Política

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Doença do refluxo

Doença do refluxo

Redação

25/03/2010 - 23h58
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Ultimamente você tem declinado de convites para comer aquela feijoada; o churrasco do fim de semana ou o rodízio viraram verdadeiro martírio pelo que vem depois? Aquela queimação que sobe pela garganta logo após as refeições, mesmo com pratos mais leves, tem feito você pensar duas vezes antes de comer até mesmo algumas frutas? Ou, ainda, tem convivido com a sensação de que há uma bola na garganta e tem se incomodado muito com o mau hálito, que nem a escovação, fio dental e bochechos resolvem? Saiba que estes desconfortos podem estar relacionados à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Simplificando o termo, o refluxo é um dos problemas mais frequentes dos distúrbios do aparelho digestivo. Afeta cerca de 20% da população brasileira em todas as idades, embora a incidência aumente após a quarta década de vida. A DRGE acontece porque o conteúdo do estômago/ duodeno retorna para o esôfago, causando os sintomas. Na transição do esôfago para o estômago existe um músculo (esfíncter) que controla a abertura do estômago. Quando este esfincter se encontra “defeituoso”, ocorre o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago. Causas A rigor, este ácido que serve para digerir os alimentos não deveria voltar. Mas, quando há perda de força nesta válvula que mantém o estômago fechado, ocorre o refluxo. O “afrouxamento” do músculo pode ocorrer por predisposição genética, obesidade, hábitos alimentares inadequados, como ingestão de grandes quantidades de alimentos, a ação de comer excessivamente e logo se deitar, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cafeína e cigarro. A causa mais comum do refluxo é a hérnia de hiato, caracterizada pelo desl izamento do estômago em direção ao esôfago, sendo que esta alteração anatômica ocorre devido à diferença entre a alta pressão dentro do abdome em relação à baixa pressão dentro do tórax. A presença da hérnia de hiato confirma a fraqueza da musculatura do diafragma, que representa também um dos mecanismos antirefluxo. Sintomas Segundo o doutor Carlos Marcelo Dotti, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, regional MS, dentre os sintomas da doença, os mais comuns e frequentes são a azia (sensação de queimação) e a regurgitação. “Outros sintomas também podem estar presentes em menor quantidade: dor no peito – a pessoa pode achar que esta infartando –, mau hálito, sensação de “bola” ou pigarro na garganta, náuseas, rouquidão, tosse crônica e, algumas vezes, até asma”, enumera. Diagnóstico De acordo com o especialista, mestre em endoscopia, o diagnóstico da DRGE se faz pelas queixas do paciente e exames complementares que confirmam o quadro clínico na maioria dos casos. Caso isso não ocorra, há exames mais complexos como: pH metria, exame radiológico contrastado, cintilografia e pH-impedanciometria. De acordo com Carlos Dotti, o exame mais comum solicitado é a endoscopia digestiva alta que, realizada geralmente sob sedação, permite a avaliação do esôfago e do estômago. A endoscopia permite também a realização de biópsias quando necessário, para avaliação histológica. O achado frequente da endoscopia é a chamada esofagite, que pode apresentar graus variados, dependendo da intensidade e gravidade da DRGE. O Conselho Brasileiro de DRGE recomenda que todo paciente com suspeita da disfunção realize a endoscopia. Tratamento O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. A maioria dos pacientes se beneficia do tratamento clínico, que associa medicação, dieta e medidas comportamentais. “Vale ressaltar, que o tratamento clínico não permite a cura, porém, o controle da doença com o fim dos sintomas”, ressalta o médico. Atualmente, o tratamento cirúrgico é realizado por via videolaparoscópica, ou seja, por meio da introdução de pinças no abdome do paciente, sem a necessidade de uma grande incisão (corte). Desta forma, os pacientes apresentam recuperação mais rápida e menos dolorosa, podendo retornar mais rapidamente às atividades habituais. Além disso, o benefício estético é indiscutível. Os pacientes recebem alta hospitalar em 24 horas. Caso o paciente apresente hérnia de hiato, a cirurgia também corrige o problema, com a sutura (pontos) na porção do músculo diafragma que ficou mais fraca. Além disso, é confeccionada uma válvula antirefluxo com o próprio estômago.

STF

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Prisões foram determinadas após o fim do processo

13/03/2026 16h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete kids pretos que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

No grupo, há seis militares e um agente da Polícia Federal. Eles fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e foram denunciados por planejar ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

As prisões foram determinadas após o fim do processo e da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelos réus. Nesta semana, o acórdão do julgamento foi publicado, e o ministro determinou a execução das penas.

Confira as penas dos réus:

  1. Hélio Ferreira Lima - tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  2. Rafael Martins de Oliveira - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  3. Rodrigo Bezerra de Azevedo - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  4. Wladimir Matos Soares - policial federal: 21 anos de prisão;
  5. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  6. Bernardo Romão Correa Netto - coronel: 17 anos de prisão;
  7. Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão.

Observação

Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

Ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia

13/03/2026 13h30

Alexandre de Moraes / Divulgação

Alexandre de Moraes / Divulgação Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

"A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado";

"Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva".

Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. "Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem", escreveu.

Medidas de segurança no hospital

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio "providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de "computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição", escreveu.

Quadro médico de Bolsonaro

O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Segundo os médicos, os exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.

Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.

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