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Economia definirá reeleição de Barak Obama

Economia definirá reeleição de Barak Obama

ESTADÃO

15/05/2011 - 09h40
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A popularidade de Barack Obama atingiu o seu maior índice em dois anos depois da morte de Osama bin Laden, mas esta evolução no apoio ao presidente não refletiu em crescimento nas intenções de voto para a disputa da reeleição em novembro de 2012. Para analistas, apesar de a ação contra o líder da Al-Qaeda ter fortalecido a imagem do presidente, a economia deverá ser mais decisiva para definir se ele conseguirá ocupar a Casa Branca por mais quatro anos.

Segundo avaliação do Instituto Gallup, "o aumento na aprovação de Obama depois da missão contra Bin Laden não está relacionada a uma maior vontade em apoiá-lo na reeleição de 2012. O crescimento deveu-se muito mais a uma elevação da popularidade do presidente entre os republicanos do que entres os independentes e democratas, provavelmente porque o partido opositor apresenta um suporte maior para o assassinato de Bin Laden".

Como os membros desse bloco conservador dificilmente mudariam de lado, "seria necessário um evento que atraísse mais apoio entre os independentes", como melhores resultados econômicos.

Os americanos citam a economia como um dos temas mais preocupantes, com 72%, seguido pelos gastos públicos, reforma no sistema de saúde e desemprego. Apenas 40% incluíram o risco de ataques terroristas, que seria indiretamente relacionado a Bin Laden. Entre os independentes, as médias são parecidas, indicando que Obama precisa apresentar resultados mais rapidamente para reduzir a taxa de desemprego, atualmente em cerca de 9%, e acelerar o crescimento do PIB, que diminuiu o passo em 2011. Segundo pesquisa da CNN, 42% dos americanos aprovam a sua condução da economia, enquanto 56% reprovam.

"Não está claro se o crescimento na aprovação durará até a próxima eleição, mas a posição de líder militar de Obama o fortaleceu e isso será importante a longo prazo. De qualquer forma, o que deve definir mesmo a eleição é a situação econômica", disse Julia Clark, do instituto de pesquisas Ipsos.

Segundo o professor de ciência política da Universidade George Washington, Chris Arteton, "Obama passou a ter a imagem de hábil em política externa, mas a economia é o que deve afetar o resultado. Se estiver ruim, pode ser um problema para Obama. No entanto, se estiver indo bem, outros temas podem pesar". "E o aumento na aprovação de Obama que se seguiu à ação contra Bin Laden", afirma o analista ao Estado, "já começou a diminuir nos últimos dias".

Além disso, aumento de popularidade não costuma se refletir em vitória eleitoral. Ronald Reagan possuía um índice de aprovação (41%) menor do que o de Obama (53%) e abaixo da média histórica dos presidentes (54,7%) com o mesmo tempo de mandato do atual presidente, segundo o Gallup. Apesar disso, um ano e meio mais tarde, o republicano conseguiu a mais arrasadora vitória da história moderna americana ao ser derrotado em apenas um dos Estados americanos. Já o seu sucessor, George Bush (o pai), possuía 77% de apoio, com o índice sendo puxado pelo os bons resultados na Guerra do Golfo. Dezoito meses mais tarde, foi derrotado por Bill Clinton.

Por enquanto, pesquisa do instituto Ipsos indica que Obama venceria qualquer um dos candidatos republicanos. A disputa mais apertada seria contra o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, em que venceria por 51% a 38%. O Gallup realizou um levantamento em que o presidente concorre contra um republicano genérico e a diferença seria menor, de três pontos porcentuais. Apesar disso, uma vitória republicana não pode ser descartada, levando em conta a maior participação republicana nas últimas eleições para o Congresso, a dificuldade de Obama para mobilizar seus eleitores e a redistribuição das cadeiras do colégio eleitoral, que favoreceu o Partido Republicano.

"Muitos jovens e minorias, que votaram em número recorde, talvez não compareçam. A paixão por Obama esfriou. O que consola os democratas é que os republicanos não possuem um candidato com forte apelo", afirma Bill Schneider, professor da Universidade George Mason.

O maior obstáculo entre os republicanos é escolher entre um candidato conhecido, como Sarah Palin, conhecida por 96% dos eleitores, ou um com mais resultados para apresentar, como Mitch Daniels, governador de Indiana com uma taxa de conhecimento de apenas 34%.

"Para derrotar Obama entre os independentes, seria mais fácil escolher uma figura como Daniels, que conseguiu excelentes resultados na administração de Indiana durante a crise e seria visto como um homem forte para conduzir a economia", afirma Arteton.

O problema, segundo o professor é que ele, assim como outros governadores, precisam enfrentar o processo das primárias. "E os Estados onde ocorrem as primeiras votações são Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul, onde o eleitor republicano costuma ser próximo do Tea Party, o que favoreceria figuras como o Mike Huckabee", afirmou.

Força-tarefa

Após temporal, Campo Grande vai ao Planalto em busca de ajuda federal

Reunião articulada por Vander Loubet será realizada na terça-feira (15) e deve reunir Prefeitura, Estado e Câmara para apresentar os prejuízos e buscar recursos para a recuperação da Capital.

11/09/2026 19h38

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

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Os estragos deixados pelo forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) serão levados ao Palácio do Planalto na próxima semana. O deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet (PT-MS) articulou uma reunião com o Governo Federal para apresentar a dimensão dos prejuízos e buscar apoio da União para a recuperação da Capital.

A agenda está marcada para a próxima terça-feira (15), às 10h, em Brasília, com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.

Vander convidou a prefeita Adriane Lopes, que já confirmou presença, o governador Eduardo Riedel e um representante da Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é reunir diferentes esferas do poder público em torno das medidas necessárias para enfrentar os prejuízos deixados pela tempestade.

A reunião foi marcada para terça-feira justamente para que as equipes responsáveis tenham tempo de concluir o levantamento dos danos e dimensionar o tamanho da conta deixada pelo temporal.

Esses dados deverão subsidiar tanto os pedidos de apoio que serão apresentados ao Governo Federal quanto a análise de um eventual decreto de calamidade pública, a depender da extensão dos prejuízos identificados pelo Município.

“Agora é hora de unir forças e buscar respostas rápidas para Campo Grande”, afirmou Vander.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.Deputado federal Vander Loubet articulou reunião no Palácio do Planalto para discutir apoio federal a Campo Grande após temporal. Foto: Arquivo.

Temporal deixou rastro de destruição

A mobilização por recursos federais ocorre após uma tempestade que, em poucos minutos, mudou o cenário de diferentes regiões de Campo Grande.

O temporal começou por volta das 17h30 de quinta-feira e teve seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos.

Apesar da curta duração, a combinação de chuva forte, ventania e grande quantidade de raios foi suficiente para derrubar árvores, atingir a rede de energia, danificar imóveis e estruturas e bloquear vias.

As rajadas de vento chegaram a quase 84 quilômetros por hora. Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, em apenas 36 minutos foram contabilizados 3.095 raios sobre Campo Grande, número que ajuda a dimensionar a força da tempestade.

A intensidade da ventania ficou registrada em vídeos feitos por moradores. Durante os momentos mais fortes, a chuva era praticamente carregada horizontalmente pelo vento e a visibilidade caiu consideravelmente em algumas ruas.

Pouco depois do início da tempestade, começaram a surgir os primeiros registros de árvores e galhos espalhados pelas vias.

Árvores de grande porte foram arrancadas ou tiveram partes da estrutura quebradas, algumas delas ficando atravessadas sobre ruas e impedindo a passagem de veículos.

A queda de árvores também atingiu a infraestrutura elétrica. Postes, cabos e outros componentes da rede foram danificados, provocando interrupções no fornecimento de energia em diferentes pontos da Capital.

Os estragos atingiram também imóveis particulares. Em uma das ocorrências registradas após a tempestade, um muro não resistiu à força do vento e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado na esquina das ruas Antônio Corrêa e Fernando Corrêa.

Telhados e estruturas mais leves também foram atingidos pela ventania, enquanto ruas ficaram tomadas por galhos, folhas e outros materiais carregados pelo vento.

Esplanada Ferroviária também foi atingida

Na região central, a força da tempestade deixou marcas na Esplanada Ferroviária, uma das áreas históricas de Campo Grande.

Imagens feitas logo depois do temporal mostraram uma estrutura metálica retorcida e derrubada pela força do vento, com partes espalhadas pela área. A chuva ainda caía quando os danos foram registrados.

Estragos provocados pelo temporal em Campo Grande serão apresentados ao Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto.Cobertura da Esplanada Ferroviária foi arrancada pela força do temporal e ficou espalhada pela Avenida Calógeras, em Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Árvores também caíram na região e houve ocorrências envolvendo a rede elétrica, ampliando o risco para quem circulava pelo local após a tempestade.

O cenário encontrado na Esplanada se repetiu, em diferentes proporções, por vários pontos da cidade: árvores no chão, vias parcialmente bloqueadas, estruturas danificadas e equipes mobilizadas para liberar ruas e reduzir os riscos à população.

A tempestade também expôs problemas em equipamentos públicos. Na UPA Universitário, pacientes registraram momentos de apreensão durante a chuva após parte da estrutura do teto apresentar problemas em meio ao temporal. As imagens mostraram água entrando na unidade e usuários assustados com a situação.

Os danos espalhados pela Capital fizeram com que os trabalhos avançassem pela noite de quinta-feira e continuassem nesta sexta-feira (11), principalmente para retirada de árvores, liberação de vias e recuperação da rede elétrica.

Quase 24 horas sem energia

Para parte dos moradores, os efeitos do temporal continuaram mesmo depois de o céu abrir. Nesta sexta-feira, famílias de diferentes regiões de Campo Grande ainda relatavam falta de energia, em alguns casos se aproximando de 24 horas desde a passagem da tempestade.

Entre os bairros e regiões com relatos de consumidores ainda afetados estavam Vila Olinda, Jardim São Bento, Itanhangá Park, Jardim Monte Líbano, Residencial Maria Aparecida Pedrossian, Vila Carlota, Oliveira e União.

Logo após o temporal também houve registros de interrupção em regiões como Amambaí, Piratininga, Guanandi, Centro, Vila Margarida, Jardim Veraneio, Vivendas do Bosque e José Abrão.

A demora no restabelecimento provocou uma série de transtornos dentro das residências. Sem eletricidade, moradores passaram a improvisar para carregar celulares, conservar alimentos e manter atividades básicas da rotina.

Em alguns imóveis, a falta de energia também afetou o funcionamento de bombas utilizadas no abastecimento de água.

A Energisa informou que, até as 5h30 desta sexta-feira, havia restabelecido o fornecimento para 77% dos clientes atingidos pelo temporal. Diante do volume de ocorrências, equipes foram reforçadas e profissionais de outros estados mobilizados para auxiliar nos reparos.

O trabalho envolve situações que exigem intervenções mais complexas, principalmente nos locais onde árvores atingiram diretamente postes, transformadores e cabos da rede.

Por isso, mesmo 24 horas após a tempestade, os reflexos ainda eram sentidos por moradores de diferentes regiões da Capital.

Conta dos prejuízos ainda está sendo calculada

É justamente esse conjunto de danos que deverá compor o levantamento a ser apresentado em Brasília. Até terça-feira, Prefeitura e demais órgãos envolvidos deverão avançar na contabilização dos prejuízos causados à infraestrutura pública e identificar as áreas que precisarão de intervenções para recuperação.

Além dos danos visíveis em árvores, ruas, imóveis e rede elétrica, o levantamento poderá apontar custos relacionados à limpeza da cidade, recuperação de equipamentos públicos, retirada de estruturas comprometidas e demais serviços emergenciais realizados depois da tempestade.

Com os números em mãos, a comitiva pretende apresentar ao Governo Federal as necessidades consideradas mais urgentes e discutir de que maneira a União poderá participar da recuperação de Campo Grande.

Os dados também deverão pesar na análise sobre a necessidade de um eventual decreto de calamidade pública, medida que depende da avaliação da extensão dos danos e da capacidade do poder público local de responder aos prejuízos.

“Campo Grande vive um momento difícil e precisa de união. Nosso papel é abrir os caminhos em Brasília, levar a dimensão dos prejuízos ao Governo Federal e trabalhar para que o apoio chegue o mais rápido possível às pessoas. É hora de cuidar da nossa cidade”, concluiu Vander.

A reunião no Planalto, portanto, acontecerá quatro dias depois de uma tempestade que durou poucos minutos em sua fase mais intensa, mas deixou consequências que ainda eram enfrentadas pelos campo-grandenses nesta sexta-feira. O tamanho financeiro desses estragos é justamente o próximo número que a Capital terá de descobrir.

Advocacia pública

Adriano Arrias de Lima é reeleito presidente da Aprems

Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul reelege procurador para comandar entidade no triênio 2026-2029

11/09/2026 19h29

Diretoria da Aprems eleita para o próximo triênio

Diretoria da Aprems eleita para o próximo triênio Eduardo Miranda

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O procurador do Estado Adriano Aparecido Arrias de Lima foi reeleito presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso do Sul (Aprems) para o triênio 2026-2029. A chapa Aprems Unida foi eleita na tarde desta sexta-feira (11), durante votação realizada na sede da entidade, em Campo Grande.

Adriano seguirá à frente da associação ao lado do procurador Wagner Moreira Garcia, que permanece na vice-presidência. A nova diretoria também será formada por José Wilson Costa Ramos Júnior, como secretário; Neusa Miranda e Silva, como diretora tesoureira; Norton Riffel Camatte, como diretor de Prerrogativas; Bruno César dos Santos Pereira, como diretor de Comunicação; Henri Dhouglas Ramalho, como diretor de Acompanhamento Legislativo; Maria Fernanda Carli de Freitas, como diretora Administrativa; e Ludmila dos Santos Russi, como diretora Social e Cultural.

Após a eleição, o presidente da Aprems agradeceu o apoio recebido dos procuradores do Estado e destacou o trabalho desenvolvido pela diretoria nos últimos dois anos. Segundo Adriano, a continuidade à frente da entidade representa também um compromisso de buscar novos avanços para a carreira.

“Nos últimos dois anos, todos os diretores se empenharam muito para que a carreira pudesse receber sempre o melhor, e este voto de confiança que recebemos é também recebido como um compromisso. A gente vai continuar se doando ao máximo para que a gente possa conseguir cada vez mais avanços e direitos para os procuradores”, afirmou.

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