Política

Política

Em Corumbá, agremiações prometem carnaval com surpresas

Em Corumbá, agremiações prometem carnaval com surpresas

Redação

12/02/2010 - 07h31
Continue lendo...

As escolas de samba cessaram os ensaios abertos e se fecharam nos barracões para os ajustes finais de seus enredos, prometendo grandes surpresas na Avenida General Rondon, no domingo e segunda-feira. O carnaval de Corumbá ganha as ruas e até os pequenos foliões foram lembrados na programação, com bailes infantiis na Praça da Independência, no centro, até terça-feira. Enquanto as oito escolas se preparam para o grande espetáculo que é o desfile, a animação fica por conta dos blocos de sujos, independentes e oficiais. Hoje, às 21h, sai o irreverente Bloco Cibalena, fundado há 40 anos, com previsão de dez mil integrantes. Depois, os independentes Mamãe eu Quero, CD Pavilhão 9 e Kutucando Atrás. Na Praça Generoso Ponce, show com as bandas Filhos de Olodum e SP Show, à meia-noite. A estrutura de 100 toneladas, com palco, 70 camarotes (1.300 pessoas), arquibancadas (três mil acomodações), 70 banheiros químicos e torres de som e de segurança, está montada na passarela do samba e na Rua Frei Mariano, início do desfile das escolas. Todos os lugares privativos já foram comercializados pela prefeitura. A praça de alimentação terá 90 barracas e 180 ambulantes uniformizados. Amanhã, o centro comercial terá a Esquina da Folia (Frei Mariano com 13 de Junho), com a presença da Banda Municipal Manoel Florêncio tocando marchinhas de carnaval. É dia também do desfile dos onze blocos oficiais, aberto pelo Oliveira Somos Nós, às 21h. Em seguida, desfilam: Flor de Abacate, Olodum, Bola Preta, Nação Zumbi, Praia, Bola e Cerveja, Vitória Régia, Os Intocáveis, Arthur Marinho, Águia da Vila e Clube dos Sem. Outra grande atração da noite é o bloco independente Afoga o Ganso, com a presença da banda baiana Mika 7 e quatro mil pessoas em sua concentração. Fundado em 1987, o bloco realiza o maior carnaval privativo a céu aberto do Estado, com camarote para 400 pessoas e open bar (24 mil litros de cerveja). A segunda concentração será na terça-feira, com show de Jullyana Ramalho, também da Bahia. Escola No domingo, a partir das 21h, a Avenida General Rondon ferve com o desfile das escolas de samba do grupo B. O cronômetro começa a marcar com a Acadêmicos do Pantanal e em seguida desfila a Caprichosos de Corumbá, que promete surpreender. Depois da Marquês de Sapucaí, a presença esperada da Mocidade Independente da Nova Corumbá, que vem reformulada em busca do título. O espetáculo de cores, brilho, animação e muito samba segue na segunda-feira com o desfile das agremiações do Grupo Especial. A Unidos da Major Gama entra na passarela às 21h; na sequência, Vila Mamona, A Pesada e Império do Morro, atual campeã. As três últimas escolas, segundo avaliação de carnavalescos e profissionais de imprensa que acompanharam os ensaios, disputam o primeiro lugar em igualdade. Revelação A programação do carnaval corumbaense ainda inclui outras atrações. Na segundafeira, show com a o Grupo Revelação, na Praça Generoso Ponce, onde também se apresenta, na terça, o sambista Arlindo Cruz. No último dia de folia também acontece o carnaval cultural (corso, ala das pastorinhas e blocos de frevo e dos marinheiros) e o desfile dos cordões Cravo Vermelho, Paraíso dos Foliões, Flor de Corumbá e Cinelândia.

Polêmica

MPF pede condenação de Ratinho e SBT por falas contra Erika Hilton durante programa

A parlamentar protocolou três ações por transfobia contra o apresentador - dentre elas, o pedido de danos morais coletivos ao MPF.

13/03/2026 21h00

MPF pede condenação de Ratinho e SBT por falas contra Erika Hilton durante programa

MPF pede condenação de Ratinho e SBT por falas contra Erika Hilton durante programa Divulgação

Continue Lendo...

O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira, 13, que o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como "Ratinho", e o SBT sejam condenados a pagar multa de R$ 10 milhões, a título de indenização por danos morais coletivos por conta das falas veiculadas em rede nacional contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

Na quinta, 12, a parlamentar protocolou três ações por transfobia contra o apresentador - dentre elas, o pedido de danos morais coletivos ao MPF.

Na edição de quarta-feira, 11, do "Programa do Ratinho", o apresentador afirmou que era contrário à eleição da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher porque "ela não é mulher, ela é trans".

Na ocasião, o SBT disse, por meio de nota, que repudia "qualquer tipo de discriminação e preconceito". Em postagem nas redes sociais nesta sexta, o apresentador defendeu que "crítica política não é preconceito".

O que diz o MPF

A ação civil pública foi ajuizada nesta sexta, 13, pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas. De acordo com o MPF, as falas caracterizam discurso de ódio que desumanizam e deslegitimam a identidade de gênero de toda a comunidade LGBTQIA+.

"O interlocutor reduz a complexidade da existência feminina a funções fisiológicas e reprodutivas", afirma o procurador, uma visão que "não apenas exclui mulheres trans, mas também marginaliza mulheres cisgênero que, por questões de saúde, idade ou genética, não possuem útero ou não menstruam".

"É uma forma de violência simbólica que nega à mulher trans o direito básico à sua própria identidade, tentando fixá-la em uma categoria biológica que ela não reconhece como sua", conclui.

Retirada do programa do ar e retratação

Na ação, também foi pedida retirada do conteúdo do programa dos sites e redes sociais do SBT, e que a União informe, no prazo de dez dias, quais medidas administrativas estão sendo tomadas em razão do descumprimento dos princípios que regem a concessão de telecomunicação.

O MPF também solicitou que Ratinho e o SBT publiquem retratação pelos mesmos meios, tempo e horário. A postagem deve permanecer nos sites da emissora pelo prazo mínimo de um ano.

Comissão de Defesa da Mulher

Com 11 votos a favor e dez em branco, Hilton se tornou a primeira mulher transexual a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

A eleição se tornou alvo de críticas da oposição, que defende que a comissão deveria ser presidida por uma mulher cisgênero.

"A eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão da Mulher é de uma incoerência sem precedentes. Estamos perdendo cada vez mais espaços para pessoas que não têm legitimidade para nos representar. Não fazem ideia dos desafios de uma mulher biológica", escreveu a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) em postagem no X.

"E não adianta o politicamente correto tentar calar as nossas vozes. Quem quiser acreditar que ser uma mulher é uma construção social, que acredite. Mas até o momento, a biologia não foi revogada", acrescentou Clarissa.

O deputado federal Éder Mauro (PL-PA) disse que a prioridade de Erika será "travar guerra ideológica contra o que ela chama de 'onda redpill' nas redes sociais".

"Isso é um desrespeito com as mulheres do Brasil. A comissão deveria estar focada em proteger e garantir direitos, não em servir de laboratório para pautas ideológicas da esquerda", escreveu Mauro em publicação no Instagram.

Internacional

Governo Trump pede e Brasil rejeita receber presos deportados de outros países

A proposta faz parte da negociação de um acordo na área de cooperação contra crime organizado

13/03/2026 19h00

Lula e Trump

Lula e Trump Ricardo Stuckert/Presidência da República

Continue Lendo...

O governo Donald Trump pediu e o governo Luiz Inácio Lula da Silva recusou que o Brasil recebesse presos de outras nacionalidades deportados dos Estados Unidos.

A proposta faz parte da negociação de um acordo na área de cooperação contra crime organizado, que poderia ser assinado na futura visita de Lula a Washington.

O pedido americano consta em documento mais amplo enviado ao Brasil e revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. O teor foi confirmado pelo Estadão. A cooperação seria similar ao que Trump conseguiu com o governo de Nayib Bukele, de El Salvador, no presídio Cecot.

O governo brasileiro rechaçou com clareza essa possibilidade. A diplomacia brasileira já comunicou às autoridades americanas que as leis nacionais não permitem uma parceria do tipo.

O Brasil somente vai receber, segundo autoridades do Itamaraty e do Palácio do Planalto, deportados brasileiros, tenham ou não antecedentes criminais.

A questão ganhou foco no início do segundo mandato de Trump, quando ele intensificou operações da polícia migratória e os voos de deportação.

O acordo na área do crime organizado e cooperação jurídica é um dos principais em negociação para a visita de Lula a Trump, na Casa Branca, ainda sem data para ocorrer. Outro tema é um acordo para explorar minerais críticos.

Nos últimos dias, porém, houve uma série de desgastes e ações hostis entre os governos. Lula fez críticas a Trump pela guerra no Irã e revogou o visto de um enviado diplomático dos EUA que se reuniria com o ex-presidente Jair Bolsonaro na cadeia. Trump, por sua vez, incluiu o Brasil numa nova frente de investigação sobre práticas comerciais e concorrência da Seção 301, que poderia embasar tarifas.

Para integrantes do governo, a decisão no âmbito comercial não foi exatamente voltada contra o Brasil, por incluir 59 países e a União Europeia. A investigação relacionada ao trabalho forçado prevê espaços para que o governo e o setor privado se manifestem, e a ordem no Palácio do Planalto é aguardar.

Além disso, os EUA indicaram na negociação entre as burocracias dos dois países que o Brasil adote um plano de combate para acabar com facções criminosas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além da organização radical xiita libanesa Hezbollah, presente na tríplice fronteira, e grupos de origem chinesa ligados a atividades ilícitas.

O governo Trump também solicitou a troca de informações biométricas sobre migrantes em busca de asilo e refugiados. Conter o fluxo de imigração é uma prioridade política de Trump.

Sobre esses dois pontos, integrantes do governo Lula dizem que há espaço para cooperação contra o crime organizado e imigração, desde que não entre em conflito com a legislação brasileira. É o caso da Lei Geral de Proteção de Dados e da Lei Antiterrorismo.

O governo brasileiro é contra a classificação unilateral que os EUA se preparam para fazer do PCC e do CV como grupos terroristas. Embora manifeste discordância, a diplomacia brasileira sabe que a designação pode ser adotada à revelia pelo governo Trump.

O Palácio do Planalto entende que Trump pode legitimar intervenções militares com base na designação, embora a lei americana não o dê tal respaldo.

A proposta americana foi uma resposta enviada ao Brasil, após Lula entregar a Trump pessoalmente, em outubro do ano passado, uma sugestão de parceria na área criminal, com foco em ativos financeiros, como criptomoedas, e grupos operam no País, mas estão em solo americano e mantêm recursos por lá. A contraproposta não encerrou as negociações.

Outra frente era o tráfico de armas, por causa do fluxo de contrabando de origem americana para o Brasil.

Segundo autoridades brasileiras, as negociações envolvem a Receita Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal e o Itamaraty.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).