Política

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Gleice Jane, deputada que substituirá Amarildo Cruz assume daqui 15 dias

Parlamentar petista morreu dez dias atrás; entra no lugar dele a professora, sindicalista e feminista

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Gerson Claro, PP, anunciou nesta segunda-feira (27), que Gleice Jane, do PT, a primeira suplente do deputado estadual Amarildo Cruz, que morreu dez dias atrás depois de sofrer três paradas cardíacas em dois dias de internação, assume o mandado no dia 11, daqui duas semanas.


"Recebemos a futura deputada [nesta segunda], que deverá tomar posse dia 11 de abril e reiteramos nossos votos de um mandato de sucesso na nossa Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul", disse Claro, por meio meio de nota publicada no site do legislativo estadual.


Jane não assumiu o mandato ainda por enfrentar tratamento médico contra a síndrome de Guillain Barré, enfermidade que ataca o sistema imunológico da paciente.


A futura parlamentar disse que, mesmo se até o dia 11 não tiver se livrado da doença, assume assim mesmo, de maneira virtual.
“Minha recuperação é dia a dia. Talvez não fique aqui [na Assembleia Legislativa] diretamente, pelo processo de tratamento, mas vou participar das sessões online”, disse Jane, que é professora da rede estadual de ensino, na cidade de Dourados, onde mora.


Ainda nesta segunda-feira, Jane comentou sobre o colega Amarildo:


“O deputado Amarildo sempre tocou o mandato com as pautas do PT, como as lutas raciais, os direitos humanos e até mesmo a luta das mulheres. A gente luta por um Estado melhor e vamos incluir nossas bandeiras também. Durante a campanha ficou muito forte o processo da escuta das mulheres, principalmente, quanto à violência doméstica e segurança das crianças. A gente quer ter, ainda, um cuidado especial com a proteção ao meio ambiente”, afirmou a petista.


Ainda sobre sua atuação no legislativo, Jane disse que: “nos últimos anos a gente vem conquistando espaço, mas somos nós que pegamos um salário pequeno e temos que dar conta de tudo. Quando ocuparmos os espaços de decisão, como a política, tenho certeza que poderemos mudar a sociedade”.


Na reunião na Sala da Presidência, segundo o comuinicado emitido por Gerson Claro, a professora também foi recebida pelo deputado Pedro Kemp, também do PT, 2º secretário da Mesa Diretora e futuro companheiro de bancada. 


“A nossa expectativa como bancada estadual do PT é de que a professora Gleice Jane faça um mandato voltado para o fortalecimento das lutas das mulheres. Ela também vai ser importante na defesa da Educação e vai dar continuidade ao trabalho do Amarildo. Tem boa vontade em dar prosseguimento às pautas defendidas por ele e pelo nosso partido”, confirmou Kemp.


Enquanto Jane estreia na política, Amarildo cumpria o quarto mandato. Ele foi internado no dia 15 de março e morreu dois depois depois. Os rins colapsaram e e ele teve três paradas cardíacas. Ainda não ficou pronto ou não foi divulgado o atestado de óbito do petista.

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

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Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

Manipulação de imagem

Justiça Eleitoral multa deputado por usar vídeo de 2018 com Bolsonaro como se fosse atual

Luiz Ovando (PP) distorceu gravação antiga para simular apoio recente do ex-presidente e foi condenado a pagar R$ 5 mil pelo TRE-MS

21/09/2026 14h58

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral Reprodução

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O deputado federal Luiz Ovando (PP), candidato à reeleição, foi multado pela Justiça Eleitoral por tentar induzir o eleitor a erro, por meio de um vídeo de 2018, com o ex-presidente Jair Bolsonaro, veiculado como se fosse atual.

A condenação pela distorção foi proferida pelo relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, ao julgar procedente a representação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no estado. Com a decisão, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil.

Reedição e descontextualização temporal

A infração envolveu o impulsionamento pago de um vídeo gravado originalmente durante a campanha de 2018, no qual Jair Bolsonaro manifestava apoio político a Luiz Ovando. Para o pleito de 2026, a peça foi reeditada com a inserção do novo número de candidatura (1122), a sigla do seu atual partido (PP) e a legenda “ELEIÇÃO 2026”, sem apresentar nenhum aviso claro ou ostensivo sobre o ano original do registro.

De acordo com o TRE-MS, a alteração dos elementos visuais criou uma “grave descontextualização temporal”, levando o eleitor médio ao engano de supor que a declaração e o pedido de voto haviam sido renovados para a disputa eleitoral recente.

A decisão ressaltou ainda o descolamento da realidade provocado pela propaganda impulsionada. 
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar, estando sob proibição judicial expressa de utilizar redes sociais. 

Assim, a exibição do vídeo reformatado em 2026 gerava no eleitorado a falsa impressão de se tratar de uma manifestação recente e consentida, situação incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

Argumentos da defesa e posicionamento do Tribunal

Em sua defesa, o deputado alegou que o registro continha uma declaração autêntica de apoio, sem alteração de áudio ou uso de “deepfake”. 

Luiz Ovando argumentou que as modificações nos elementos visuais serviram apenas para cumprir a obrigação legal de identificar o anunciante e a legenda atual, substituindo dados desatualizados do antigo partido (PSL).

O tribunal, contudo, rejeitou a tese defensiva. O relator fixou o entendimento de que o dever de identificar a candidatura responsável não autoriza a manipulação de mídia histórica sem esclarecer sua origem temporal ao público. 

A distorção configurou infração ao artigo 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdos manipulados ou descontextualizados na propaganda eleitoral.

Ao aplicar a sanção prevista na Lei das Eleições, o relator ponderou que o investimento financeiro para impulsionar e distribuir conteúdo descontextualizado agrava o potencial lesivo ao pleito.

Contudo, considerando que o deputado não possuía reincidência e demonstrou postura colaborativa ao cumprir a ordem judicial de remoção do vídeo em menos de 24 horas, a multa foi estabelecida no patamar mínimo legal de R$ 5 mil.

Outro lado

O deputado federal, por sua vez, reclamou da decisão, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele desprezou a justificativa da Justiça Eleitoral classificou como “censura” a decisão de desembargador. 

“História não se apaga. Eu apoio Jair Bolsonaro desde 2018. Esse apoio não foi inventado agora e não nasceu por causa de uma eleição. O vídeo é verdadeiro, o apoio existiu e faz parte da minha história. Mandar retirar essa imagem não muda os fatos. Na minha avaliação, isso é censura”, afirmou Dr. Luiz Ovando.

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