Política

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Jalapão, um oásis em pleno cerrado

Jalapão, um oásis em pleno cerrado

DA REDAÇÃO

04/02/2010 - 23h07
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O Jalapão é lugar de exageros. As distâncias são enormes. A riqueza das paisagens, o isolamento e a simpatia do povo que vive por lá também. É um lugar que atrai viajantes não só em busca de natureza, mas também atrás de um ponto inóspito, quase intocado. A região é mesmo imensa – são 34 mil km2, em seis municípios –, e é preciso tempo para explorá-la a fundo. Mas quem está de passagem por Palmas, capital do Tocantins, deve separar dois ou três dias e se aventurar. A partir de Palmas são duas horas e meia de carro em rodovia asfaltada: TO-050 até Porto Nacional e depois TO-255 até Ponte Alta, porta de entrada da região. Deserto é formado por sedimentos de arenito A cidade é pequena e simpática e pode servir de base para quem faz a viagem em mais dias, pois algumas atrações, como a Pedra Furada --uma enorme rocha de arenito esculpida pelo vento--, ficam perto dali. Mas, para quem tem o tempo curto, o melhor é partir para Mateiros, pois é no caminho até lá e nas proximidades da cidade, chamada de capital do Jalapão, que está o suprasumo do que o lugar tem para oferecer. São cachoeiras, como a da Velha, que tem águas revoltas no inverno, e a da Formiga, de água verde-esmeralda, e o Fervedouro, nascente de rio que parece uma panela com água em ebulição. Não poderiam ficar de fora as dunas alaranjadas, marca desse lugar que tem cara de deserto. Saindo de Ponte Alta, a estrada que era de asfalto vira de chão batido. Em poucos minutos a imensidão se apresenta e, a partir daí, sacolejando no banco do carro, é que se começa a ter uma ideia do que é o lugar – o trajeto também pode ser feito de caminhão, serviço oferecido pelas operadoras locais (a Korubo e a 4 Elementos). O cerrado, bem como a estrada, parece sem fim. Buritizais pipocam por todos os lados indicando veredas, seriemas cruzam a estrada, DA REDAÇÃO Entre Ponte Alta e Mateiros, há duas das principais atrações da região. A primeira é a Cachoeira da Velha, no Rio Novo, uma garganta em formato semicircular que forma um panelão d’água e que, no inverno, a época de chuvas, parece uma hidromassagem dentro de uma sauna, pois o vapor de água domina a cena. A queda não é alta, mas a cachoeira e o entorno são muito bonitos. A chegada se dá por cima, de onde se podem avistar o rio, a queda e um chapadão ao fundo. É uma visão impressionante. Cachoeira da Velha Porém entrar na água nesse período do ano é desaconselhável, pois ela fica muito agitada. Fora desses dias de chuva, há vários locais para se refrescar e nadar. Existem duas praias por perto, uma um pouco abaixo da cachoeira, que é ótima para banhos, e outra a cerca de 100 m rio acima, que é um bom lugar para quem vai com mais dias e curte a prática de camping selvagem – há espaço para algumas barracas embaixo de copas de árvores bem à beira do rio. Dali, em dias de águas calmas, é possível cruzar para a outra margem e chegar à outra queda da Cachoeira da Velha. O Rio Novo é o lugar de prática de rafting no Jalapão. Existem programas com até quatro dias de descida com pernoites nas margens (na Canoar; www.canoar. com.br). Duna A outra parada antes de Mateiros são as muito faladas dunas do Jalapão. Elas são um dos motivos de alguns chamarem a região de deserto. Pode soar estranho falar em dunas em pleno cerrado brasileiro, mas é isso mesmo. Formados por sedimentos originados da erosão natural das serras e chapadas bem próximas dali – que têm por volta de 300 milhões de anos –, os montes são algo inusitado e contribuem para reforçar o caráter exótico e único da região. E não se vêe imensas chapadas e serras muito parecidas se mostram ora distantes, ora próximas, confundindo a visão. Pequenos riachos e grandes nuvens de chuva passam pela janela, completando o cenário cinematográfico. Tudo isso sem cruzar com viva alma por muitos e muitos quilômetros. Para quem vai ao Jalapão por poucos dias, vale dizer que muito desse pouco tempo é gasto chacoalhando no carro, porém essa é parte preciosa da viagem, a paisagem se descortinando justifica cada segundo, com cenas se transformando a cada curva da estrada e a cada mudança de luz. É o resumo de uma viagem essencialmente visual.

STF

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Prisões foram determinadas após o fim do processo

13/03/2026 16h00

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete kids pretos que foram condenados pela trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

No grupo, há seis militares e um agente da Polícia Federal. Eles fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e foram denunciados por planejar ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.

As prisões foram determinadas após o fim do processo e da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelos réus. Nesta semana, o acórdão do julgamento foi publicado, e o ministro determinou a execução das penas.

Confira as penas dos réus:

  1. Hélio Ferreira Lima - tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  2. Rafael Martins de Oliveira - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  3. Rodrigo Bezerra de Azevedo - tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  4. Wladimir Matos Soares - policial federal: 21 anos de prisão;
  5. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros - tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  6. Bernardo Romão Correa Netto - coronel: 17 anos de prisão;
  7. Fabrício Moreira de Bastos - coronel: 16 anos de prisão.

Observação

Moraes autoriza Michelle como acompanhante de Bolsonaro e determina segurança 24h no hospital

Ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia

13/03/2026 13h30

Alexandre de Moraes / Divulgação

Alexandre de Moraes / Divulgação Divulgação

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira, 13, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba a visita de familiares e tenha acompanhamento de sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL) no hospital DF Star, onde está internado após apresentar "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Além disso, o magistrado também determinou que o Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar forneça segurança 24h para Bolsonaro no hospital.

O ministro cancelou todas as visitas previstas para o ex-presidente na cadeia, e especificou quais familiares estão autorizados a visitá-lo no hospital. Segundo a decisão, podem entrar na unidade médica:

"A esposa do custodiado, Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, como acompanhante do internado";

"Os filhos Flávio Nantes Bolsonaro, Carlos Nantes Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, a filha Laura Firmo Bolsonaro e enteada Letícia Marianna Firmo da Silva".

Nas redes sociais, Michelle manifestou apoio ao marido. Em uma publicação em seu perfil no Instagram nesta sexta, ela pede orações para Bolsonaro. "Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem", escreveu.

Medidas de segurança no hospital

Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 8h desta sexta, ele precisou ser atendido na prisão e deslocado até o hospital após queixar-se de falta de ar. Ele chegou ao hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Na decisão, Moraes também determina que o batalhão do presídio "providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo, no mínimo 2 policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital".

Ainda nas medidas de segurança da internação de Bolsonaro, Moraes proibiu a entrada no quarto hospitalar e na UTI de "computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, salvo obviamente os equipamentos médicos, devendo a Polícia assegurar o cumprimento da restrição", escreveu.

Quadro médico de Bolsonaro

O hospital DF Star informou em boletim médico que o ex-presidente deu entrada e foi internado na manhã desta sexta-feira, 13, com "quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios". Segundo os médicos, os exames confirmaram "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Segundo o boletim, Bolsonaro "no momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo". A nota foi assinada pelo cardiologista do ex-presidente, Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Após a internação, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o hospital e afirmou que o ex-presidente estava "consciente e lúcido, mas com voz fraca e abatida. Segundo Flávio, "nunca houve tanto líquido no pulmão dele. Líquido que veio da broncoaspiração, do seu estômago", disse aos jornalistas na saída do hospital.

Segundo Flávio, a água dos pulmões de Bolsonaro é oriunda do estômago, por causa dos soluços frequentes que o ex-presidente apresenta. "Isso pode se alastrar para uma grande infecção", disse o senador.

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