Política

Eleições 2026

Eduardo Riedel lidera disputa pelo governo de MS em 1ª pesquisa do ano

Levantamento IPR/Correio do Estado foi feito em 17 cidades, que representam 68% do total da população do Estado

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Pesquisa de intenções de votos para governador de Mato Grosso do Sul, registrada sob os números BR-02995/2026 e MS-00334/2026, contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) no período de 5 a 9 de março deste ano, apontou que o governador Eduardo Riedel (PP) lidera com uma ampla vantagem a disputa pela cadeira de chefe do Executivo estadual. É a primeira pesquisa do ano de uma série de levantamentos. 

No cenário estimulado, Riedel aparece com 47,83% das intenções de votos, seguido bem de longe pelo ex-deputado federal Fábio Trad (PT), com 14,41%, e pelo deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 4,85%. Dos entrevistados, 2,30% disseram que votariam em branco ou anulariam os votos, 13,27% falaram que não votariam em nenhum deles e 17,35% declararam que não sabem ou não quiseram responder.

Pesquisa estimulada para o governo de MS

  • Eduardo Riedel (PP) - 47,83%
  • Fábio Trad (PT) - 14,41%
  • João Henrique Catan (Novo) - 4,85%
  • Branco/Nulo - 2,3%
  • Nenhum deles - 13,27%
  • Não sabe / não quis responder - 17,35%

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança ainda é de Riedel, com 14,29% das intenções de votos, seguido por André Puccinelli (MDB), com 0,89%, e Fábio Trad, com 0,77%.

Mais atrás estão Reinaldo Azambuja (PL), com 0,26%, Rose Modesto (União Brasil), com 0,26%, Ronaldo Caiado (PSD-GO), com 0,13%, Capitão Contar (PL), com 0,13%, Junior Mochi (MDB), com 0,13%, Marcos Pollon (PL), com 0,13%, Zeca do PT, com 0,13%. Dos entrevistados, 82,91% não sabem ou não quiseram responder.

A pesquisa IPR/Correio do Estado também levantou a rejeição dos pré-candidatos a governador de Mato Grosso do Sul, e Fábio Trad lidera, com 24,74%, seguido por Catan, com 14,29%, e Riedel, com 6,89%.
Além disso, 25,64% dos entrevistados não rejeitam nenhum deles, 14,41% rejeitam todos e 1,79% disse que votaria em branco ou anularia o voto, enquanto 12,24% não sabem ou não quiseram responder.

Com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, a pesquisa IPR/Correio do Estado ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas por 17 municípios, que representam 68% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores. Ao ser realizado nessas localidades, o levantamento cobre a maior parte da capacidade eleitoral estadual, oferecendo uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.
 

Análise

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa indica um cenário de ampla vantagem para Riedel, que aparece com quase metade das intenções de voto no cenário estimulado.

"Esse patamar sugere alto nível de consolidação eleitoral neste momento do ciclo político, especialmente considerando a distância para os demais concorrentes. A diferença entre o líder e o segundo colocado, superior a 30 pontos porcentuais, demonstra que a disputa, neste estágio, apresenta características de eleição desequilibrada, com um candidato ocupando posição dominante no eleitorado", analisou. 

Ele completou que Fábio Trad aparece como o principal nome da oposição, ainda que em um patamar distante da liderança, enquanto Catan surge com porcentual menor, com pouca representatividade e sendo escolhido apenas por uma parcela pequena, indicando uma base eleitoral ainda restrita. 

"Outro ponto relevante é o contingente de eleitores que não escolheram nenhum candidato ou permanecem indecisos, que soma aproximadamente 32% do eleitorado, quando considerados juntos. Esse grupo representa um espaço potencial de disputa eleitoral, embora a vantagem do líder indique uma base bastante consolidada", falou.

Sobre a análise da rejeição, Aruaque Barbosa comentou que o resultado reforça o cenário observado na intenção de votos. "Riedel, além de liderar a disputa, apresenta o menor índice de rejeição entre os três, o que indica maior capacidade potencial de crescimento eleitoral e menor resistência entre os eleitores", assegurou.

De acordo com o diretor do IPR, Fábio Trad, por outro lado, registra o maior nível de rejeição entre os candidatos, o que pode representar um obstáculo para a expansão de sua candidatura além de sua base atual de apoio, enquanto Catan tem um nível intermediário de rejeição, indicando presença em uma bolha do eleitorado que se identifica com suas propostas, mas ainda com desafios para ampliar sua competitividade.

Investigação

Vorcaro questionou comparsa sobre atraso de mesada a Ciro Nogueira, afirma PF

"Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?", perguntou Felipe Vorcaro a Daniel

07/05/2026 14h00

Geraldo Magela/Agência Senado

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A troca de mensagens entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu primo Felipe Cançado Vorcaro revela, segundo a Polícia Federal, como eram tratados os pagamentos de propina ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) em troca de suposto favorecimento aos interesses do banqueiro no Congresso Nacional.

O senador foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira, 7, na nova fase da Operação Compliance Zero. Já Felipe Vorcaro teve a prisão temporária decretada.

A defesa de Ciro Nogueira afirmou que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar". (Leia a íntegra abaixo.)

Segundo a investigação, Felipe questionou Daniel sobre a manutenção dos pagamentos mensais ao "pessoal que investiu" na BRGD S.A, empresa sediada em Nova Lima (MG) e dirigida formalmente por Oscar Vorcaro, pai de Felipe.

A PF aponta a companhia como uma das principais fontes dos recursos movimentados no esquema que pagava mesada de até R$ 500 mil ao senador.

Para os investigadores, a BRGD era usada para viabilizar repasses mensais ao parlamentar e ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL) por meio da chamada "parceria BRGD/CNLF".

A CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., segundo a investigação, era administrada formalmente pelo irmão do senador, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, que também foi alvo de busca e apreensão. A defesa dele não se manifestou.

"Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo está indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes", escreveu Felipe Vorcaro a Daniel em 28 de janeiro de 2025, segundo as mensagens obtidas pela PF.

"Resolve isso pra mim", respondeu Vorcaro no mesmo dia. "Eu ponho dinheiro depois para repor."

Meses depois, em 30 de junho de 2025, Daniel voltou a cobrar o operador financeiro sobre os pagamentos ao senador. "Cara eu no meio dessa guerra atrasou dois meses ciro?", escreveu o banqueiro.

"Vou ver se dou um jeito aqui. Vai continuar os 500k ou pode ser os 300k?", respondeu Felipe Vorcaro, em referência, segundo a investigação, ao valor da mesada destinada ao senador Ciro Nogueira.

Em março deste ano, o Estadão revelou que a PF tinha encontrado no celular de Vorcaro diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa de nome Ciro, citado sem sobrenome. Na época, o senador disse conhecer Vorcaro, mas afirmou não ter proximidade e negou ter recebido pagamentos.

A representação da PF descreve Felipe como integrante do núcleo financeiro-operacional da organização criminosa.

A investigação também aponta que Vorcaro teria disponibilizado gratuitamente ao senador um imóvel de alto padrão por tempo indeterminado, além de custear hospedagens, deslocamentos e viagens internacionais de luxo.

Entre os gastos listados, estão estadias no Park Hyatt New York, restaurantes de alto padrão e despesas atribuídas ao parlamentar e à sua acompanhante. A PF cita ainda a disponibilização de um cartão voltado ao pagamento de despesas pessoais.

A operação desta quinta foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que também ordenou o bloqueio de R$ 18,8 milhões em bens. No total, a PF cumpre dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nos Estados de Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo.

Leia a íntegra da nota da defesa de Ciro Nogueira

"A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.

Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.

Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas."

Eleições 2026

Deixou de regularizar título eleitoral? Saiba o que fazer

Cadastro permanece fechado de 7 de maio a 2 de novembro; a partir de 3 de novembro, é possível regularizar o título

07/05/2026 12h31

Título eleitoral brasileiro

Título eleitoral brasileiro Divulgação

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Último dia para regularizar o título eleitoral foi ontem, quarta-feira, 6 de maio. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Milhares de pessoas conseguiram regularizar, mas, outras milhares, não.

Vários eleitores enfrentaram, nos últimos dias, horas e horas de uma fila quilométrica para ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

Em Campo Grande, pessoas que chegaram até as 18h na fila e não conseguiram atendimento, receberam um agendamento para realizar a regularização entre 11 e 15 de maio.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará, em 20 de julho, o número de faltosos que não compareceram aos cartórios eleitorais para efetuar a regularização.

Ontem, 6 de maio, foi o último dia para:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

A partir de então, o prazo para regularização está fechado de 7 de maio até 2 de novembro.

AINDA TEM JEITO?

Quem perdeu o prazo, poderá regularizar o título de eleitor a partir de 3 de novembro, após as eleições gerais, que é quando reabre o cadastro.

De acordo com o TRE, quem não conseguiu solicitar o título ou está com o documento cancelado, apesar de não poder votar em outubro, pode requerer a certidão circunstanciada para assegurar direitos que exigem a quitação eleitoral.

De acordo com a resolução do TSE nº 23.750/2026, a certidão circunstanciada tem valor de certidão de quitação e pode ser obtida por eleitores com o título cancelado ou solicitada por pessoas que completaram 18 anos durante o fechamento do cadastro (informando a impossibilidade legal de realização do alistamento nesse período).

A certidão é necessária para tirar passaporte, emitir Cadastro de Pessoa Física (CPF), receber benefícios sociais, tomar posse em cargo público e renovar matrícula em instituições públicas de ensino.

OBRIGATORIEDADE E CONSEQUÊNCIAS

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas, com idade entre 18 e 70 anos.

Mas, eleitores que não votarem nas eleições ou não justificarem o voto, podem sofrer punições, como não poder:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Ser empossado em concurso público, cargo público ou função pública, da União, estado ou município
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

VOTAR SEM O TÍTULO DE ELEITOR

Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem o documento.

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai no site da Justiça Eleitoral.

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

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