Política

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Fora de ritmo

Fora de ritmo

ARCÂNGELA MOTA, TV PRESS

02/02/2010 - 23h02
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Viver a vida nunca foi tão entediante quanto na novela das oito de Manoel Carlos. Com uma trama arrastada e protagonistas pouco expressivos, o folhetim se destaca por um marasmo atípico no horário nobre da Globo. Entre as belas paisagens de Búzios e do Leblon, pouca coisa aconteceu nesses mais de quatro meses no ar. E, se a intenção do autor era criar uma trama que combinasse superação de dramas pessoais com situações do dia a dia, o que se vê é um cotidiano distante e pouco atrativo, que deixa sua marca nos insatisfatórios índices de audiência, com média de 32 pontos. Manoel Carlos é conhecido pelo tom realista que imprime às suas novelas. Longos diálogos cotidianos e cenas sem relevância para o andamento da trama são características recorrentes em suas obras. Só que, em “Viver a vida”, esses elementos parecem cobrir um buraco aberto pelo ritmo lento da história. A escassez de situações que prendam a atenção faz com que a novela seja sempre morna. E causa a impressão de que, após mais de 100 capítulos, ainda não começou a contar a história. A situação fica ainda pior quando se leva em consideração a falta de carisma de alguns personagens. No núcleo principal, por exemplo, é difícil torcer pelo insosso casal formado por Helena e Marcos, de Taís Araújo e José Mayer. Nem mesmo a chegada de Bruno e Dora, de Thiago Lacerda e Giovanna Antonelli, para abalar a relação dos dois foi capaz de despertar a simpatia pelos protagonistas. Já nos núcleos paralelos, algumas histórias pouco convincentes buscam entreter enquanto a trama central não engrena. É o caso das relações extraconjugais do casal Betina e Gustavo, de Letícia Spiller e Marcello Airoldi, que ganharam mais destaque recentemente. Mas levar a história deles a sério não é uma tarefa fácil. Betina, por exemplo, trai o marido com o bonitão Carlos, de Carlos Casagrande, mas quando chega ao motel fica apenas abraçada com o amante. De outro lado, o mulherengo Gustavo é constantemente assediado pela empregada Cida, de Thaíssa Carvalho, mas até hoje não cedeu às investidas da moça. Talvez por serem pouco verossímeis, situações como essas ganham um tom cômico e contrabalançam um pouco a intensa carga dramática da novela. A trama toca em vários assuntos delicados, como tetraplegia, traição e problemas familiares. E é na abordagem desses temas que o folhetim traz gratas surpresas, como as ótimas atuações de Mateus Solano e Adriana Birolli, além da sempre impecável Lília Cabral. Outro ponto positivo é a cuidadosa direção da novela, que esbanja belas locações, cenários e figurinos. Com cerca de três meses pela frente, a novela parece se preocupar mais com o rigor estético do que com tramas capazes de instigar e empolgar. Coisas que, ao longo de sua história na TV, Manoel Carlos sempre soube fazer.

Política

Estado de saúde pode fazer Bolsonaro ir para prisão domiciliar? Veja o que diz especialista

Ex-chefe do Executivo está internado no Hospital DF Star, em Brasília

18/03/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Agencia Brasil

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-chefe do Executivo. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista de 2022.

O ex-chefe do Executivo está internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde trata uma pneumonia bacteriana bilateral. Os advogados de Bolsonaro pedem que o ministro do STF Alexandre de Moraes reconsidere decisão anterior que rejeitou a prisão domiciliar para o ex-presidente.

A defesa alega que a internação de Bolsonaro ocorrida na última sexta-feira (13) é de "extrema gravidade". Em entrevista à Rádio Eldorado, Mauricio Dieter, professor de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da USP, disse que Bolsonaro parece preencher os requisitos para obter prisão domiciliar, mas ressaltou que isso depende de um laudo de perito nomeado pelo Poder Judiciário.

Segundo Dieter, uma eventual concessão do benefício pode vir acompanhada de restrições quanto ao recebimento de visitas em qualquer horário e no acesso a contatos telemáticos. "Quando alguém vai cumprir pena em domicílio por questão de saúde é sempre provisória. Se regredir deve voltar para o regime original. Ele vai ficar em sua casa até que a saúde seja restabelecida", explicou.

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Declaração

Durigan: Confaz aprovou acordo entre ANP e 21 Estados para compartilhar notas de combustíveis

Mensagem foi que o governo está comprometido em manter o abastecimento e mitigação máxima de preços

18/03/2026 14h45

secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan

secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan Foto: Divulgação

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O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quarta-feira, 18, que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 Estados para o compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis para melhorar a fiscalização de possíveis abusos de preços.

Segundo ele, os seis Estados que não aderiram foram São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Mato Grosso e Amazonas. Durigan afirmou, entretanto, que a adesão segue aberta.
A Fazenda convocou uma reunião extraordinária do Confaz para discutir medidas sobre o preço dos combustíveis.

Segundo Durigan, a mensagem foi que o governo está comprometido em manter o abastecimento e mitigação máxima de preços para a população.

“A gente convocou uma reunião extraordinária do Confaz para agora, que terminou recentemente. A gente teve a oportunidade de discutir com os secretários de Fazenda, dentro de uma boa relação que já existe...então a gente tem um diálogo facilitado, um diálogo fluido com os secretários de Fazenda”, afirmou o secretário-executivo.

Durigan reforçou que há diferença grande entre governo anterior e esse por acreditarem no federalismo. O governo disse a Estados que não há nenhuma intenção de fazer o que gestão anterior. Em 2022, a então gestão Jair Bolsonaro impôs um corte sobre o ICMS de combustíveis, compensação que teve que ser feita em 2023, já no governo Lula 3.

“A gente tem que preservar a nossa população dentro das regras, dentro das governanças das empresas públicas, o máximo possível para que a gente mitigue o impacto do aumento dos combustíveis, do aumento do preço do petróleo na população brasileira”, completou ele, dizendo ter pedido colaboração federativa dos Estados.

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