Política

Conflito no Oriente Médio

Ex-vereador "preso" em Dubai viu míssil abatido e relata apreensão

Com o espaço aéreo fechado, o retorno previsto para esta segunda-feira (02) foi cancelado devido o conflito entre Estados Unidos e Irã

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Com o espaço aéreo fechado em Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, após o ataque perpetrado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o ex-vereador Sandro Benites acabou ficando preso em meio ao bombardeio.

A escalada no Oriente Médio tomou outros contornos com a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O agravamento do conflito fez com que o país bombardeasse os Emirados Árabes com drones.

Atualmente à frente da Fundação Municipal de Esportes de Campo Grande (Funesp), Sandro Benites relatou, em conversa com o Correio do Estado, que a previsão de retorno ao Brasil era nesta segunda-feira (02), mas o aeroporto segue fechado.

“Perdi meu voo, né? O aeroporto está fechado, mas fechado mesmo. Ninguém entra e ninguém sai. Não tem ninguém para sair também. Está escuro lá”, contou Sandro.

Enquanto Dubai segue aparentemente tranquila, com tudo funcionando normalmente, conforme ele relatou, por outro lado é possível ouvir explosões de mísseis.

“Alguns mísseis a gente ouve. Ontem eu vi um sendo abatido. Mas aqui é um canteiro de obras, com centenas de prédios sendo construídos em Dubai, e o serviço de táxi permanece, shopping aberto. É só apreensão. É muito ruim ficar nessa ansiedade, querer voltar o mais rápido possível e não conseguir.”

Durante a madrugada, por volta das 2h, Sandro contou que os hóspedes chegaram a ser acordados e informados da possibilidade de descer ao bunker do hotel, por segurança.

“Meu nível de estresse subiu muito hoje. Fica a expectativa de poder voltar para o país, sair o mais rápido possível daqui”, pontuou Sandro. E completou:

“Não tem o que fazer. Ontem, às 2h da manhã, chamaram todos para ir ao saguão do hotel. Parece que tem um bunker aqui embaixo, mas não foi necessário.”

Até o momento, Sandro Benites buscou informações com outros brasileiros que estão no local e com funcionários do hotel, mas não entrou em contato com autoridades brasileiras. Em Dubai, há um Consulado Honorário do Brasil, localizado na Baniyas Road.
 

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"Missão"

Após carta de Bolsonaro, Pollon confirma pré-candidatura ao Senado

Em meio a anotações de que teria se "vendido", Pollon disse que pré-candidatura é uma missão e não um projeto de ego

01/03/2026 14h45

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Após a divulgação de uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL), ele mesmo confirmou publicamente sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Em nota publicada nas redes sociais, afirmou receber a manifestação do presidente “com honra, surpresa e profunda responsabilidade”.

“Coloco-me, portanto, como pré-candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, por determinação do meu presidente Jair Bolsonaro, com a mesma determinação que sempre tive”, declarou.

A carta foi divulgada neste sábado (28) pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter feito a publicação a pedido do ex-presidente, após encontrá-lo.

No texto manuscrito, Bolsonaro escreve: “Pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”.

Em sua postagem, Michelle afirmou: “A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, [Naiane Bittencourt] é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul”.

Na nota, Pollon reforçou alinhamento ao ex-presidente e ao grupo político. Segundo ele, sua decisão não está vinculada a interesses pessoais.

“Sempre afirmei que seria pré-candidato àquilo que Jair Bolsonaro determinasse, porque pré-candidatura não é projeto de ego, é missão. Ela nasce de um propósito coletivo, de um projeto maior de Brasil, de um grupo que decidiu enfrentar o sistema, resgatar valores e reconstruir o país depois de anos de desgoverno e ataques à nossa liberdade”, explicou.

O deputado também afirmou que a eventual candidatura ao Senado tem como objetivo fortalecer a atuação da Casa.

“Não se trata apenas de uma pré-candidatura ao Senado. Trata-se de fortalecer uma Casa que precisa ter coragem para enfrentar abusos, defender a liberdade e proteger o povo brasileiro. Disse desde o início que qualquer definição sobre meu futuro político passaria pela orientação do nosso líder. Porque mandato não é vaidade. Mandato é responsabilidade. E responsabilidade se exerce com lealdade”, completou.

Pollon ainda agradeceu publicamente ao ex-presidente pela confiança demonstrada.

“Gostaria muito de poder abraçar pessoalmente o presidente neste momento e agradecer pela confiança que sempre demonstrou ao longo da nossa caminhada. Ainda não me foi permitido visitá-lo, mas sigo firme, com a fé inabalável de que a verdade sempre prevalece”, ressaltou.

R$ 15 milhões

A confirmação da pré-candidatura ocorre em meio à repercussão de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo rascunho obtido pela Folha de S.Paulo, feito durante reunião nesta semana, ao lado do nome de Pollon estaria escrito à caneta: “Pollon (pediu 15 mi p/ não ser candidato)”.

O documento listaria cenários eleitorais e possíveis candidatos do partido em todos os estados. Ao comentar o caso, Pollon negou a informação e reagiu com ironia.

“Não consigo parar de rir. Desde que eu fiquei sabendo disso eu achei tão absurdo que não consigo nem responder. O conteúdo é totalmente irreal”, disse nas redes sociais.

Histórico 

Ao reafirmar apoio ao ex-presidente, Pollon disse que "gratidão é algo que não prescreve." 

“Gratidão não prescreve. Foi Jair Bolsonaro quem abriu caminho para que muitos de nós chegássemos até aqui. Foi ele quem confiou, quem acreditou e quem deu voz às pautas que sempre defendemos. Meu compromisso sempre foi com esse projeto de Brasil e com as pessoas que confiaram em nós."

No fim de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação de grupos da direita em Mato Grosso do Sul, indicando tendência de “voto casado” na disputa ao Senado. Nesse cenário, os nomes mais cotados seriam o de Capitão Contar (PL) e o próprio Pollon, apontados como representantes da ala mais ideológica do partido no Estado.

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Manifestação

Acorda Brasil leva apoiadores da direita às ruas de Campo Grande

Mobilização articulada pelo PL reuniu manifestantes na Praça do Rádio Clube e incluiu críticas a ministros do STF e apoio a Bolsonaro

01/03/2026 13h30

asdsad

asdsad Fotos: Divulgação

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Lideranças da direita e pré-candidatos às eleições deste ano foram às ruas na manhã deste domingo (1º), em Campo Grande, em apoio à mobilização nacional "Acorda Brasil".

A manifestação, convocada para mais de 20 cidades do país, reuniu apoiadores na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, e teve como foco críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e demonstrações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a aliados.

Entre as lideranças presentes estavam o deputado federal Rodolfo Nogueira e sua esposa Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados, o vereador de Campo Grande André Salineiro, a pré-candidata a deputada federal  Luana Ruiz, além dos deputados Coronel David e João Henrique Catan, pré-candidato ao Governo. 

De modo geral, a manifestação questionou à condução econômica do país, fez críticas à carga tributária e a cobrança para que o Congresso Nacional avance na análise de requerimentos já protocolados.

Coronel David reiterou seu posicionamento de oposição ao governo federal e afirmou que a mobilização popular constitui "instrumento legítimo de participação democrática".

Articulado nacionalmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o movimento incluiu críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de questionamentos sobre decisões recentes da Corte.

Em Mato Grosso do Sul, por causa do calor, o ato foi antecipado para o período da manhã, diferente do restante do país, onde as mobilizações ocorrem nesta tarde.

Vestidos de verde e amarelo, manifestantes exibiram bandeiras do Brasil e faixas com frases como "Reaja Brasil". Cartazes de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro também marcaram presença.

A organização estimava reunir cerca de mil pessoas na Capital, incluindo participantes que adeririam posteriormente a uma carreata até a região da Via Parque.

Atualizado às 14h20* 

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