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Deputados estaduais preveem que Lei do Pantanal será aprovada sem sustos

A princípio, a bancada do PT e os parlamentares Rafael Tavares (PRTB) e João Henrique Catan (PL) não se posicionaram contra

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O Projeto de Lei nº 343/2023, apresentado ontem pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e que passa a ser analisado pelos 24 deputados estaduais para chegar a um texto equilibrado, deve ser aprovado sem sustos pela Casa de Leis antes do recesso de fim de ano.

A reportagem do Correio do Estado conversou com vários parlamentares, principalmente com os três deputados estaduais da bancada do PT na Alems – Pedro Kemp, Zeca do PT e Gleice Jane – e com os dois deputados estaduais que têm se colocado na oposição ao governo estadual – Rafael Tavares (PRTB) e João Henrique Catan (PL). A princípio, nenhuma das partes se posicionaram de forma negativa à primeira Lei do Pantanal.

Pelo contrário, todos só teceram elogios ao projeto, prevendo até que deverá ser aprovado sem nenhum tipo de obstáculos, pois foi construído buscando o consenso de todos os envolvidos.

Proposta pelo Estado para conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável, além de criar o Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal, a nova lei explanada pelo governador Eduardo Riedel agradou aos parlamentares, começando pelo presidente da Casa de Leis, deputado estadual Gerson Claro (PP).

“A partir do recebimento do projeto, a proposta vai ser revisada e debatida, para chegar a melhor legislação para Mato Grosso do Sul e para o mundo, porque essa é uma proposta que vai marcar uma época. Até o dia 20 de dezembro deve ser aprovada e sancionada em uma legislação que atenda a todos os interesses, com equilíbrio, discutindo esse tema de desenvolvimento sustentável, e que vamos assumir o protagonismo desse debate, estando à disposição de todos”, disse o parlamentar.

O presidente da Alems explicou que a tramitação em si começa com a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Se aprovado um parecer favorável, a matéria segue para votação em primeira discussão.

Com a aprovação, o texto retorna para análise das comissões de mérito, e o parecer é posto em votação em segunda discussão, para então seguir expediente, ou para votação em redação final, caso sofra emendas, ou direto para sanção governamental e se tornar lei.
 

BANCADA PETISTA

Para a bancada do PT, o Projeto de Lei nº 343/2023 não deve ter nenhuma resistência para ser aprovado. O deputado estadual Zeca do PT gostou da explanação feita ontem pelo governador Eduardo Riedel sobre o projeto de lei.

“Exposição do governador hoje [terça-feira] foi boa. Eu acho que teve um debate tranquilo, participativo, democrático, em torno de um projeto que foi elaborado e apresentado ouvindo todos os setores”, analisou o parlamentar.

O ex-governador acrescentou ainda que foram colhidas sugestões dos moradores tradicionais do Pantanal, dos produtores rurais da região, das entidades de classe e dos movimentos sociais que cuidam do bioma pantaneiro.

“Enfim, toda essa representatividade foi o que mais me deixou satisfeito, porque eu conversei com o Coronel Rabelo [Angelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro, uma das organizações não governamentais que atua na região], que é um dos especialistas nessa área, particularmente nas coisas do Pantanal”, reforçou o petista.
 Zeca do PT revelou que Rabelo lhe explicou que a Lei do Pantanal foi a melhor possível para ser entregue para a Alems. “A informação que nós tivemos é que teve o aval também da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, portanto, nós vamos analisar, claro, com muito cuidado, mas sem radicalismo, para ver uma lei que seja capaz de efetivamente garantir a qualidade de vida para os moradores do Pantanal e que permita o desenvolvimento e, evidentemente, a preservação do bioma pantaneiro”, garantiu.

Já o deputado estadual Pedro Kemp pontuou que vai começar a estudar o projeto de lei com sua assessoria, 
para que possa apresentar melhorias. “Entretanto, pelas informações preliminares, parece que ficou muito bom o projeto, até porque houve a participação de vários segmentos, entre técnicos e ambientalistas, inclusive do Ministério do Meio Ambiente. Acredito que deve ser aprovado sem problemas”, assegurou.
Por sua vez, a deputada estadual Gleice Jane também argumentou que não teve tempo de analisar de forma mais profunda a proposta. “Não tive acesso ao projeto ainda, mas não senti resistência por parte dos colegas de Assembleia Legislativa, todos demonstraram que ficaram satisfeitos com a apresentação feita pelo governador. Porém, ainda é cedo para afirmar que não enfrentará alguma objeção. Vamos acompanhar os próximos dias”, opinou.
 

DIREITA

Os dois representantes da direita na Casa de Leis e que têm se colocado como oposição ferrenha aos projetos do governo estadual também não se posicionaram contra a aprovação da Lei do Pantanal.

O deputado estadual Rafael Tavares disse ao Correio do Estado que, primeiramente, precisará estudar melhor o projeto de lei. Porém, revelou que “se o projeto for bom para o produtor rural e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente, será aprovado”.

No caso do deputado estadual João Henrique Catan, o parlamentar relatou que está estudando os pontos do projeto para entender onde é que pode melhorar, permitindo a utilização do gado de maneira sustentável, já que ajuda na diminuição da massa, da palhada e do capim seco, e a fim de impulsionar o agronegócio nas faixas em que deveria ser permitido.

“Existem áreas que margeiam o bioma, mesmo não sendo Pantanal, enquanto outras áreas que margeiam e não são Pantanal estão sendo consideradas como Pantanal, impedindo o progresso e tornando algo insustentável no futuro”, disse.

Para ele, o motivo disso seria beneficiar alguns sistemas de cunho ambiental, como ONGs financiadas por ambientalistas. “Não podemos esquecer que 84% do bioma continua preservado, e isso não tem em lugar nenhum do mundo. O Pantanal é do homem pantaneiro, que com seus saberes e com suas técnicas cuida desse lugar há muito tempo, sabendo deixá-lo intocável”, afirmou o parlamentar do PL.

“E não é nenhuma ONG financiada por banqueiro ou por organismo internacional que deveria interferir nisso”, complementou, se posicionando a favor do projeto desde que sejam feitas as devidas adequações.

Armamento

Trump diz que 'Arco do Triunfo dos EUA' terá drones, atiradores de elite e depósito de munição

Declaração é mais um exemplo de como Trump tem atribuído uma finalidade defensiva a seus projetos para embelezar a Casa Branca

20/09/2026 22h00

Trump e Lula em encontro na Malásia recentemente

Trump e Lula em encontro na Malásia recentemente Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Donald Trump afirmou neste domingo, 20, que o "Arco do Triunfo" dos Estados Unidos que pretende construir entre o Memorial de Lincoln e o Cemitério Nacional de Arlington se tornaria um "complexo militar de primeira linha", capaz de abrigar drones e atiradores de elite, além de armazenar munição.

A declaração é mais um exemplo de como Trump tem atribuído uma finalidade defensiva a seus projetos para embelezar a Casa Branca e a cidade.

O presidente também vem se referindo ao novo salão de baile da Casa Branca como um "complexo militar" e argumenta que a construção é necessária para a segurança nacional. O Pentágono afirmou não ter informações adicionais além da declaração do presidente.

A fala Trump ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo o arco, assim como outros projetos do presidente. Embora a construção tenha recebido aprovação preliminar da Comissão de Belas Artes dos EUA - cujos membros foram todos indicados por Trump -, três veteranos e um historiador de arquitetura entraram com uma ação judicial sob o argumento de que o projeto precisa ser aprovado pelo Congresso.

"Os esforços tardios do presidente para inventar uma justificativa de segurança nacional para este projeto não fazem nada para sanar sua ilegalidade fundamental", afirmou no domingo Nicolas Sansone, um dos advogados que representam os autores da ação. "O Congresso não autorizou o arco e, a menos que o faça, o projeto não deve ter permissão para seguir adiante."

Em uma publicação nas redes sociais, o presidente republicano afirmou que concordou, a "forte pedido" das Forças Armadas, em transformar o arco memorial planejado, de 75 metros de altura, "em um complexo militar de alto padrão/Arco do Triunfo de alto padrão, para abrigar, armazenar e ter a capacidade de utilizar rapidamente um grande número de drones, além de atiradores de elite, tanto no telhado quanto na praça, e, adicionalmente, armazenar grandes quantidades de munição para atiradores de elite".

O arco está previsto para uma rotatória próxima à Memorial Bridge, uma área de tráfego intenso por abrigar uma das poucas pontes que ligam a capital americana ao norte da Virgínia.

A construção é um dos vários projetos promovidos pelo presidente republicano para deixar sua marca em Washington. Entre as outras iniciativas estão o salão de baile da Casa Branca, a mudança de nome e a reforma do Kennedy Center, a reforma do Espelho d’Água do Memorial de Lincoln e a reconstrução de um campo de golfe no East Potomac Park, que poderia reduzir significativamente o acesso do público às trilhas de corrida e ciclismo.

O início das obras do arco estava previsto para este mês. O projeto ainda não recebeu a aprovação final da Comissão de Planejamento da Área da Capital Nacional, que aprovou o local e os planos preliminares em uma reunião realizada em julho. A expectativa é que a comissão volte a analisar a proposta durante o outono no Hemisfério Norte.

*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.

Postura

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Presidente embarca hoje para Nova York e vai discursar na terça-feira

20/09/2026 20h00

Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

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