Política

ELEIÇÕES 2026

Federação entre PP e União Brasil fortalece projeto político de Marco Aurélio Santullo em MS

Nova composição partidária amplia espaço político de Santullo, fortalece articulação regional e projeta protagonismo da Federação

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A política de Mato Grosso do Sul começa a redesenhar seu mapa de forças com a consolidação da federação entre o PP e o União Brasil. Mais do que uma união formal entre partidos, o movimento representa uma reorganização estratégica de liderança, território político e influência eleitoral no Estado.

Nesse novo cenário, a pré-candidatura de Marco Aurélio Santullo a deputado estadual pelo PP ganha força e se destaca pela construção sólida ao longo dos anos. Diferentemente de nomes lançados apenas em períodos eleitorais, Santullo reúne experiência administrativa, articulação política e forte identificação regional.

Naturalmente ligado a Aquidauana e Anastácio, ele carrega bases políticas consolidadas no interior sul-mato-grossense. As duas cidades representam não apenas sua origem, mas também um núcleo político e eleitoral que sustenta sua trajetória.

Em um ambiente político frequentemente marcado por candidaturas artificiais, Santullo apresenta um diferencial considerado raro: pertencimento. Sua experiência também ultrapassa as fronteiras estaduais. Santullo atuou no Palácio do Planalto durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, período em que adquiriu experiência na articulação institucional e no funcionamento da máquina pública federal.

Força política

Ao longo da carreira, construiu ainda proximidade política com Saulo Queiroz, uma das referências históricas da política sul-mato-grossense, além de se tornar um dos principais articuladores da senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP.

Reconhecida nacionalmente como uma das principais lideranças do agronegócio brasileiro, Tereza Cristina exerce forte influência política tanto em Mato Grosso do Sul quanto em Brasília. 

Ex-ministra da Agricultura e atual senadora da República, ela consolidou espaço estratégico no Congresso Nacional e se tornou uma das vozes mais respeitadas na defesa do setor produtivo, da segurança alimentar e do desenvolvimento regional.

Sua liderança ampliou o protagonismo político de Mato Grosso do Sul no cenário nacional, fortalecendo a presença do Estado nas discussões econômicas e institucionais do país. No PP, Tereza Cristina é considerada peça central na articulação política da federação com o União Brasil, reunindo capacidade de diálogo, influência partidária e forte densidade eleitoral.

A proximidade de Santullo com a senadora é vista nos bastidores como um ativo político importante dentro da nova configuração partidária, especialmente pela confiança construída ao longo dos anos e pela participação direta nas articulações políticas do grupo.

O trânsito em Brasília é apontado como um dos principais ativos políticos de Santullo. Conhecedor dos ministérios e dos mecanismos da administração federal, ele consolidou uma rede de contatos capaz de transformar articulação política em investimentos e resultados para os municípios.

Outro ponto considerado estratégico é sua presença regionalizada. Com passagem por órgãos como Funasa, Anater e Funtrab, Santullo ampliou relações políticas em diferentes regiões do Estado, estabelecendo conexões com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e setores técnicos.

Do Pantanal ao Bolsão, da Fronteira ao Cone Sul, sua estrutura política se fortaleceu com presença contínua e diálogo regional. No Sudoeste do Estado, especialmente em Aquidauana e Anastácio, concentra sua base histórica e parte significativa de sua sustentação política.

A aliança com a ex-deputada federal e presidente estadual do União Brasil Rose Modesto também reforça o projeto político dentro da Federação União Progressista. Enquanto Rose agrega visibilidade popular e densidade eleitoral, Santullo aparece como o articulador político e organizacional da construção partidária.

A composição fortalece a federação para as eleições de 2026 e coloca Santullo entre os nomes que ganham protagonismo no novo cenário político sul-mato-grossense. Com trajetória construída nos bastidores da política, presença regional e articulação nacional, Marco Aurélio Santullo surge como peça importante na reorganização das forças políticas de Mato Grosso do Sul, em um projeto que busca ampliar representatividade, estrutura partidária e governabilidade no Estado.

Projeto de Estado

“Essa federação nasce forte porque une dois partidos que possuem presença real nos municípios e compromisso com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Mais do que um projeto eleitoral, estamos construindo um projeto de Estado”, afirmou Marco Aurélio Santullo.

Ele também destacou a importância de manter conexão com as bases regionais. “Eu sempre defendi uma política próxima das pessoas, ouvindo os municípios e entendendo as necessidades de cada região. Aquidauana e Anastácio fazem parte da minha história e da minha formação política”, disse.

Sobre sua experiência em Brasília, o pré-candidato a deputado estadual pelo PP ressaltou a importância da articulação institucional. “Conhecer os caminhos de Brasília é fundamental para garantir investimentos, destravar projetos e fazer com que os municípios tenham acesso às políticas públicas que realmente fazem diferença na vida da população”, declarou.

Ao comentar a construção da Federação União Progressista, Santullo reforçou o papel da união política para 2026. “A aliança entre PP e União Brasil amplia nossa capacidade de diálogo e fortalece um grupo político preparado para discutir o futuro de Mato Grosso do Sul com responsabilidade e equilíbrio”, afirmou.
Ele também comentou a parceria com Rose Modesto. “A Rose tem uma trajetória consolidada, experiência administrativa e forte identificação popular. Essa construção fortalece a federação e cria um ambiente político competitivo e organizado para as próximas eleições”, completou.

Brasília

Fachin diz que gravidade dos fatos não autoriza atalhos

Lula critica vazamentos seletivos e alerta para riscos à democracia

04/09/2026 21h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, garantiu, nesta sexta-feira (4), em Brasília, que será dentro da legalidade a resposta do Judiciário brasileiro aos fatos relacionados a supostas irregularidades na condução do caso do Banco Master e ao vazamento de trocas de mensagens entre o também ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário! Quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo [legal] e as garantias constitucionais”, afirmou o ministro Edson Fachin.

Diante da crise no Poder Judiciário acentuada nesta semana, o presidente da Suprema Corte prometeu que a apuração dos fatos seguirá os procedimentos estabelecidos pela Constituição Federal e pelo ordenamento jurídico.

“Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige”, declarou o presidente do STF.

O ministro Edson Fachin também reiterou a necessidade de as instituições da República serem preservadas, sobretudo em momentos de maior tensão. Ele frisou que nenhuma autoridade e nenhum Poder da República estão acima da Constituição Federal, pois “nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado Democrático de Direito”.

As declarações foram dadas no Palácio do Planalto, durante o evento de sanção de leis que criam fundos para aperfeiçoamento da Justiça Federal, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da Defensoria Pública da União (DPU) e do Ministério Público da União (MPU), para aumentar as fontes de recursos, com o objetivo de modernizar as instituições e ampliar o acesso da população à Justiça.

Igualdade

No mesmo evento no Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que a aplicação da legislação brasileira deve ser a mesma para todos os cidadãos.

“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém! Isso vale para o presidente da República, vale para um catador de material reciclável, vale para uma parteira, vale para uma médica”, afirmou o presidente Lula. 

Para Lula, todos devem estar subordinados aos mesmos trâmites da legislação. "Afinal de contas, ela [a lei] vale para todos”, afirmou.

Vazamentos seletivos

Dirigindo-se ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República cobrou transparência para contornar a crise, sob pena de o Poder Judiciário perder a credibilidade da opinião pública. 

“O que nós não podemos, neste país, é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos e econômicos. Não é possível”, lamentou Lula.

O presidente Lula apontou que esses vazamentos colocam em risco a democracia brasileira. 

“Estamos vivendo uma época muito perigosa. O denuncismo, as fake news, os vazamentos [de dados de investigações] não contribuem com a democracia”.

Entenda a crise

Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o ministro do Supremo Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.

Em resposta, nesta quarta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.

Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro.

Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso.

Eleições 2026

Prefeito de Paranaíba, 'Maycol Doido' declara apoio a Vander no Senado

Prefeito é quarto líder municipal a apoiar Loubet na corrida eleitoral deste ano

04/09/2026 14h45

Vander e Maycol Doido

Vander e Maycol Doido Foto: Divulgação

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O prefeito de Paranaíba, Maycol Henrique Queiroz Andrade (PP), conhecido como 'Maycol Doido', declarou apoio ao deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa por uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul ao Senado nas eleições deste ano.

Na esteira da campanha, a movimentação do deputado federal tem como objetivo reunir apoio ou simpatia de cerca de 65 prefeitos de Mato Grosso do Sul. 

A manifestação chama atenção pelo histórico de confronto entre os dois políticos e pelo fato de Maycol integrar a ampla aliança de partidos que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

O prefeito chegou a protagonizar um episódio de forte tensão com Vander em agosto de 2023, em um restaurante de Campo Grande. Na ocasião, os dois discutiram e Maycol teria xingado o deputado, com a situação quase terminando em uma briga física.

O posicionamento do prefeito representa uma aproximação política que pode favorecer a estratégia de Vander de ampliar sua presença entre lideranças municipais e conquistar o chamado segundo voto dos eleitores que já possuem preferência por outro candidato ao Senado.

A estratégia busca atingir um eleitorado que, em parte, também está no radar do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL), candidato ao Senado e integrante da aliança que apoia Riedel.

A declaração de Maycol ocorre em um cenário no qual Vander tenta avançar sobre setores políticos que não integram o campo tradicional do PT.

O parlamentar evita divulgar nominalmente toda a relação de prefeitos que estariam dispostos a trabalhar por sua candidatura, justamente para não criar constrangimentos entre gestores que mantêm compromissos com diferentes candidatos da aliança governista.

A estratégia é permitir que o apoio seja manifestado principalmente nas bases eleitorais, por meio de vereadores, lideranças municipais e apoiadores.

Além de Maycol Doido, outros prefeitos de partidos que integram a aliança de Riedel já declararam apoio a Vander. Entre eles estão Nelson Cintra (PSDB), de Porto Murtinho; Juliano Ferro (PL), de Ivinhema; e Julio Buguelo (PSD), de Glória de Dourados.

Os três também apoiam o ex-governador Reinaldo Azambuja para uma das vagas ao Senado, mas optaram por Vander para a segunda cadeira, deixando Capitão Contar fora da composição de votos.

Em Porto Murtinho, a adesão de Nelson Cintra ganhou destaque por ocorrer mesmo diante de antigas divergências políticas. A participação do PSDB na aliança governista e a histórica rivalidade com o grupo ligado ao ex-governador Zeca do PT não impediram a aproximação entre o prefeito e Vander.

A ofensiva de Vander junto aos prefeitos teve novo capítulo no último sábado (29), durante uma reunião realizada em Tacuru, que contou com a participação do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, e prefeitos de 12 municípios.

A agenda reforça a estratégia do deputado de ampliar a interlocução com gestores municipais e consolidar apoios fora de seu reduto político tradicional.

Participaram da agenda gestores Elaine Aparecida Soligo (MDB), de Aral Moreira, Maria Lurdes Portugal (PL), de Caarapó, Niágara Kraievski (PP), de Coronel Sapucaia, Fabiana Maria Lorenci (PP), de Eldorado, Lídio Ledesma (PSDB), de Iguatemi, Thalles Henrique Tomazelli (PL), de Itaquiraí, Vitor da Cunha Rosa (PSDB), de Japorã, Gilson Marcos da Cruz (PSD), de Juti, Rosária de Fátima Ivantes Lucca Andrade (PSDB), de Mundo Novo, Heliomar Klabunde (MDB), de Paranhos, Erlon Fernando Possa Daneluz (PSDB), de Sete Quedas, Rogério de Souza Torquetti (PSDB), de Tacuru, Sérgio Diozebio Barbosa (MDB), de Amambai, e Rodrigo Massuo Sacuno (PL), de Naviraí.

Por meio de nota enviada à reportagem, a Prefeitura de Naviraí contestou a inclusão do prefeito Rodrigo Sacuno entre os gestores que teriam participado da agenda realizada em Tacuru. Segundo a assessoria, o prefeito não foi ao evento, contudo mandou representantes ao encontro. 

Colaborou Daniel Pedra 

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