Política

Pesquisas Para Presidente

Flávio cresce 3,69 pontos porcentuais e amplia vantagem sobre Lula no Estado

Levantamento Correio do Estado/IPR foi em 22 cidades que representam 69% do total da população de Mato Grosso do Sul

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), cresceu 3,69 pontos porcentuais e ampliou ainda mais a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na corrida pela Presidência da República com o eleitorado de Mato Grosso do Sul na comparação das pesquisas de intenções de votos contratadas pelo Correio do Estado e realizadas pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) nos meses de março e abril deste ano.

Conforme o levantamento estimulado, quando são apresentadas aos entrevistados as opções com os nomes dos candidatos, realizado de 27 de abril a 1º de maio deste ano e registrado sob os números BR/01165-2026 e MS/06319-2026, Flávio Bolsonaro atingiu a marca de 43,49%, ou seja, 3,69 pontos porcentuais a mais do que o feito de 5 a 9 de março deste ano, quando somou 39,80%, enquanto Lula alcançou 32,02%, isto é, 6,51 pontos porcentuais a mais do que a pesquisa anterior, quando fez 25,51%.

Já bem atrás dos dois favoritos à Presidência da República aparecem o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 4,21%, que na anterior fez 5,74%, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 3,32%, que fez 2,55%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 1,02%, que fez 1,79%. Dos entrevistados, 6,25% disseram que vão votar em branco ou anular os votos e 9,69% não sabem ou não quiseram responder.

Com margem de erro de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%, a pesquisa Correio do Estado/IPR ouviu 784 pessoas com 16 anos ou mais de idade, distribuídas pelos municípios de Antônio João, Aquidauana, Bonito, Caarapó, Campo Grande, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dourados, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Naviraí, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, Sidrolândia, Sonora e Três Lagoas.

Essas 22 localidades representam 69% do total de 1,8 milhão de eleitores sul-mato-grossense, ou seja, 1,2 milhão de eleitores, e ao ser realizado nesses municípios do Estado, o levantamento cobre onde está a maior parte da capacidade eleitoral de Mato Grosso do Sul, isto é, oferece uma fotografia extremamente fiel do cenário real, já que os pequenos municípios têm baixo peso estatístico.

Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, a liderança também está com Flávio Bolsonaro, com 19,77%, seguido por Lula, com 16,45%, por Bolsonaro, com 0,77%, por Renan Santos (Missão), com 0,38%, Augusto Cury (Avante), com 0,38%, Romeu Zema, com 0,38%, Ciro Gomes (PSDB), com 0,13%, Ratinho Júnior (PSD), com 0,13%, e Ronaldo Caiado, com 0,13%. Dos entrevistados, 61,48% não sabem ou não quiseram responder.

Pesquisas para Presidente em MS

Comparativo entre levantamentos feitos em março e abril

Fonte: Correio do Estado/IPR

REJEIÇÃO

A pesquisa Correio do Estado/IPR também levantou a rejeição dos pré-candidatos à Presidência da República em Mato Grosso do Sul e Lula aparece na frente, com 48,72% dos entrevistados, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,10%, Aldo Rebelo, com 1,79%, Ronaldo Caiado, com 1,66%, e Romeu Zema, com 1,15%.

Dos entrevistados, 5,74% não rejeitam nenhum deles, 6,12% rejeitam todos eles e 1,66% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 3,06% não sabem ou não quiseram responder.

Segundo o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a pesquisa mostra um cenário definido no Estado. “Flávio lidera com cerca de 43%, enquanto Lula aparece com 32%, abrindo uma vantagem mais consistente. Na comparação com o levantamento anterior, ambos os candidatos apresentaram crescimento.

Flávio subiu de 39,80% para 43,49%, avanço de 3,69 pontos porcentuais, enquanto Lula teve um crescimento mais acentuado, passando de 25,71% para 32,02%, alta de 6,51 pontos porcentuais”, apontou.

No quesito rejeição, conforme Aruaque Barbosa, Lula manteve estabilidade em relação à pesquisa anterior, enquanto Flávio registrou aumento de cerca de 3 pontos porcentuais, passando de aproximadamente 27% para 30%.

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ELEIÇÕES 2026

Zema diz que se eleito à presidência do Brasil, vai "privatizar tudo"

O pré-candidato a presidente da República afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais

03/05/2026 19h00

Zema é pré candidato para Presidente da República

Zema é pré candidato para Presidente da República Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O pré-candidato a presidente da República e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que, se eleito, irá privatizar todas as empresas estatais que ainda estão sob o controle da União. Segundo ele, a medida irá ajudar a reduzir a taxa de juro no Brasil "de maneira mais rápida".

"Se eleito vou privatizar tudo. Isso vai provocar uma queda de juros muito rápida porque virá junto de uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária, revisão de benefícios sociais", afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.

Hoje, a União ainda mantém o controle de estatais em áreas como energia, bancos, logística, tecnologia e serviços, entre elas Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Correios, Serpro, Dataprev, Telebras, Casa da Moeda, Embrapa e empresas ligadas ao setor nuclear, como a ENBPar e a Eletronuclear. Zema não detalhou a quais delas se refere.

No argumento de Zema, as privatizações podem contribuir para a queda dos juros porque melhorariam a percepção de risco fiscal. O efeito, porém, não é automático nem necessariamente rápido: desestatizações costumam levar tempo por dependerem de modelagem e, muitas vezes, de aprovação do Congresso e de disputas judiciais.

Zema afirmou que a privatização viria acompanhada de reforma administrativa, reforma previdenciária e revisão de benefícios sociais, mas também não detalhou quais regras seriam alteradas, quais carreiras seriam atingidas, nem quais programas ou despesas entrariam na revisão.

Reforma previdenciária

Na entrevista Romeu Zema (Novo) afirmou que, se eleito irá trabalhar por uma reforma da previdência no Brasil de modo que o tempo de contribuição dos cidadãos aumente ao mesmo tempo que não sejam feitos reajustes reais nos salários do beneficiários.

Para o ex-governador de Minas Gerais, o formato atual do sistema ainda é "insustentável".

"Vamos precisar aumentar o tempo de contribuição, isso é fundamental. Mas não podemos dar ganhos reais, de forma alguma. Ganhos reais para quem está aposentado é algo que o Brasil não comporta", afirmou.

O aumento do tempo de contribuição é defendido por Zema como forma de reduzir a pressão sobre as contas públicas, já que faz com que os trabalhadores permaneçam mais tempo na ativa antes de se aposentar. Na prática, isso reduz o período em que o beneficiário recebe aposentadoria e amplia o tempo de arrecadação previdenciária, ajudando no equilíbrio financeiro do sistema.

Já a crítica aos reajustes reais (aumentos acima da inflação) está relacionada ao impacto permanente sobre os gastos públicos. Como aposentadorias e benefícios previdenciários representam uma das maiores despesas da União, qualquer ganho real incorporado aos pagamentos eleva as despesas obrigatórias de maneira contínua, pressionando o orçamento federal e dificultando o cumprimento das metas fiscais.

Pesquisa

Simone Tebet lidera corrida ao Senado em São Paulo

Ex-ministra aparece na liderança em todos os cenários testados, com variação entre 14% e 15% das intenções de voto

03/05/2026 16h30

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve disputar as eleições por São Paulo

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve disputar as eleições por São Paulo Valter Campanato/Agência Brasil

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Pesquisas Genial/Quaest realizada entre os dias 21 e 27 de abril traz a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), como líder na disputa por uma vaga ao Senado de São Paulo. 

Ela aparece na liderança em todos os cenários testados, com variação entre 14% e 15% das intenções de voto. Na segunda colocação, o ex-ministro Marcio França registra 12% e empata tecnicamente com Tebet dentro da margem de erro. Em um cenário sem França, a ex-ministra Marina Silva (Rede) também alcança 12%, mantendo a disputa pela segunda vaga em aberto. 

De acordo com a pesquisa Atlas/Estadão, divulgada no fim de março, a sul-mato-grossense também já figurava entre as preferências do eleitorado paulistano, à frente do deputado federal Guilherme Derrite (PP) e da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). 

Segundo o levantamento, numericamente, a vantagem hoje é de Simone Tebet, que abriu mão de concorrer em Mato Grosso do Sul. 

A escolha por São Paulo, além de servir para tentar reforçar a chapa de Fernando Haddad (PT) no Estado, também foi motivada pelo bom desempenho da ministra no maior colégio eleitoral do País na disputa eleitoral de 2022, quando concorreu à Presidência da República e ficou em terceiro.

Considerando o consolidado dos dois votos dos eleitores ao Senado, Simone teria 22,6% das intenções em São Paulo, contra 22% de Guilherme Derrite (PP). Ele é o único nome já confirmado da direita bolsonarista na corrida ao Senado e ganhou projeção ao ocupar a Secretaria de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Empatada tecnicamente com eles, considerando a margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, está Marina Silva, que soma 19,6%. 

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