Política

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Dilma diz que Governo fará concessão

Dilma diz que Governo fará concessão

g1

17/03/2011 - 08h47
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O Brasil terá que ter aeroportos regionais"Dilma Rousseff, em entrevista ao 'Valor', sobre necessidade de expansão da aviação civilA presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou, em entrevista publicada nesta quinta-feira (17) pelo jornal "Valor Econômico", que o governo fará concessões em aeroportos para favorecer a expansão da aviação civil.

"Vamos fazer concessões, aceitar investimentos da iniciativa privada que sejam adequados aos planos de expansão necessários. Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado. Não temos preconceito contra nenhuma forma de investimento nessa área, como não tivemos nas rodovias", disse a presidente.

Dilma afirmou que as concessões podem ser feitas nos aeroportos já existentes como também na construção de novos aeroportos "da mesma forma que se faz numa hidrelétrica". Ela também não descartou a possibilidade de investimento público no setor.

"Vamos fazer concessão do que existe, fazer um novo terminal, por exemplo. Posso fazer concessão administrativa com cláusula de expansão. Posso fazer concessão onde nada existe, como a construção de um aeroporto da mesma forma que se faz numa hidrelétrica. É possível que haja necessidade de investimentos públicos em alguns aeroportos. O Brasil terá que ter aeroportos regionais", afirmou a presidente.

A expansão da aviação regional já era um tema tratado durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da silva.

Novo ministério
A presidente afirmou ainda que, para possibilitar o projeto de expansão da aviação civil, será criada uma Secretaria de Aviação Civil com status de ministério. "Queremos uma verdadeira transformação nessa área. Para ela (nova secretaria) irá a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero e toda a estrutura para fazer a política." Ela afirmou que a medida provisória que cria a secretaria pode ser enviada até o fim deste mês ao Congresso.

Na entrevista ao "Valor", Dilma Rousseff falou sobre o combate à inflação no país e disse que vai atuar fortemente para combater o problema. "Eu não vou permitir que a inflação volte no Brasil. Não permitirei que a inflação, sob qualquer circunstância, volte. (...) Não farei qualquer negociação com a taxa de inflação. Não farei. E não acho que a inflação no Brasil seja de demanda", afirmou, ao garantir que não é o excesso do crescimento do país que faz os preços subirem.

"Houve um processo de pressão inflacionária que tem componente ligado às commodities e, no Brasil, tem o fator inercial. Mas é compatível segurar a inflação e ter uma taxa de crescimento sustentável para o país. Caso contrário, é aquela velha tese: tem que derrubar a economia brasileira. (...) Nós não vamos fazer isso. Não vamos e não estamos fazendo. Estamos tomando medidas sérias e sóbrias. Estamos contendo os gastos públicos."

É compatível segurar a inflação e ter uma taxa de crescimento sustentável para o país. Caso contrário, é aquela velha tese: tem que derrubar a economia brasileira. (...) Nós não vamos fazer isso. Não vamos e não estamos fazendo"Presidente Dilma, ao afirmar que o combate à inflação não vai prejudicar o crescimento do paísGuerra fiscal
Ao responder uma pergunta sobre se enviará ao Congresso projetos dentro da reforma tributária, ela disse que a questão ainda está em discussão e criticou a guerra fiscal entre os estados brasileiros - alguns reduziram para 3% o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) para bens importados que chegam ao país pelos portos.

"Estão entrando no país produtos importados com o ICMS lá embaixo. É uma guerra fiscal que detona toda cadeia produtiva daquele setor."

Japão
Sobre a tragédia no Japão, atingido por terremoto, tsunami e agora corre risco de contaminação nuclear, a presidente disse crer em um impacto na economia mundial em razão do Japão, mas acredita que o trabalho de reconstrução também terá seu "efeito recuperador."

Postura

Debate sobre jornada 6X1 é eleitoreiro, mas teremos que enfrentá-lo, diz Ciro Nogueira

Declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets

11/03/2026 13h30

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP Foto: Agência Senado

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O presidente do PP, Ciro Nogueira, afirmou que a PEC que acaba com a jornada de trabalho 6X1 é "eleitoreira" e que a conta não deve ser repassada "apenas ao empresariado".

"É um debate muito eleitoreiro. Vamos ter que enfrentar essa discussão, tem que existir um apoio popular. Mas vamos ter que ter a responsabilidade de não botar isso só na conta do empresariado. Temos um setor de serviços que é mais do que 70% do nosso peso. Vamos jogar esse custo para o governo que está apresentando essa opção", disse o senador.

As declarações foram feitas em evento do Brazilian Regional Markets (BRM), plataforma de inteligência e relacionamento da Apex dedicada ao desenvolvimento dos mercados regionais brasileiros. O evento também contou com a presença do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e com os pré-candidatos à Presidência pelo PSD Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.

Em sua fala, Rueda defendeu um adiamento da discussão da PEC do 6X1 e que o tema deve ser debatido com "maturidade". Também afirmou desejar que a eleição presidencial de 2026 seja "a última da polarização" e defendeu uma política moderada.

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Banco Master

Fachin procura os ministros para tentar tirar STF da crise

Preocupado, presidente da Corte já conversou com nove ministros, incluindo Mendonça, relator do caso, e Moraes, com quem Daniel Vorcaro conversou

11/03/2026 08h15

O presidente do STF, Edson Fachin, já conversou com colegas ministros da Corte de Justiça

O presidente do STF, Edson Fachin, já conversou com colegas ministros da Corte de Justiça Luiz Silveira/STF

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Desde a divulgação das mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, procurou os colegas para conversar sobre formas de retirar a Corte do centro da crise do Banco Master.

Segundo interlocutores, Fachin já teria falado com os nove colegas – entre eles, Alexandre de Moraes e André Mendonça, que é o relator das investigações.

As conversas aconteceram inclusive ao longo do fim de semana. Fachin considera a situação grave e, com alguns ministros, insistiu na criação de um código de conduta para o STF. A intenção é sinalizar para a sociedade que, mesmo com desvios éticos pontuais, o tribunal está comprometido com a correção institucional.

Na tarde de ontem, Fachin defendeu em discurso o “saudável distanciamento” entre juízes e as partes envolvidas nos processos. Ele aproveitou a abertura de um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância para dar o recado aos colegas.

O STF se viu dentro da crise do Banco Master a partir da condução de Dias Toffoli às investigações. O Estadão mostrou a ligação de um empreendimento de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, de Vorcaro. Toffoli foi pressionado a deixar a relatoria do caso, que passou para André Mendonça.

Na semana passada, o relator determinou nova prisão do banqueiro. Ao mesmo tempo, mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro indicam que o investigado mantinha contato com Moraes.

A advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro Alexandre, mantém um contrato milionário com o Banco Master.

Alexandre de Moraes se encontrava com Vorcaro e falou com ele ao longo do dia 17 de novembro, data em que ocorreu sua primeira prisão. Além disso, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, tinha um contrato de R$ 129 milhões com o banco, “incompatível” com valores de mercado, segundo especialistas.
 

Saiba

Visita de advogados a Vorcaro sem gravação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a penitenciária federal de Brasília permita visitas dos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro sem o monitoramento e gravação dos diálogos.

Esse monitoramento costuma ser feito nos presídios federais para evitar ordens de novos crimes por parte de integrantes de organizações criminosas.

Em sua decisão, André Mendonça acolheu o pedido da defesa do banqueiro e também autorizou que eles ingressem na penitenciária com cópia impressa dos autos e a possibilidade de tomarem notas escritas durante os encontros.

“Determino à direção da Penitenciária Federal de Brasília que permita a realização de visitas dos advogados regularmente constituídos nos autos, independentemente de agendamento, sem a realização de qualquer tipo de monitoramento ou gravação por áudio e/ou vídeo”, escreveu na decisão. “Autorizo, ainda, o ingresso de cópias impressas dos autos e a possibilidade de os advogados tomarem notas escritas”, completou.

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