Política

Força-tarefa

Após temporal, Campo Grande vai ao Planalto em busca de ajuda federal

Reunião articulada por Vander Loubet será realizada na terça-feira (15) e deve reunir Prefeitura, Estado e Câmara para apresentar os prejuízos e buscar recursos para a recuperação da Capital.

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Os estragos deixados pelo forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10) serão levados ao Palácio do Planalto na próxima semana. O deputado federal e pré-candidato ao Senado Vander Loubet (PT-MS) articulou uma reunião com o Governo Federal para apresentar a dimensão dos prejuízos e buscar apoio da União para a recuperação da Capital.

A agenda está marcada para a próxima terça-feira (15), às 10h, em Brasília, com o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães.

Vander convidou a prefeita Adriane Lopes, que já confirmou presença, o governador Eduardo Riedel e um representante da Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é reunir diferentes esferas do poder público em torno das medidas necessárias para enfrentar os prejuízos deixados pela tempestade.

A reunião foi marcada para terça-feira justamente para que as equipes responsáveis tenham tempo de concluir o levantamento dos danos e dimensionar o tamanho da conta deixada pelo temporal.

Esses dados deverão subsidiar tanto os pedidos de apoio que serão apresentados ao Governo Federal quanto a análise de um eventual decreto de calamidade pública, a depender da extensão dos prejuízos identificados pelo Município.

“Agora é hora de unir forças e buscar respostas rápidas para Campo Grande”, afirmou Vander.

Deputado federal Vander Loubet articulou reunião no Palácio do Planalto para discutir apoio federal a Campo Grande após temporal. Foto: Arquivo.

Temporal deixou rastro de destruição

A mobilização por recursos federais ocorre após uma tempestade que, em poucos minutos, mudou o cenário de diferentes regiões de Campo Grande.

O temporal começou por volta das 17h30 de quinta-feira e teve seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos.

Apesar da curta duração, a combinação de chuva forte, ventania e grande quantidade de raios foi suficiente para derrubar árvores, atingir a rede de energia, danificar imóveis e estruturas e bloquear vias.

As rajadas de vento chegaram a quase 84 quilômetros por hora. Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, em apenas 36 minutos foram contabilizados 3.095 raios sobre Campo Grande, número que ajuda a dimensionar a força da tempestade.

A intensidade da ventania ficou registrada em vídeos feitos por moradores. Durante os momentos mais fortes, a chuva era praticamente carregada horizontalmente pelo vento e a visibilidade caiu consideravelmente em algumas ruas.

Pouco depois do início da tempestade, começaram a surgir os primeiros registros de árvores e galhos espalhados pelas vias.

Árvores de grande porte foram arrancadas ou tiveram partes da estrutura quebradas, algumas delas ficando atravessadas sobre ruas e impedindo a passagem de veículos.

A queda de árvores também atingiu a infraestrutura elétrica. Postes, cabos e outros componentes da rede foram danificados, provocando interrupções no fornecimento de energia em diferentes pontos da Capital.

Os estragos atingiram também imóveis particulares. Em uma das ocorrências registradas após a tempestade, um muro não resistiu à força do vento e desabou sobre um Volkswagen Fox que estava estacionado na esquina das ruas Antônio Corrêa e Fernando Corrêa.

Telhados e estruturas mais leves também foram atingidos pela ventania, enquanto ruas ficaram tomadas por galhos, folhas e outros materiais carregados pelo vento.

Esplanada Ferroviária também foi atingida

Na região central, a força da tempestade deixou marcas na Esplanada Ferroviária, uma das áreas históricas de Campo Grande.

Imagens feitas logo depois do temporal mostraram uma estrutura metálica retorcida e derrubada pela força do vento, com partes espalhadas pela área. A chuva ainda caía quando os danos foram registrados.

Cobertura da Esplanada Ferroviária foi arrancada pela força do temporal e ficou espalhada pela Avenida Calógeras, em Campo Grande. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

Árvores também caíram na região e houve ocorrências envolvendo a rede elétrica, ampliando o risco para quem circulava pelo local após a tempestade.

O cenário encontrado na Esplanada se repetiu, em diferentes proporções, por vários pontos da cidade: árvores no chão, vias parcialmente bloqueadas, estruturas danificadas e equipes mobilizadas para liberar ruas e reduzir os riscos à população.

A tempestade também expôs problemas em equipamentos públicos. Na UPA Universitário, pacientes registraram momentos de apreensão durante a chuva após parte da estrutura do teto apresentar problemas em meio ao temporal. As imagens mostraram água entrando na unidade e usuários assustados com a situação.

Os danos espalhados pela Capital fizeram com que os trabalhos avançassem pela noite de quinta-feira e continuassem nesta sexta-feira (11), principalmente para retirada de árvores, liberação de vias e recuperação da rede elétrica.

Quase 24 horas sem energia

Para parte dos moradores, os efeitos do temporal continuaram mesmo depois de o céu abrir. Nesta sexta-feira, famílias de diferentes regiões de Campo Grande ainda relatavam falta de energia, em alguns casos se aproximando de 24 horas desde a passagem da tempestade.

Entre os bairros e regiões com relatos de consumidores ainda afetados estavam Vila Olinda, Jardim São Bento, Itanhangá Park, Jardim Monte Líbano, Residencial Maria Aparecida Pedrossian, Vila Carlota, Oliveira e União.

Logo após o temporal também houve registros de interrupção em regiões como Amambaí, Piratininga, Guanandi, Centro, Vila Margarida, Jardim Veraneio, Vivendas do Bosque e José Abrão.

A demora no restabelecimento provocou uma série de transtornos dentro das residências. Sem eletricidade, moradores passaram a improvisar para carregar celulares, conservar alimentos e manter atividades básicas da rotina.

Em alguns imóveis, a falta de energia também afetou o funcionamento de bombas utilizadas no abastecimento de água.

A Energisa informou que, até as 5h30 desta sexta-feira, havia restabelecido o fornecimento para 77% dos clientes atingidos pelo temporal. Diante do volume de ocorrências, equipes foram reforçadas e profissionais de outros estados mobilizados para auxiliar nos reparos.

O trabalho envolve situações que exigem intervenções mais complexas, principalmente nos locais onde árvores atingiram diretamente postes, transformadores e cabos da rede.

Por isso, mesmo 24 horas após a tempestade, os reflexos ainda eram sentidos por moradores de diferentes regiões da Capital.

Conta dos prejuízos ainda está sendo calculada

É justamente esse conjunto de danos que deverá compor o levantamento a ser apresentado em Brasília. Até terça-feira, Prefeitura e demais órgãos envolvidos deverão avançar na contabilização dos prejuízos causados à infraestrutura pública e identificar as áreas que precisarão de intervenções para recuperação.

Além dos danos visíveis em árvores, ruas, imóveis e rede elétrica, o levantamento poderá apontar custos relacionados à limpeza da cidade, recuperação de equipamentos públicos, retirada de estruturas comprometidas e demais serviços emergenciais realizados depois da tempestade.

Com os números em mãos, a comitiva pretende apresentar ao Governo Federal as necessidades consideradas mais urgentes e discutir de que maneira a União poderá participar da recuperação de Campo Grande.

Os dados também deverão pesar na análise sobre a necessidade de um eventual decreto de calamidade pública, medida que depende da avaliação da extensão dos danos e da capacidade do poder público local de responder aos prejuízos.

“Campo Grande vive um momento difícil e precisa de união. Nosso papel é abrir os caminhos em Brasília, levar a dimensão dos prejuízos ao Governo Federal e trabalhar para que o apoio chegue o mais rápido possível às pessoas. É hora de cuidar da nossa cidade”, concluiu Vander.

A reunião no Planalto, portanto, acontecerá quatro dias depois de uma tempestade que durou poucos minutos em sua fase mais intensa, mas deixou consequências que ainda eram enfrentadas pelos campo-grandenses nesta sexta-feira. O tamanho financeiro desses estragos é justamente o próximo número que a Capital terá de descobrir.

Disputa

Tereza Cristina e Rogério Marinho travam duelo pelos votos do Centrão no Senado

Movimentação de senadora segue na contramão das orientações do seu próprio partido, que definiu apoio à reeleição de Davi Alcolumbre

03/11/2026 15h30

Senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina disputam predileção do centrão de olho na presidência

Senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina disputam predileção do centrão de olho na presidência Fotos: Divulgação / Senado

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) mantém sua candidatura à presidência do Senado e busca ampliar o apoio entre integrantes do centrão e dissidentes do PL que resistem ao nome de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Conforme o jornal O Globo, apesar da tentativa de unificação da oposição para enfrentar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), a ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro pretende seguir na disputa e aposta em seu trânsito entre diferentes partidos para conquistar votos.

Marinho, por sua vez, reafirmou que há um entendimento entre os dois para evitar um confronto direto. "Eu e Tereza temos um acordo entre nós: não seremos candidatos um contra o outro", afirmou Marinho.

Tereza confirmou as conversas com o senador, mas ressaltou que nenhum dos dois desistiu da disputa. A ex-ministra também destacou a possibilidade de se tornar a primeira mulher a comandar o Senado.

"Eu e o Rogério Marinho conversamos muito sobre esse assunto, até porque nós somos do mesmo campo. Mas a minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado. E vocês deviam me apoiar", disse Tereza. 

As declarações ocorrem às vésperas do lançamento oficial da candidatura de Marinho pelo PL, marcado para esta quarta-feira (4).

Imbróglio

A movimentação de Tereza Cristina segue na contramão das orientações do seu próprio partido, uma vez que a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre (União-AP) na semana passada.

Em nota assinada pelos presidentes das duas siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, a federação afirmou que a continuidade do senador no comando da Casa contribui para a “estabilidade institucional e o equilíbrio político”.

A decisão, porém, já enfrenta dissidências. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), por exemplo, anunciou que não votará em Alcolumbre, contrariando a orientação partidária. A adesão formal da federação também não impede Tereza, que é filiada ao PP, de manter sua candidatura e buscar apoios individuais entre os senadores, já que a eleição será realizada por voto secreto.

A candidatura de Tereza encontra simpatia em uma ala do PL próxima ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.

Conforme apurou O Globo, nos bastidores, integrantes desse grupo avaliam que Marinho enfrenta resistências entre partidos de centro e que a insistência em seu nome pode levar a oposição a uma derrota.

Para esses interlocutores, Tereza teria maior capacidade de reunir parlamentares que não desejam a recondução de Alcolumbre, mas também não estão dispostos a apoiar o líder da oposição.

A avaliação desse grupo é que o PL deveria abrir mão de uma candidatura própria caso queira ampliar suas chances de conquistar a presidência do Senado.

Integrantes da legenda argumentam que Marinho não pode ser considerado o único nome da direita e defendem uma composição em torno da ex-ministra.

Marinho, por sua vez, conta com o apoio do senador em final de mandato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, e de Carlos Bolsonaro (PL-SC), eleito senador por Santa Catarina. O PL terá 29 senadores a partir de fevereiro e pretende aproveitar o crescimento da bancada para ampliar sua influência sobre o funcionamento da Casa.

A ex-ministra pretende acompanhar nesta semana a evolução do placar e avaliar a possibilidade de atrair novos apoios antes da eleição, marcada para 1º de fevereiro.

Aliados da senadora também contestam as contas apresentadas pelo grupo de Alcolumbre. A avaliação de sua base é de que o atual presidente do Senado teria entre sete e oito votos a menos do que os 48 que seus interlocutores afirmam reunir. Nos cálculos da oposição, há parlamentares contabilizados simultaneamente nas projeções de diferentes candidaturas, o que amplia a incerteza sobre o resultado.

Votos do Centrão

Na última semana, a bancada do PL e senadores da oposição rejeitaram uma tentativa de acordo para apoiar a reeleição de Alcolumbre. De acordo com a apuração do jornal O Globo, a articulação envolvia a possibilidade de uma negociação entre Congresso, governo e Judiciário para atenuar a situação judicial de Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma trama golpista.

A proposta encontrou resistência entre parlamentares da direita, que questionaram a capacidade de Alcolumbre de garantir o cumprimento de um eventual entendimento. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) rejeitaram a possibilidade de vincular a eleição da Mesa à situação do ex-presidente.

Com os 29 senadores do PL e os três eleitos pelo Novo, a oposição calcula uma base potencial de 32 parlamentares contrários à reeleição de Alcolumbre. O número, porém, não representa necessariamente apoio fechado a Marinho, diante das divergências sobre quem deve encabeçar a candidatura.

Alcolumbre conta com o apoio de direções partidárias do Centrão e de legendas da base governista, mas enfrenta resistências em parte dessas bancadas. A federação União-PP, por exemplo, terá 11 senadores e reúne parlamentares que não pretendem acompanhar a orientação favorável à recondução do atual presidente.

Também estão em disputa os votos de Republicanos, Podemos e PSDB, que somarão 16 parlamentares na próxima legislatura.

 

COMBATE AO CRIME

Senadores de MS apoiam PEC da Segurança e discutem redução da maioridade penal

Tereza Cristina quer votar destaque nesta terça-feira, enquanto Soraya defende integração das forças de segurança e Nelsinho apoia redução para 16 anos em crimes hediondos

03/11/2026 14h39

Os senadores sul-mato-grossenses Soraya Thronicke (PSB), Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) já declararam voto favorável à PEC da Segurança Pública

Os senadores sul-mato-grossenses Soraya Thronicke (PSB), Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) já declararam voto favorável à PEC da Segurança Pública Montagem

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Os três senadores de Mato Grosso do Sul — Tereza Cristina (PP), Soraya Thronicke (PSB) e Nelsinho Trad (PSD) — declararam apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, prevista para votação nesta terça-feira (3) no Senado. As manifestações destacam a necessidade de integrar as forças de segurança e fortalecer o enfrentamento ao crime organizado, enquanto a redução da maioridade penal aparece entre os pontos em discussão.

A PEC 18/2025 prevê a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e amplia a cooperação entre União, estados e municípios. A pauta também envolve emendas que propõem mudanças na idade de responsabilização penal. A votação foi marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Senado Notícias

Favorável à proposta, Tereza Cristina destacou o trabalho realizado pela Câmara dos Deputados e a oportunidade de revisão do texto no Senado. Para a parlamentar, a aprovação da PEC é necessária, mas a análise do destaque sobre a redução da maioridade penal é o principal ponto pendente.

“Eu sou a favor que o destaque seja votado também hoje, pois, caso fique para ser votado em separado, pode acabar não sendo votado”, alertou.

Nelsinho Trad também se posicionou a favor da PEC e afirmou considerar legítima a redução da maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos. O senador, porém, defendeu uma avaliação dos possíveis efeitos da medida sobre o sistema prisional.

“Não defendo uma redução generalizada ou abrupta. É preciso considerar também os impactos sobre o sistema prisional, que já enfrenta problemas de superlotação”, ponderou.

Para Soraya Thronicke, a PEC representa um avanço no combate às organizações criminosas e no fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção da sociedade. A senadora defendeu maior cooperação entre as forças de segurança, compartilhamento de informações e ações coordenadas entre as três esferas de governo.

“Não podemos permitir que organizações criminosas, cada vez mais estruturadas, continuem se beneficiando das fragilidades do Estado”, afirmou.

Na avaliação da parlamentar, a proposta contribui para modernizar a segurança pública e tornar mais eficiente a resposta à criminalidade. Soraya também defendeu que o tema seja tratado acima das disputas políticas.

“Segurança pública deve estar acima de divergências partidárias. Nosso compromisso é com o fortalecimento das instituições, o combate firme ao crime organizado e, sobretudo, a proteção da vida dos brasileiros”, declarou.

A condição de Mato Grosso do Sul como estado fronteiriço foi destacada por Nelsinho. O senador afirmou que União e estados precisam atuar de maneira articulada para enfrentar organizações que operam em rede e atravessam fronteiras. "Mato Grosso do Sul conhece bem essa realidade, por fazer fronteira com Paraguai e Bolívia”, ressaltou.

Além da PEC, Nelsinho defendeu o avanço da legislação de inteligência. Relator do Projeto de Lei 6.423/2025, o parlamentar afirmou que a atualização das normas deve melhorar as condições de trabalho dos profissionais e ampliar a capacidade de identificar organizações criminosas e antecipar suas ações.

“Precisamos modernizar esse marco legal, dar melhores condições de trabalho aos profissionais de inteligência e fortalecer a capacidade do Estado de identificar organizações criminosas e antecipar suas ações”, pontuou.

O senador relatou que o assunto esteve entre os temas discutidos recentemente no Chile, durante missão em que representou o Senado em um encontro com participação de 28 países das Américas. Conforme Nelsinho, o recrutamento de jovens pelo crime organizado também chamou a atenção nos debates.

“Isso mostra que o enfrentamento à criminalidade não se limita à repressão: passa ainda pela prevenção e pela criação de oportunidades”, afirmou.

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