Política

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Ex-vereador Odilon Júnior assume como diretor-presidente da Agereg

Vinícius Leite foi nomeado diretor-executivo de articulação econômica na Capital

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Como já adiantado pelo Correio do Estado, o aliado do prefeito e ex-vereador, Odilon de Oliveira Júnior (PSD) assume a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) no lugar do atual diretor-presidente, Vinícius Leite Campos.  

A informação foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande, nesta sexta-feira (16). 

Informações de bastidores apontam que essa indicação seria uma compensação pelo fato de o pai do ex-parlamentar, Odilon de Oliveira, não ter concorrido às eleições para prefeito de Campo Grande no ano passado.  

O ex-magistrado poderia ser um adversário duro para Marcos Trad, já que em 2016 disputou com Azambuja o segundo turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul. 

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Ao Correio do Estado, Júnior revelou que recebeu o convite do prefeito para assumir a agência, porém, o avanço da pandemia e a volta de restrições mais pesadas acabaram dificultando as tratativas.

Odilon Júnior não conseguiu se reeleger para a Câmara Municipal nas eleições passadas e agora recebe a missão de comandar a agência até o final do mandato de Trad, em 2024.

Exonerado da função da Agereg, Vinícius Leite Campos foi nomeado como novo diretor-executivo de articulação econômica, no gabinete do prefeito. 

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Guerra

Ministro da Defesa do Israel ameaça matar quem for escolhido como líder supremo do Irã

No sábado, 28, o ataque lançado pelos Estados Unidos e por Israel matou o aiatolá Ali Khamenei

04/03/2026 23h00

Foto: Divulgação

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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz (foto), ameaçou nesta quarta-feira (4) matar o próximo líder supremo do Irã, independentemente de quem seja escolhido para o cargo.

"Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para dar continuidade e comandar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos e o mundo livre e os países da região e reprimir o povo iraniano será um alvo para eliminação", disse Katz, em publicação no X.

No sábado, 28, o ataque lançado pelos Estados Unidos e por Israel matou o aiatolá Ali Khamenei, que até então era o líder supremo do Irã. Na terça-feira, 3, as forças israelenses bombardearam um prédio que costuma abrigar reuniões da Assembleia de Especialistas, responsável pela escolha do novo líder supremo.

O regime iraniano informou, no entanto, que o imóvel estava vazio e que a reunião dos 88 aiatolás que fazem parte da Assembleia de Especialistas seria realizada virtualmente. Fonte: Associated Press.

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Anuência

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia; texto vai à promulgação

Antes de chegar ao plenário da Câmara, o texto foi aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul

04/03/2026 22h00

Tereza Cristina, senadora pelo PP em Mato Grosso do Sul.

Tereza Cristina, senadora pelo PP em Mato Grosso do Sul. Foto: Marcelo Victor / CE

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O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 04, por votação simbólica, o relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS), pela aprovação do projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O texto foi aprovado pela Câmara no dia 25 de fevereiro e segue para promulgação.

Antes de chegar ao plenário da Câmara, o texto foi aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A relatora, que foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PL), argumentou que o acordo representa uma oportunidade estratégica para o Brasil e que, apesar de não ser perfeito, o texto é positivo e trará medidas concretas ao País. "Acordo Comercial Provisório entre o Mercosul e a União Europeia não é um acordo perfeito. Não o é porque, por definição, acordos perfeitos não existem. ... Mesmo imperfeito, o acordo é positivo para o Brasil e capaz de gerar benefícios concretos à população. No momento atual, entendo que ele não apenas é desejável - é necessário", escreveu a senadora no relatório.

Tereza Cristina afirmou que uma redução de receita tributária inicial será compensada pelos negócios feitos entre os dois blocos. "Está estimada uma redução da arrecadação com tributos federais vinculados à importação de R$ 683 milhões em 2026, R$ 2,5 bilhões em 2027 e R$ 3,7 bilhões em 2028. Essa redução de receita certamente será compensada com o maior dinamismo econômico brasileiro decorrente da ampliação do acesso ao mercado europeu e novos investimentos possibilitados pelo Acordo".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o acordo foi construído a várias mãos: "Pela importância, pelo significado histórico para o Brasil, para a relação comercial do Brasil com a União Europeia. Uma importância estratégica para o Brasil, inclusive, neste momento delicado para as relações internacionais", falou.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também elogiou o acordo: "Enquanto algumas nações acham que o caminho para redesenhar a ordem geopolítica global é por meio das armas, estamos construindo um redesenho por meio do diálogo e a partir das cooperações", disse.

Salvaguardas agrícolas

Por demanda do Congresso e do agronegócio brasileiro, o Poder Executivo publicou na tarde desta quarta o decreto que regulamenta a investigação e a aplicação de medidas de salvaguardas bilaterais previstas em acordos de livre comércio ou que contemplem preferência tarifária. O decreto não se restringe ao acordo do Mercosul com a União Europeia, mas sinaliza para o setor privado que o País está pronto para atuar com segurança jurídica no comércio com os europeus.

As salvaguardas poderão ser aplicadas em caráter provisório ou definitivo, em casos de aumento na importação de produtos "em quantidade e em condições tais que causem ou ameacem causar um prejuízo grave à indústria doméstica".

O texto prevê que as medidas de salvaguardas serão aplicadas somente após o início das investigações, conduzidas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), com base nas recomendações contidas em parecer emitido pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A investigação destinada a determinar a existência de prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave deverá demonstrar a existência de nexo causal entre o aumento das importações do produto em condições preferenciais e o prejuízo grave ou a ameaça de prejuízo grave à indústria doméstica.

Próximos passos

Finalizada a análise pelo Congresso, um decreto legislativo vai atestar a conclusão do processo no Legislativo brasileiro. Depois, um outro decreto presidencial irá concluir a internalização do acordo no Brasil, procedendo-se à notificação à Comissão Europeia.

Do outro lado do oceano, na sexta-feira passada, 27, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sinalizou disposição em aplicar provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul. A ideia é que ainda neste mês de março sejam formalizadas as notificações da conclusão dos procedimentos pelos países do Mercosul à Comissão Europeia. A partir daí, a comissão notificará membros do bloco sul-americano da vigência provisória.

Segundo estimativas do MDIC, o acordo Mercosul-UE terá um efeito positivo de 0,34% (R$ 37 bilhões) sobre o PIB brasileiro, com aumento de 0,76% no investimento (R$ 13,6 bilhões) e redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor. Também é projetado um aumento de 0,42% nos salários reais, além de um impacto de 2,46% (R$ 42,1 bilhões) sobre as importações totais e de 2,65% (R$ 52,1 bilhões) sobre as exportações totais.

As empresas brasileiras que exportam hoje para a União Europeia respondem por 3 milhões de empregos no Brasil no ano. A corrente de comércio Brasil-União Europeia teve um recorde de US$ 100 bilhões no ano passado, com um ligeiro déficit para o Brasil, mas com um volume de comércio relevante.

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