Política

EM CAMPO GRANDE

Flávio Bolsonaro não confirma Tereza Cristina, mas diz que é "sonho de consumo" ter ela como vice

Senador e pré-candidato à presidência participa da Expogrande e disse que a senadora sul-mato-grossense é uma das possibilidades em sua chapa

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que seria um "sonho de consumo" ter a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) como vice em sua chapa, mas afirmou que essa discussão só será feita mais a frente. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (9), na Expogrande, em Campo Grande.

"A Tereza é o sonho de consumo de todo mundo, eu sou fã dela, mas a questão de vice vai ser só muito mais lá pra frente. Eu até brinquei com ela, eu chamo ela de vózinha, porque ela é muito parecida com a minha avó e é uma forma carinhosa de chamar alguém que eu respeito demais", disse Flávio Bolsonaro.

O senador elogiou ainda o conhecimento e vivências da senadora no agronegócio, mas ressaltou que o nome dela é uma das possibilidades, porém ainda não é possível adiantar quem efetivamente concorrerá como vice-presidente.

"Para mim ela é uma das maiores referências no mundo do agro que o Brasil tem. Nós tivemos o privilégio de ter ela como ministra do governo Bolsonaro e, mais para frente pra frente, vamos pensar com calma, não tem agora como antecipar nada, mas eu fico muito feliz de a gente poder ter ela entre as possibilidades", concluiu.

Conforme reportagem do Correio do Estado, no fim de março, Tereza Cristina afirmou que nunca recebeu convite oficial para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil, mas, caso houvesse, ela iria “pensar”. 

Tereza é um nome que vem sendo ventilado como possibilidade de vice desde as últimas eleições, por ser uma voz de liderança feminina na direita e no agronegócio.

“Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse em entrevista no dia 31 de março.

Flávio Bolsonaro em Campo Grande

Flávio Bolsonaro chegou a Campo Grande nesta quinta-feira e pretende aproveitar a feira agropecuária para se consolidar de vez como o nome do agronegócio nacional para tentar derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição.

Na Capital de Mato Grosso do Sul, sua primeira agenda agenda foi uma visita ao Bioparque Pantanal, acompanhado pelo governador do Estado, Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL). 

À noite, ele participa da abertura da Expogrande, também ao lado do governador e de seu grupo político. 

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda participa, na manhã desta sexta-feira (10) de um café da manhã com políticos da direita.

Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

Crise no STF

Veja a repercussão política após Moraes pedir investigação contra Mendonça

Pedido de Moraes por providências contra André Mendonça provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira

04/09/2026 07h13

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

Alexandre de Moraes pediu para investigar o coleda André Mensonça um dia após divulgação de mensagens mostrando elo com Daniel Vorcaro

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O pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por providências contra André Mendonça, provocou reação de parlamentares da oposição e da base governista nesta quinta-feira, 3.

Rogério Marinho (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Eduardo Girão (NOVO) e Carlos Viana (PSD) saíram em defesa de Mendonça e fizeram críticas a Moraes.

Do lado governista, as manifestações se concentraram nas relações do Banco Master com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sem citar diretamente a iniciativa de Moraes contra o colega de Corte.

Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Relator do caso Banco Master, Mendonça levantou na terça-feira, 1º, o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão

Oposição 

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que Moraes voltou a transformar o Inquérito 4.781, aberto há sete anos, em "instrumento de poder pessoal".

"É uma inversão intolerável de valores: quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria", afirmou Marinho em nota.

O senador também acusou Moraes de utilizar o Inquérito das Fake News como "escudo e instrumento de intimidação".

O deputado Sóstenes Cavalcante também manifestou apoio a Mendonça. "Eu apoio André Mendonça. Eu não apoio criminoso", escreveu. Para o parlamentar, há uma tentativa de acabar com uma "investigação séria e imparcial" sobre o Banco Master porque "tem muita gente poderosa envolvida".

O senador Eduardo Girão classificou a iniciativa de Moraes como o "grau máximo de falta de noção da realidade".

Já o senador Carlos Viana afirmou ter acionado Fachin sobre a conduta de Moraes contra Mendonça. Ele disse ter pedido a preservação de documentos, registros de acesso e comunicações para esclarecer se houve uma possível retaliação.

"Depois que vieram a público elementos do caso Master envolvendo Moraes, ele adotou uma iniciativa contra o ministro que conduziu essas providências", escreveu. Viana questionou se Moraes estaria usando as prerrogativas do cargo para reagir contra Mendonça. "Se houve uso do cargo para constranger ou retaliar um ministro pelo exercício de suas funções, é gravíssimo", afirmou

Governistas

Enquanto integrantes da oposição concentraram as manifestações no embate entre Moraes e Mendonça, publicações de governistas abordaram o caso Master sem mencionar o pedido de Moraes contra o ministro.

O deputado Rogério Correia compartilhou um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relacionou o banco ao governo de Jair Bolsonaro. José Guimarães também compartilhou a publicação de Correia.

"O banco Master é de 2019, autorizado a funcionar pelo governo Bolsonaro e a partir de 2020 foi que passou a explorar com crédito consignado, aposentados do INSS, permitido pelo governo de Jair Bolsonaro", escreveu Correia.

O deputado afirmou ainda que, no governo Lula, o banco foi liquidado, a corrupção denunciada e o banqueiro preso. Correia disse esperar estar na Câmara para comandar uma nova CPMI.

A deputada federal Gleisi Hoffmann também se manifestou sobre o caso Master, mas não citou a iniciativa de Moraes contra Mendonça. Ela repercutiu informações envolvendo Vorcaro e recursos destinados às campanhas de Bolsonaro e de Tarcísio em 2022.

"Quer dizer então que o dinheiro para as campanhas do Bolsonaro e do Tarcísio em 2022 eram propina? É isso que tá dizendo o próprio Vorcaro! É gravíssimo!", escreveu.

Gleisi afirmou ainda que o caso mostraria uma tentativa de interferência nas eleições presidenciais contra Lula e voltou suas críticas a Bolsonaro, ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado Filipe Barros.

Lula gravou nesta quinta-feira um vídeo sobre a crise que atingiu o Supremo após as revelações das mensagens entre Moraes e Vorcaro.
 

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