Política

ELEIÇÕES 2010

Hoje é dia do tudo ou nada para candidatos

Hoje é dia do tudo ou nada para candidatos

adilson trindade

03/10/2010 - 00h12
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O governador André Puccinelli (PMDB) deve amanhecer hoje reeleito, segundo avaliação de todos os institutos de pesquisas eleitorais, enquanto três candidatos ao Senado, Dagoberto Nogueira (PDT), Murilo Zauith (DEM) e Waldemir Moka (PMDB), deverão acordar ou perder sono angustiados com a incerteza de quem vai ocupar a segunda vaga de senador. A primeira já está, teoricamente, assegurada para Delcídio do Amaral (PT), que deve conquistar o segundo mandato com folga, se for confirmada a tendência apontada nas pesquisas.
Do jeito que a disputa está acirradíssima, os três postulantes a senador terão de esperar a contagem final dos votos para comemorar a vitória ou chorar a derrota. Nada está definido. O que se vê é a angústia de cada um correndo atrás de votos até ontem para escapar da perseguição dos concorrentes. A chuva de ontem atrapalhou o plano de Dagoberto de caminhar nas ruas de Campo Grande. Como não choveu em Dourados, pela manhã, Murilo aproveitou para arrebanhar mais alguns votos.

Chance da oposição
Com a disputa apertada, a oposição tem chance de eleger dois senadores: Delcídio e Dagoberto e perder a disputa para o Governo do Estado. O cenário em Mato Grosso do Sul é semelhante ao de São Paulo, onde o PSDB deve eleger Geraldo Alckmin para governador e não conquistar nenhuma vaga no Senado. Hoje, o favorito para senador está o cantor Netinho (PCdoB) e Marta Suplicy (PT). Os dois são aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à candidata  Dilma Rousseff (PT)
Para tentar virar o jogo, o governador André Puccinelli convocou todos os militantes para “jogar tudo” nos últimos dias para garantir a vaga para Moka. Até ontem, havia movimentação da coligação do PMDB para salvar a sua eleição.
Esta convocação de André confirmou, mais uma vez, a preferência por Moka e deixou Murilo lutando sozinho com alguns fiéis aliados até o último dia na guerra pela segunda vaga de senador. Ele foi ignorado pelo governador durante grande parte da campanha eleitoral e mesmo assim surpreendeu na reta final, encostou em Dagoberto e Moka e chega hoje às urnas com real chance de conquistar uma vaga no Senado.

Chance governista
Outra surpresa poderá ser a grande votação de Murilo em Campo Grande. Isso se deve também ao empenho do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e do seu vice, Edil Albuquerque (PMDB), indicado a suplente do candidato. Ontem, ele comemorava a repercussão de seu crescimento nos últimos dias.
O que também ajudou Murilo é ter a região da Grande Dourados como sua maior base político-eleitoral. As últimas pesquisas mostraram, inclusive, sua vantagem sobre o senador Delcídio do Amaral.
Apesar de não contar com apoio explícito de André Puccinelli, Murilo está na disputa para garantir uma vaga para a chapa do governador, caso Moka seja derrotado.

Força de Dagoberto
Outro que chegou com força à reta final da campanha foi o deputado federal Dagoberto Nogueira. Ele comentou ter entrado na disputa sem nenhuma estrutura e dinheiro para campanha. Mas gastou muita sola de sapato nas caminhadas em quase todos os municípios de Mato Grosso do Sul ao lado do ex-governador José Orcírio dos Santos. “Enfrentei o poder da máquina e cheguei até aqui com chance de sair vencedor. E vou vencer e conquistar uma vaga de senador”, declarou.
Dagoberto estava, também, feliz com a grande adesão de eleitores nos últimos dias. Ele se dá por satisfeito de chegar hoje com a real perspectiva de ganhar uma vaga de senador. O desempenho dele surpreendeu até os governistas que esperavam um massacre de Moka. Nada disso aconteceu. Ele não conseguiu atropelar Dagoberto e corre o risco de ser superado por Murilo que chega hoje com muita força.
Quem amanhece tranquilo hoje é o senador Delcídio do Amaral. Em 2002, ele superou, também na reta final da campanha, o mito da política estadual, ex-governador Pedro Pedrossian, que era considerado imbatível e contava com a eleição garantida. Mas foi surpreendido nas urnas pelos votos de última hora conquistados por Delcídio. O petista, portanto, ganhou as eleições com muita dificuldade e chega hoje à urnas sem passar pelo mesmo sofrimento.

Amparo político

Prefeito de Porto Murtinho fecha apoio com Vander Loubet, sobrinho de rival histórico

Cintra está em seu quarto mandato à frente do município e carrega um histórico de duelos acirrados com Heitor Miranda, tio de Vander

24/08/2026 14h30

Cintra ao lado de Vander Loubet / Foto: Reprodução

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O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), anunciou oficialmente o apoio à pré-candidatura do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado para as Eleições 2026.

O movimento sela uma aliança entre o tucano com o sobrinho de seu maior rival histórico na política local, Heitor Miranda, irmão do deputado Zeca do PT.

A articulação faz parte de uma estratégia de Vander que já atraiu mais de 40 prefeitos bolsonaristas e de centro em Mato Grosso do Sul, consolidando a adesão de Vander em bases aliadas à direita no estado. A declaração foi firmada pelo prefeito neste fim de semana, após visita de Vander ao município.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Nelson Cintra justificou a decisão com base na identificação regional do parlamentar petista e na longa convivência entre os dois.

“Temos uma história de 49 anos juntos, Vander trabalhou no banco, é deputado e é filho dessa terra. Nós desejamos boa sorte e queremos você como nosso Senador”, declarou o prefeito tucano.

Cintra está em seu quarto mandato à frente do município e carrega um histórico de duelos acirrados com Heitor Miranda (irmão de Zeca do PT e tio de Vander), que governou a cidade entre 1989 e 1992.

O ápice do embate ocorreu na eleição municipal de 2008, quando Cintra venceu Heitor por uma margem de apenas 12 votos, feito que culminou uma batalha jurídica com dezenas de ações por compra de voto e uso da máquina pública.

No pleito seguinte, Cintra apoiou Rosângela Baptista, que venceu Heitor por 83 votos, mas acabou cassada pela Justiça Eleitoral, permitindo o retorno do rival petista ao cargo em 2013. Heitor Miranda seguiu à frente do município até 2016 e faleceu em 2022 em virtude de problemas cardíacos. 

A adesão tucana expõe a eficácia da tática de Vander Loubet para capturar o segundo voto ao Senado junto aos gestores municipais em 2026.

O petista avança sobre prefeitos da base do governador Eduardo Riedel (PP) e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL). 

A estratégia ganhou força após o recuo de Nelsinho Trad (PSD), que abriu mão da disputa para figurar como primeiro-suplente na chapa de Azambuja.

Além de Cintra, o prefeito de Ivinhema Juliano Ferro (PL), mesmo no partido de Azambuja e do ex-candidato Capitão Contar, anunciou voto casado em Azambuja e Vander Loubet.

Julio Buguelo (PSD), de Glória de Dourados e correligionário de Nelsinho Trad, declarou apoio à reeleição de Riedel e dividirá seus votos para o Senado entre Azambuja e Vander.

O petista também somou apoios expressivos em Jateí, por meio do vice-prefeito Tiquinho, e do vereador Marquinhos Trad em Campo Grande.

HORÁRIO ELEITORAL

Eduardo Riedel exalta gestão e Fábio Trad prega avanços em MS

Governador levará indicadores econômicos, sociais e fiscais à TV, enquanto petista priorizará saúde, educação e segurança pública

24/08/2026 07h45

Governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-deputado Fábio Trad (PT)

Governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-deputado Fábio Trad (PT) Foto: Montagem

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A disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul ganhará espaço no rádio e na televisão a partir desta sexta-feira, com o início do horário eleitoral gratuito. 

O Correio do Estado apurou que, de um lado, o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, pretende transformar os indicadores econômicos, sociais e fiscais em uma vitrine de sua administração. 

Do outro, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) apostará nas deficiências dos serviços públicos e na mensagem de que Mato Grosso do Sul “pode muito mais”.

As estratégias revelam caminhos distintos para a abertura do horário eleitoral, pois, enquanto Riedel buscará transformar a eleição em um julgamento positivo de sua gestão, Fábio tentará levar o debate à qualidade dos serviços públicos e à distribuição dos resultados econômicos entre a população.

TRÊS EIXOS

A estratégia de Riedel será dividida em três eixos. O primeiro, chamado de “progresso”, apresentará dados sobre crescimento econômico, atração de investimentos privados, qualificação profissional, expansão da indústria e competitividade tributária.

Entre os números que serão utilizados pela campanha está o crescimento de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul em 2025, pois, conforme o material preparado para a propaganda, o resultado colocou o Estado na terceira posição nacional e ficou acima do dobro da média brasileira.

No campo social, a campanha adotará o conceito “sem deixar ninguém para trás”. A intenção é de sustentar que o avanço econômico registrado no Estado chegou às famílias de menor renda e abriu oportunidades para diferentes camadas da população.

Riedel destacará que Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição nacional em mobilidade social, indicador relacionado às possibilidades de os filhos alcançarem condições de vida melhores que as dos pais.

A propaganda ainda deve mencionar a garantia de alimentação regular para mais de 67 mil famílias e os resultados alcançados na vacinação infantil, área na qual Mato Grosso do Sul recebeu avaliação máxima e passou a ser apresentado como referência nacional.

O terceiro eixo será dedicado à gestão administrativa. A campanha pretende ressaltar que o Estado conquistou nota A do Tesouro Nacional em qualidade fiscal pelo quarto ano consecutivo, sendo o único do País a manter essa avaliação durante todo o período.

Também serão explorados o Selo Diamante em Transparência Pública, concedido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), e a presença de Mato Grosso do Sul entre os 10 estados mais digitais do País.

ADVERSÁRIO

Na oposição, Fábio Trad pretende concentrar os primeiros programas nos problemas enfrentados pela população em áreas consideradas essenciais.

Saúde, educação, segurança pública, emprego e renda, infraestrutura e desenvolvimento dos municípios do interior estarão entre os principais assuntos da campanha petista.

A ideia central será discutir formas de melhorar a qualidade dos serviços públicos e ampliar as oportunidades para quem vive e trabalha em Mato Grosso do Sul.

Fábio tentará defender que o crescimento econômico do Estado precisa ser percebido de maneira mais concreta na vida da população.

Com a mensagem de que “Mato Grosso do Sul pode muito mais”, o candidato deve questionar se os indicadores apresentados pelo governo correspondem à realidade enfrentada diariamente pelos moradores nos postos de saúde, nas escolas, nas ruas e na busca por emprego.

Os primeiros programas também terão a missão de apresentar Fábio a uma parcela do eleitorado. A campanha contará sua trajetória pessoal, a carreira como advogado e a experiência adquirida nos mandatos na Câmara dos Deputados.

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