Política

TRANSIÇÃO

Eduardo Riedel anuncia secretariado nesta terça-feira

Governador de MS eleito preserva lista com discrição

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Eduardo Riedel, do PSDB, o governador eleito de Mato Grosso do Sul anuncia amanhã, terça-feira (13), os nomes dos secretários estaduais que assumem os cargos no dia 1º de janeiro, daqui 19 dias. O primeiro escalão de Riedel está fechado já há semanas, mas ele tem mantido a lista com discrição. 

Há a possibilidade de alguns nomes que chefiam pastas hoje seguirem em suas funções, mas se isso acontece, ou não, Riedel trata do assunto somente na cerimônia de amanhã.

Desde que venceu a eleição no segundo turno, dia 30 de outubro, nomes de prováveis secretários de Riedel têm circulado pela mídia estadual, contudo, alguns deles podem não aparecer no anúncio do novo governador.

José Carlos Barbosa, o Barbosinha, do PP, deputado estadual, por exemplo, que concorreu como vice-governador na chapa de Riedel, é um dos nomes que pode não aparecer na relação do secretariado do tucano.

Barbosinha, segundo próximos dos grandões do PSDB, seria nome certo numa das secretarias. Contudo, o vice eleito jura aos aliados que não é intenção dele a de atuar no governo como secretário, cargo que já exerceu no primeiro mandato do governador Reinaldo Azambuja. 

O vice foi chefe da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Barbosinha dizia que não é plano seu retornar a alguma secretaria até uma semana atrás.

Outro que teria facilidade em permanecer secretário é Jaime Verruck, atual comandante da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).
Pelo governador eleito, Verruck seguiria no cargo. Ocorre que o próprio secretário anunciou também aos próximos que tem outro projeto para o ano que vem.

Um dos primeiros nomes que despontou como provável secretário de Riedel foi o do deputado federal eleito Geraldo Resende, também do PSDB. Mas essa ideia foi se embora logo. Resende, já há pelo menos 15 dias descartou a hipótese de chefiar outra vez a secretaria estadual de Saúde. Ele disse que foi eleito deputado federal e para "Brasília que vai", conforme disse ao Correio do Estado.

O nome de Sérgio de Paula, o secretário da Casa Civil do governo de Azambuja, também, assim que Riedel venceu, surgiu como um dos favoritos a continuar no governo. Contudo, a possibilidade foi logo se desfazendo ao ponto de o próprio Sérgio anunciar que não segue no governo.

INFLUÊNCIA DE AZAMBUJA  

Reinaldo Azambuja, em agenda oficial na manhã desta segunda-feira (12) em Campo Grande, comentou sobre as escolhas do governador eleito, mas deixou a entender que "não deve influenciar" nas indicações.

"Conversamos de manhã, conversamos à tarde falamos à noite para a troca de algumas experiências, algumas informações, mas a escolha é do Eduardo", afirmou o governador, cujo segundo mandato expira dia 31. (Colaborou Naiara Camargo). 

Dourados

Ministro visita hospital em MS para discutir combate à chikungunya

Eloy Terena deve avaliar o cenário e discutir medidas com gestores de saúde diante do avanço da doença

02/04/2026 15h44

Divulgação Apib

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O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, cumpre agenda nesta sexta-feira (3), no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em razão do surto de chikungunya que acomete comunidades indígenas em Dourados.

Durante a visita, o ministro irá conversar com os responsáveis pela gestão da unidade e verificar de perto a situação que coloca 2026 como o segundo pior ano em número de mortes decorrentes da chikungunya.

A comitiva do ministro contará com dois representantes do Ministério da Saúde: o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública, Edenilson Baltazar Barreira Filho, e a consultora técnica da Força Nacional do SUS, Juliana Lima.

Arbovirose

A vítima mais jovem foi uma bebê de um mês de vida, que não resistiu e morreu no dia 23 de março.

Como acompanha o Correio do Estado, a aldeia Jaguapiru, na reserva indígena em Dourados, enfrenta um surto de chikungunya. Somente entre indígenas, já foram registrados sete óbitos pela doença, cinco em Dourados, um em Bonito e outro em Jardim.

Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. Desses casos, seis ocorreram em março e apenas um em fevereiro.

Na série histórica (2015–2026), este ano já é o segundo com mais mortes, ficando atrás apenas de 2025 (17). No entanto, ainda há nove meses pela frente.

Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  • Dourados - 540
  • Fátima do Sul - 502
  • Jardim - 234
  • Sete Quedas - 101
  • Bonito - 59
  • Aquidauana - 44
     

Vacina

Como parte de estratégias para conter o avanço da Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve destinar 46.530 doses da vacina contra a doença para os municípios de Dourados e Itaporã, que concentram os maiores surtos no Estado

Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).

De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul já registra 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Só em Dourados, são 540 casos e cinco mortes.

Reforço 

Com o aumento dos casos em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul também reforçou o atendimento médico, ampliando a capacidade de atendimentos nos hospitais e destinando 15 leitos exclusivos para pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD).

Assim, o Hospital está equipado com 100 leitos, sendo 20 de UTI e 10 leitos adultos e 5 cinco pediátricos para pacientes com a doença. 

Mesmo sendo uma medida temporária, ela visa garantir uma organização maior da assistência médica frente ao aumento dos casos. 

Além disso, o Estado segue em monitoramento contínuo da epidemia na região através de reuniões diárias e acompanhamento dos indicadores. 

"O cenário exige uma atuação integrada entre vigilância, assistência e imunização. Estamos trabalhando de forma articulada para reduzir casos e garantir resposta oportuna à população", explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho. 

Ações também foram ampliadas em territórios indígenas, com o envio de equipamentos, aplicação de fumacê, borrifação, e atuação de equipes na identificação de criadouros e orientação à população. 

O apoio busca controlar a disseminação e reprodução do mosquito Aedes aegypti, causador da Chikungunya, dengue e zika. 

A orientação da secretaria é de eliminar água parada e buscar atendimento nas unidades de saúde ao surgimentos dos primeiros sintomas, como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele. 

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REVIRAVOLTA POLÍTICA

Candidatos da base de Riedel decidem trocar de legendas no apagar das luzes

Geraldo Resende foi para o União Brasil e os ex-secretários Rocha, Viviane e Verruck foram para o PSDB e para o Republicanos

02/04/2026 13h19

O deputado federal Geraldo Resende e os ex-secretários Eduardo Rocha, Viviane Luiza e Jaime Elias Verruck

O deputado federal Geraldo Resende e os ex-secretários Eduardo Rocha, Viviane Luiza e Jaime Elias Verruck Montagem

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As últimas 24 horas foram movimentadas no meio político de Mato Grosso do Sul com trocas partidárias inesperadas e que envolveram o deputado federal Geraldo Resende, o ex-secretário estadual da Casal Civil, Eduardo Rocha, a ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza, e o ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Elias Verruck.

No caso de Geraldo Resende, depois que os ex-colegas de PSDB, os deputados federais Beto Pereira e Dagoberto Nogueira, ingressaram, respectivamente, no Republicanos e PP, ele alinhou a filiação no União Brasil, enquanto Eduardo Rocha deixou o MDB para fechar com os tucanos, assim como Viviane Luiza saiu do PP para ir para o PSDB e Jaime Verruck acertou a entrada no Republicanos.

O Correio do Estado apurou que Geraldo Resende acertou a filiação ao União Brasil diretamente com o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, que chegou a bater de frente com a direção estadual do PP, pois a chapa para a Câmara dos Deputados da Federação Partidária União Progressista já estaria fechada.

Entretanto, como Antônio Rueda fez questão do ingresso de Geraldo Resende no União Brasil, a federação partidária teve de recuar e aceitar a filiação do deputado federal, o que provocou de imediato a desistência de Jaime Verruck de entrar no PP para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Sabendo das dificuldades que enfrentariam para serem eleitos, Viviane e Verruck desistiram, na última hora, de ficar no PP, no caso dela, e de ingressar no partido, no caso dele. A ex-secretária se fiilou ontem ao PSDB, se tornando o nome mais forte na chapa, e o ex-secretário está viabilizando a filiação no Republicanos, onde o nome mais forte para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados é o deputado federal Beto Pereira, enquanto na federação partidária teria, além de Geraldo Resende, a ex-deputada federal Rose Modesto e os deputados federais Dr. Luiz Ovando e Dagoberto Nogueira, entre outros.

Procurado pela reportagem, Geraldo Resende limitou-se a dizer que a filiação ao União Brasil era o cumprimento de um acordo. “Dei a minha palavra ao presidente Rueda que me filiaria ao União Brasil e estou cumprido a promessa”, afirmou.
Por sua vez, Rose Modesto, que é a presidente estadual do União Brasil, confirmou a chegada do parlamentar e projetou uma chapa muito forte para a Câmara dos Deputados. 

“Acredito que possamos fazer três deputados federais”, projetou, referindo-se a ela, aos deputados federais Geraldo, Dr. Luiz Ovando e Dagoberto Nogueira, ao empresário fronteiriço Carlos Bernardo e ao deputado estadual Roberto Hashioka.

O Correio do Estado também procurou Viviane Luiza e Jaime Verruck para que eles comentassem a troca de partido. “Estou com o coração tranquilo e leve. Venho de uma origem simples em que a educação foi o caminho. O PSDB tem na sua história a democracia, e isso me fortalece”, falou a ex-secretária.

Já o ex-secretário preferiu não comentar. “Estou em São Paulo [SP] em uma agenda particular e somente amanhã [hoje] vou definir sobre qual partido vou me filiar”, comentou.

MDB

Já no caso de Eduardo Rocha, mesmo depois de uma reunião tensa realizada na semana passada, entre lideranças emedebistas e representantes da aliança voltada à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), batendo o martelo para que o ex-secretário estadual permanecesse nas hostes emedebistas, ele decidiu bater asas para o ninho tucano e disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

A reportagem tinha apurado que, depois que os deputados estaduais Marcio Fernandes e Renato Câmara anunciaram a troca do MDB pelo PL e Republicanos, respectivamente, os caciques emedebistas ficaram preocupados com a possibilidade de a legenda não ter uma chapa minimamente competitiva para brigar pelas cadeiras da Alems nas eleições de outubro e resolveram externar essa revolta com as lideranças da ampla aliança criada para a reeleição de Riedel.

Porém, no fim das contas, acabou pesando o fato de o ex-governador André Puccinelli ter sido o principal responsável pela movimentação para impedir a ex-ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, de concorrer ao Senado pelo MDB de Mato Grosso do Sul em razão da aproximação dela ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que resultou na troca de partido e de estado pela ex-senadora.

O Correio do Estado obteve a informação de que Eduardo Rocha não poderia permanecer em uma legenda onde a esposa dele não era mais bem-vinda e, por isso, após 34 anos de MDB resolveu se filiar ao PSDB. “Chego para iniciar um projeto novo”, disse o ex-secretário à reportagem sem comentar os reais motivos de deixar a legenda na qual passou a maior parte da sua vida política.

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