Política

DECISÃO

TJ-SP nega recurso e manda Delcídio pagar R$ 10 mil a Lula; dinheiro de pinga, reage ex-senador

Político sul-mato-grossense foi denunciado por 'ofender' o presidente'; embora o deboche no valor indenização, ele disse que vai apelar novamente

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O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) rejeitou nesta segunda-feira (2) a apelação do ex-senador Delcídio do Amaral e sustentou a decisão que havia condenado o sul-mato-grossense a pagar R$ 10 mil de indenização ao presidente Lula (PT), por danos morais. Delcídio tinha apelado contra a reparação, mas avisou que vai recorrer de novo. 

“É dinheiro de pinga, mas eu vou recorrer de qualquer maneira por uma questão de coerência nesse processo, onde já ganhei em todas as instâncias. O Brasil é o país da piada pronta”, assim reagiu o ex-senador ao ficar sabendo da decisão. 

Na origem deste processo, Delcídio do Amaral afirmou que o presidente havia tentado silenciar o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Ceveró como meio de atrapalhar ele a concordar com a colaboração premiada na Operação Lava Jato. Lula foi inocentado da acusação de Delcídio, em 2018, sob a chancela do Ministério Público Federal. 

No recurso que havia movido e que o TJ-SP discordou, o ex-senador afirmou que, embora a absolvição de Lula, “nenhum magistrado tinha concluído pela falsidade de suas declarações. 

Relator do recurso de Delcídio, o desembargador José Rubens Queiroz Gomes disse, em trecho de sua interpretação que “o que se tem é a violação da honra do autor (Lula, no caso) a partir de ato ilícito perpetrado pelo réu (Delcídio). 

Desembargador paulista afirmou ainda, que: 

“Ao contrário do que sustenta Delcídio, na ação penal mencionada o magistrado [primeiro grau] reconheceu que não houve a prática de crime de obstrução de justiça por parte de Lula, que foi absolvido ante o deficiente conjunto probatório e a falta de credibilidade do testemunho do ex-senador".   

No início do processo entre os rivais Lula e Delcídio, o presidente quis R$ 1,5 milhão de indenização. No entanto, pela decisão do TJ-SP, o ex-senador que era do PT e hoje preside o diretório do PTB, em Mato Grosso do Sul, terá de desembolsar R$ 10 mil – resta ainda a atualização do valor.

Como o ex-senador avisou que vai recorrer outra vez, ela só perde se a corte que cuidar do caso mantiver a decisão do TJ paulista. 

Delcídio sustentou que Lula, ao processá-lo, tentava intimidá-lo. "A intenção é clara: constranger e intimidar a todos que se opõe ao seu projeto de poder." 

 

 

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

eleições 2026

Eduardo Bolsonaro endossa crítica a Michelle e reacende tensão na família durante campanha

Ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida

24/08/2026 15h00

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle

Eduardo Bolsonaro endossou crítica a Michelle Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Um movimento de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais voltou a expor divergências dentro da família do ex-presidente Jair Bolsonaro em meio à tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de fortalecer sua campanha presidencial e reconstruir a aproximação política com Michelle Bolsonaro. Neste domingo, o ex-deputado comentou e posteriormente compartilhou um vídeo do influenciador Allan dos Santos no qual a candidatura da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal é colocada em dúvida.

Ao publicar o conteúdo, Eduardo resumiu sua avaliação em uma frase: "Triste, mas verdadeiro…". No vídeo, Allan afirma preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) à de Michelle. O influenciador também questiona qual será a orientação política da ex-primeira-dama caso ela conquiste uma das duas cadeiras destinadas ao Distrito Federal no Senado.

"Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita", afirmou Allan.

Michelle, que aparece bem posicionada nas pesquisas para o Senado, disputa espaço justamente com nomes ligados ao mesmo campo da direita.

O episódio ocorre em um momento delicado para Flávio. Nas últimas semanas, o senador e Michelle protagonizaram movimentos de reaproximação após divergências que chegaram a colocar em dúvida o grau de participação da ex-primeira-dama na campanha presidencial. A tentativa agora é ampliar sua presença ao lado do candidato e explorar sua força especialmente entre o eleitorado feminino e os evangélicos.

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