Política

Mato Grosso do Sul

Verruck recebe R$ 678 mil do mercado financeiro e elite do agro em doações

Aportes de usineiros, pecuaristas e grandes nomes do setor corporativo somam mais de R$ 450 mil e posicionam ex-secretário como forte nome da bancada ruralista na próxima legislatura se eleito

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A candidatura de Jaime Verruck (Republicanos) ganhou forte arrancada financeira, impulsionada diretamente pelo PIB do agronegócio de Mato Grosso do Sul e de outros estados brasileiros, com grandes nomes do setor produtivo na lista.

Ao somar os aportes financeiros catalogados vindos de usineiros (setor sucroenergético), da pecuária de seleção, da agroindústria e de formuladores de políticas públicas, os investimentos diretos de pessoas físicas atingem o montante de R$ 678.282,42, dos quais R$ 454.282,42 vêm especificamente de empresários e produtores rurais de destaque.

Quando analisada a receita total informada nos dados oficiais do sistema DivulgaCand, a campanha registra um montante em que o maior repasse individual de origem partidária é o da Direção Estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul, com R$ 230.000,00. Ao todo, Verruck arrecadou até agora R$ 2 milhões.

O apoio massivo da elite do agronegócio indica que, caso seja eleito, Verruck tem tudo para ser um dos líderes da bancada ruralista no Congresso na próxima legislatura. Ele é ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, tendo sido o titular da Semadesc na gestão do governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição.

Doadores

A estrutura de doações de pessoas físicas revela um alinhamento estratégico com segmentos decisivos da economia regional e nacional. O setor sucroenergético aparece em posição de destaque com a doação de R$ 75.000,00 feita por Luca Giobbi, proprietário da Usina Sonora, no norte de Mato Grosso do Sul, além das contribuições individuais de R$ 37.500,00 realizadas por quatro integrantes da família Garms (Carlos Ubiratan, Evandro Cesar, Marcos Fernando e Yara Garms Cavlak), grupo tradicional da agroindústria e da Usina Cocal.

Entre os grandes nomes do empresariado nacional que aportaram recursos na campanha de Jaime Verruck, destaca-se Jayme Brasil Garfinkel, responsável por uma doação de R$ 50 mil. Ex-presidente e figura central na trajetória da Porto Seguro Seguros, ele é um dos empresários e executivos de maior prestígio no mercado corporativo brasileiro, amplamente reconhecido como a principal liderança na consolidação e modernização do setor de seguros no país.

Guilherme Afonso Cesca, responsável por um aporte de R$ 50 mil ao projeto eleitoral de Jaime Verruck, é produtor rural (suinocultor) na região de Dourados e, em Videira (SC), tem, junto com seu irmão, uma fábrica de implementos para o setor florestal, como, por exemplo, carrocerias para transportar toras de eucalipto.

O segmento conta ainda com o respaldo institucional de executivos como Luiz Roberto Kaysel Cruz, diretor-superintendente do Grupo Pedra Agroindustrial, que doou aproximadamente R$ 12 mil.

Na pecuária de elite e no melhoramento genético, sobressai o apoio de Eduardo “Duda” Biagi, fundador da Carpa Serrana e ex-presidente da ABCZ, acompanhado por Pedro Biagi Neto. Já no campo das políticas públicas e da diplomacia agrícola, a candidatura conta com o aporte de Pedro de Camargo Neto, ex-secretário do Ministério da Agricultura e estrategista histórico do Brasil na OMC.

Além dos grandes conglomerados nacionais e lideranças do setor de insumos e energia, a base de sustentação financeira de Jaime Verruck inclui produtores rurais e empresários com forte atuação no interior de Mato Grosso do Sul. Destacam-se os investimentos de R$ 30.000,00 de José Anderson dos Santos, o “Giló”, referência na agropecuária e suinocultura de precisão na região de Dourados e Glória de Dourados.

Usina Laguna, Bolsonaro e assédio eleitoral

O expressivo volume de capital privado atraído pela candidatura expõe conexões com figuras de destaque e episódios controversos do empresariado agroindustrial. Entre os doadores de maior peso financeiro está o empresário Romildo Carvalho Cunha, que injetou R$ 44 mil na campanha de Verruck. Sócio da Usina Laguna e detentor do CPF que realizou a maior doação individual entre os proprietários do grupo, Romildo figurou entre os 350 maiores doadores eleitorais do país em 2022.

Naquele pleito, os sócios e a família proprietária da Usina Laguna repassaram R$ 588 mil — mais de meio milhão de reais — para a campanha de Jair Bolsonaro, além de destinar R$ 168 mil para a candidatura de Eduardo Riedel ao governo de Mato Grosso do Sul.

A atuação política da Usina Laguna nas eleições de 2022, contudo, foi centro de um dos casos mais graves de assédio eleitoral investigados no estado. A empresa, produtora de cana-de-açúcar sediada no sudeste sul-mato-grossense e empregadora de cerca de 600 trabalhadores em uma região de alta dependência econômica, virou alvo do Ministério Público do Trabalho (MPT) após denúncias de uma ação coordenada de supervisores para coagir empregados a votar no candidato apoiado pelos patrões.

Gravações obtidas durante as apurações flagraram chefias ordenando explicitamente que funcionários apoiassem a opção política dos proprietários sob ameaça de demissão. As intimidações se concretizaram com o desligamento de trabalhadores que se recusaram a ceder à pressão política e mantiveram suas posições.

A empresa também chegou a utilizar caminhões da própria frota adesivados em carreatas pró-Bolsonaro e a financiar cerveja para os funcionários após as manifestações.

Relação dos doadores e apoiadores catalogados:

  • Direção Estadual do Republicanos em Mato Grosso do Sul: partido político, repasse de R$ 230.000,00.
  • Luca Giobbi: empresário e proprietário da Usina Sonora, doação de R$ 75.000,00.
  • Guilherme Afonso Cesca: produtor rural (suinocultor) e dono de fábrica de implementos para o setor florestal, doação de R$ 50.000,00.
  • Jayme Brasil Garfinkel: empresário e investidor, CEO da Porto Seguro Seguros, doação de R$ 50.000,00.
  • Romildo Carvalho Cunha: empresário e investidor da Usina Laguna, doação de R$ 44.000,00.
  • Felipe Augusto Rosa Targino: empresário e investidor, doação de R$ 40.000,00.
  • Giovane Barroti: empresário e investidor, doação de R$ 40.000,00.
  • Carlos Ubiratan Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Evandro Cesar Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Marcos Fernando Garms: empresário integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Yara Garms Cavlak: empresária integrante de família tradicional da agroindústria e do setor sucroenergético, doação de R$ 37.500,00.
  • Carlos Alberto Baldasso: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
  • Celso Philippi Junior: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
  • Everaldo Luiz Endrigo: empresário e sócio-administrador na indústria de bebidas (cervejaria em Campo Grande) e representação comercial em MS, doação de R$ 30.000,00.
  • Fredi Soerger: empresário e investidor do setor agroindustrial, doação de R$ 30.000,00.
  • José Anderson dos Santos (Giló): empresário e produtor rural com destaque na agropecuária e suinocultura de precisão em Dourados e Glória de Dourados, doação de R$ 30.000,00.
  • Pedro de Camargo Neto: engenheiro, produtor rural, ex-secretário do Ministério da Agricultura, ex-presidente da SRB e da ABIPECS e consultor em diplomacia agrícola, doação de R$ 25.000,00.
  • Sebastião Geraldo Pellim: produtor rural e comerciante com presença em Glória de Dourados (MS) e São Paulo, doação de R$ 20.000,00.
  • Eduardo Cavazzini: produtor rural e empresário do agronegócio em Mato Grosso do Sul, doação de R$ 15.000,00.
  • Luiz Roberto Kaysel Cruz: executivo, engenheiro mecânico e diretor-superintendente do Grupo Pedra Agroindustrial (sem valor especificado na lista individual), doação de R$ 12.062,33.
  • Eduardo “Duda” Biagi: pecuarista, fundador da Carpa Serrana (referência em melhoramento genético Nelore) e ex-presidente da ABCZ e da ACNB, doação de R$ 12.948,00.
  • Pedro Biagi Neto: apoiador e produtor ligado ao setor agropecuário, doação de R$ 6.334,42.

Fonte: DivulgaCand

INTERINO

Riedel passa o comando do governo de MS para presidente do TJMS

Dorival Renato Pavan assume o Estado até o dia 6 de novembro, devido à ausência dos outros dois na linha de sucessão: o vice-governador Barbosinha e Gerson Claro, presidente da ALEMS

01/11/2026 16h00

O governador Eduardo Riedel passou o comando da administração estadual para o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan

O governador Eduardo Riedel passou o comando da administração estadual para o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan Reprodução

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Eduardo Riedel (PP) passou, de forma interina, o cargo de governador do Estado para o desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), na manhã deste domingo (1). Pavan ficará no comando até a próxima sexta-feira (6). 

Em sua rede social, Riedel disse que estará de licença por uma semana, mas não deu mais detalhes sobre seu afastamento temporário. O governador de Mato Grosso do Sul se limitou a desejar um bom trabalho ao desembargador e disse que tem "certeza de que Mato Grosso do Sul estará em boas mãos durante esse período".

O desembargador Dorival Renato Pavan é apenas o 4º magistrado que assume o cargo de governador de MS. Isto porque, além da licença temporária de Riedel, os dois na linha de sucessão também estarão ausentes de seus cargos durante uma semana, ou seja, o vice-governador Barbosinha (Republicanos) e o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP). 

"Nesse período, a governabilidade que o senhor tem pleno do nosso Estado vai ser mantida sem sobressaltos para que quando o senhor retornar, o Estado esteja na mesma condição excelente que tem deixado aqui", disse Pavan no vídeo divulgado por Eduardo Riedel.

O presidente do TJMS ressaltou que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Pavan também comentou que a substituição temporária representa a harmonia entre os Poderes constituídos. “O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

4ª vez na história

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro. A substituição foi em razão do afastamento de Zeca que se licenciou do cargo para se dedicar à campanha eleitoral.

Os outros dois na linha de sucesão também estavam envolvidos com campanha eleitoral. O presidente da Assembleia Legislativa, na época, Londres Machado (PL), tentava a reeleição para deputado estadual e o vice-governador Egon Krakhecke (PT) disputava vaga ao Senado.

A terceira vez foi em julho de 2019, quando o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho. Na ocasião, o então governador Reinaldo Azambuja, o vice-governador Murilo Zauith e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, viajaram juntos a Assunção, no Paraguai, para assinar acordos institucionais e debater projetos de integração regional, como a Rota Bioceânica.

Agora, o desembargador Dorival Renato Pavan será o quarto presidente do TJMS a exercer temporariamente o comando do Poder Executivo estadual.

Expogenética

Antes de deixar o cargo para Dorival Renato Pavan, a última agenda do governador Eduardo Riedel foi a abertura da 3ª edição da feira Expogenética MS, realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande. O evento segue até o dia 8 de novembro.

Em seu discurso, Riedel destacou que os setores do campo e da indústria completam a cadeia produtiva e diversificam a matriz econômica, dando a segurança necessária ao ambiente de negócios.

"A gente fica muito feliz em apoiar uma iniciativa como essa porque um dos grandes ativos que Mato Grosso do Sul tem é a proteína animal, carne bovina exportando para o mundo inteiro e a genética do gado nelore faz parte desse processo, dessa base de produção", destacou Riedel. 

Realizada pela Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore, com apoio da Acrissul, a programação do evento reúne leilões, julgamentos de animais, provas equestres, rodeio, rodada de negócios, atrações culturais, parque de diversões e ações sociais.

COTADA

Simone Tebet entra no radar de Lula para indicação ao STF, diz jornal

Reeleito na semana passada, o petista terá que indicar, pelo menos, três nomes à suprema corte durante seu quarto mandato

01/11/2026 14h10

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet Valter Campanato/Agência Brasil

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A três-lagoense Simone Tebet (PSB) está entre os nomes cotados para ser indicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá direito a pelo menos três indicações à suprema corte do País até o fim do seu quarto mandato, em 2030. A informação foi dada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O nome de Tebet ao STF não seria por acaso, afinal, ela se formou em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1992, aos 21 anos. Além disso, possui especialização em Ciência do Direito pela Escola Superior de Magistratura. Em 1998, concluiu o mestrado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

No campo da política, a sul-mato-grossense presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal e, durante o terceiro mandato de Lula, foi ministra do Planejamento e Orçamento. Nas eleições de 2026, concorreu novamente como senadora, desta vez por São Paulo, mas ficou na terceira colocação e não foi eleita.

De acordo com a apuração do jornal paulistano, Lula já decidiu que vai indicar uma mulher ao STF nesses próximos quatro anos, mas ainda não decidiu qual. Além de Tebet, o nome de Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também está no radar do presidente.

Vale lembrar que uma das indicações de Lula terá que acontecer neste início de quarto mandato, visto que há uma vaga em aberto desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso se aposentou do tribunal. Neste período, o petista chegou a indicar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, mas foi rejeitado pelo Senado.

Ainda não se sabe se o presidente tentará novamente indicar Messias ou se escolherá outro nome diante da resistência do Senado. Este novo nome, ainda segundo a Folha de S. Paulo, pode ser o do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco.

As outras duas indicações serão para preencher as aposentadorias dos ministros Luiz Fux, em abril de 2028, e de Carmen Lúcia, no ano seguinte. E são nesses dois momentos que o nome de Simone Tebet pode pintar na mente de Lula.

ITAMARATY

Além da nomeação ao STF, o nome de Simone também está cotado para assumir o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. 

A articulação ocorre em meio à mobilização de diplomatas que defendem a nomeação de uma mulher para a chefia do Itamaraty, cargo que nunca foi ocupado por uma representante feminina.

Na última quarta-feira (28), a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) encaminhou uma carta ao presidente Lula defendendo que a composição do novo governo contemple uma mulher à frente da diplomacia brasileira.

O documento não apresenta candidatas específicas, mas a sul-mato-grossense aparece entre os nomes considerados por integrantes do Ministério das Relações Exteriores.

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles, que aponta a experiência política de Tebet e sua proximidade com o setor produtivo como fatores favoráveis a uma eventual indicação.

A mobilização também ganhou espaço nas redes sociais. Em publicação na conta oficial da Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras no Instagram, a entidade divulgou uma campanha com a hashtag #MulherChanceler e a mensagem: “Queremos uma mulher no comando do Ministério das Relações Exteriores!”.

A iniciativa reforça a defesa de maior representatividade feminina na diplomacia brasileira e busca sensibilizar o governo federal para a escolha de uma mulher para o cargo, até hoje nunca ocupado por uma representante feminina.

Entre os argumentos considerados nos bastidores está a capacidade da ex-ministra de estabelecer diálogo com diferentes setores econômicos, especialmente o agronegócio, que possui participação expressiva nas exportações brasileiras.

A trajetória política construída em Mato Grosso do Sul também é vista como um diferencial. Antes de integrar o governo federal, Tebet exerceu os cargos de prefeita de Três Lagoas, vice-governadora do Estado e senadora da República.

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