,41%
  • João Henrique Catan (Novo) - 4,85%
  • Branco/Nulo - 2,3%
  • Nenhum deles - 13,27%
  • Não sabe / não quis responder - 17,35%

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança ainda é de Riedel, com 14,29% das intenções de votos, seguido por André Puccinelli (MDB), com 0,89%, e Fábio Trad, com 0,77%.

Mais atrás estão Reinaldo Azambuja (PL), com 0,26%, Rose Modesto (União Brasil), com 0,26%, Ronaldo Caiado (PSD-GO), com 0,13%, Capitão Contar (PL), com 0,13%, Junior Mochi (MDB), com 0,13%, Marcos Pollon (PL), com 0,13%, Zeca do PT, com 0,13%. Dos entrevistados, 82,91% não sabem ou não quiseram responder.

A pesquisa IPR/Correio do Estado também levantou a rejeição dos pré-candidatos a governador de Mato Grosso do Sul, e Fábio Trad lidera, com 24,74%, seguido por Catan, com 14,29%, e Riedel, com 6,89%.
Além disso, 25,64% dos entrevistados não rejeitam nenhum deles, 14,41% rejeitam todos e 1,79% disse que votaria em branco ou anularia o voto, enquanto 12,24% não sabem ou não quiseram responder.

Com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, a pesquisa IPR/Correio do Estado ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas por 17 municípios, que representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores. Ao ser realizado nessas localidades, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral estadual, oferecendo uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.
 

Análise

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa indica um cenário de ampla vantagem para Riedel, que aparece com quase metade das intenções de voto no cenário estimulado.

"Esse patamar sugere alto nível de consolidação eleitoral neste momento do ciclo político, especialmente considerando a distância para os demais concorrentes. A diferença entre o líder e o segundo colocado, superior a 30 pontos porcentuais, demonstra que a disputa, neste estágio, apresenta características de eleição desequilibrada, com um candidato ocupando posição dominante no eleitorado", analisou. 

Ele completou que Fábio Trad aparece como o principal nome da oposição, ainda que em um patamar distante da liderança, enquanto Catan surge com porcentual menor, com pouca representatividade e sendo escolhido apenas por uma parcela pequena, indicando uma base eleitoral ainda restrita. 

"Outro ponto relevante é o contingente de eleitores que não escolheram nenhum candidato ou permanecem indecisos, que soma aproximadamente 32% do eleitorado, quando considerados juntos. Esse grupo representa um espaço potencial de disputa eleitoral, embora a vantagem do líder indique uma base bastante consolidada", falou.

Sobre a análise da rejeição, Aruaque Barbosa comentou que o resultado reforça o cenário observado na intenção de votos. "Riedel, além de liderar a disputa, apresenta o menor índice de rejeição entre os três, o que indica maior capacidade potencial de crescimento eleitoral e menor resistência entre os eleitores", assegurou.

De acordo com o diretor do IPR, Fábio Trad, por outro lado, registra o maior nível de rejeição entre os candidatos, o que pode representar um obstáculo para a expansão de sua candidatura além de sua base atual de apoio, enquanto Catan tem um nível intermediário de rejeição, indicando presença em uma bolha do eleitorado que se identifica com suas propostas, mas ainda com desafios para ampliar sua competitividade.

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