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Líder do PT pede que PRF interrompa caminhada de Nikolas Ferreira pela BR-040

Lindbergh solicita a instauração de um procedimento administrativo próprio para a apuração da ausência de comunicação prévia, das situações de risco e das ocorrências registradas

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), encaminhou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) um ofício com pedido de providências contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por não ter feito comunicação prévia à corporação sobre a realização da caminhada na BR-040, iniciada em 19 de janeiro.

No documento divulgado nesta quinta-feira, 22, Lindbergh solicita a instauração de um procedimento administrativo próprio para a apuração da ausência de comunicação prévia, das situações de risco e das ocorrências registradas. Além disso, ele requer a adoção de medidas administrativas da PRF para "impedir a continuidade do deslocamento de pedestres em trechos da rodovia federal".

Lindbergh diz que houve "violação ao dever de comunicação prévia", "criação consciente de risco não permitido", "violações às normas de trânsito e à segurança viária", "uso irregular da faixa de domínio da rodovia federal" e "violações às normas de aviação civil".

O petista afirma que há registros de participantes que "invadiram a pista de rolamento, ainda que parcialmente, interferindo diretamente no fluxo viário". Ele argumenta ainda que registros audiovisuais indicam a presença de aeronaves que acompanham o ato, com "indícios de pousos realizados nas bordas da rodovia ou em áreas imediatamente adjacentes à pista, em contexto associado à caminhada".

O deputado prossegue: "A presença de aeronaves em ambiente rodoviário, com concentração de pedestres e veículos em movimento, cria risco combinado terrestre e aéreo, com potencial lesivo ampliado, atingindo participantes do ato, mas também usuários da rodovia, agentes públicos e moradores das áreas lindeiras".

Na visão do parlamentar, "a inexistência de comunicação prévia revela omissão estrutural, que inviabilizou qualquer ação preventiva coordenada e transferiu integralmente o risco do evento para terceiros, participantes, usuários da rodovia e agentes públicos que não consentiram em se expor a tal situação"

Mais cedo, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que acompanha a caminhada de Nikolas, "ainda que não tenha havido comunicação prévia do deslocamento junto à autoridade de trânsito". A corporação também diz que monitora os riscos da manifestação.

"Em razão das características da via (pista simples e acostamento curto em diversos pontos) e por se tratar da principal rodovia de ligação entre o Distrito Federal e Minas Gerais, a PRF alerta para os riscos à segurança devido à presença de pedestres na pista", disse a instituição, em nota.

Em resposta, a assessoria de Nikolas disse que a decisão de iniciar a caminhada foi tomada no mesmo dia em que o deputado estava em Paracatu para a entrega de uma emenda parlamentar, "o que explica a decisão e a execução terem ocorrido no mesmo dia"

A assessoria também disse que, no próprio dia do início da caminhada, encaminhou ofícios à PRF e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o comunicado oficial do percurso pela BR-040.

Procurada pela reportagem, a ANTT informou que recebeu um e-mail do gabinete de Nikolas, na noite de 19 de janeiro, "avisando sobre a realização da caminhada". O órgão também disse que "não compete à atuação da Agência autorizar, desautorizar e/ou tomar providências em relação à ação em questão".

A caminhada convocada por Nikolas chegou ao quarto dia com mais de 120 quilômetros percorridos na rodovia BR-040, segundo informações divulgadas pela assessoria do parlamentar na tarde desta quinta. O trajeto total é de 240 quilômetros, do município de Paracatu (MG) ao Distrito Federal.

Em nota, a assessoria disse que Nikolas realizará um ato com o lema "Acorda Brasil", na Praça do Cruzeiro, em Brasília (DF), no domingo, 25, ao meio-dia. O objetivo da mobilização é protestar contra o que o deputado chama de arbitrariedades recentes no País, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a situação jurídica dos presos relacionados aos acontecimentos de 8 de janeiro.

Condenado a 27 anos e três meses de reclusão no âmbito do inquérito sobre a trama golpista, Bolsonaro está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. A unidade é conhecida como "Papudinha".

"Caminhada pela Liberdade"

Vereadores convocam caminhada na Capital em apoio à manifestação de Brasília

Caminhada sai da Praça do Rádio e vai até o MPF na avenida Afonso Pena, no próximo domingo (25), às 9h

22/01/2026 11h30

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025 MARCELO VICTOR

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"Caminhada por Justiça e Liberdade - Acorda Brasil" ocorrerá às 9h deste domingo (25), da Praça do Rádio até o Ministério Público Federal (MPF), na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O percurso terá três quilômetros.

O ato, de caráter político e simbólico, foi convocado pelos vereadores André Salineiro (PL) e Rafael Tavares (PL).

A manifestação ocorre simultaneamente a “Caminhada pela Liberdade”, em Brasília (DF), que também está marcada para domingo (25).

Os manifestantes tomarão as ruas para reivindicar por anistia aos presos do 8 de janeiro e contra providências tomadas pelo Poder Judiciário.

Salineiro (PL) reforça que a caminhada será pacífica.

“Manifestar-se é um direito fundamental em qualquer democracia. Não podemos aceitar que cidadãos sejam tratados como criminosos por exercerem um direito garantido pela Constituição. A anistia é uma medida de justiça, equilíbrio e respeito ao Estado de Direito”, disse o vereador.

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025

EM BRASÍLIA

“Caminhada pela Liberdade” percorrerá 200 quilômetros de Paracatu (MG) a Brasília (DF), entre 19 e 25 de janeiro, em um trajeto feito de carro e a pé. O ponto de encontro na Capital Federal será na Praça do Cruzeiro, às 12h.

A mobilização é de autoria e foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os deputados Marcos Pollon (PL-MS) e João Henrique Catan (PL-MS) marcaram presença e já estão a caminho do evento.

Nesta quinta-feira (22), Pollon está em Cristalina (GO), a 131 quilômetros de Brasília. Já Catan está a 110 quilômetros de Brasília, entre Cristalina (GO) e São Bartolomeu (GO).

Uma das reivindicações principais da mobilização é a prisão do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL): em agosto de 2025, o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar. Em novembro de 2025, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Já em janeiro de 2026, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

De acordo com os parlamentares bolsonaristas, a manifestação é pacífica e não pretende gerar desordem.

ELEIÇÕES 2026

Sem Simone ao Senado por MS, chapa de Fábio e Vander pode perder a força

Trad é pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo PT, enquanto Loubet concorrerá ao Senado pela sigla

22/01/2026 08h20

O deputado federal Vander Loubet e o ex-deputado federal Fábio Trad são os pré-candidatos do PT

O deputado federal Vander Loubet e o ex-deputado federal Fábio Trad são os pré-candidatos do PT Arquivo

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Com a provável mudança de domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo por parte da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), para concorrer como senadora ou governadora nas eleições gerais deste ano, a chapa do PT formada pelo ex-deputado federal Fábio Trad e pelo deputado federal Vander Loubet para disputar as cadeiras de governador e senador no Estado, respectivamente, deve ficar enfraquecida.

A análise é do cientista político Tercio Albuquerque, explicando que a ministra aparecia bem colocada nas pesquisas.

Ou seja, de acordo com ele, a presença de Simone na chapa dava uma consistência que a dupla não tem, pois ela tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ministério importante.

“Sem dúvida nenhuma que atrapalha bastante os planos do PT no Estado. Mesmo que haja uma predisposição de, na campanha, a própria Simone tentar apoiar diretamente as eleições aqui, não vai conseguir aglutinar no entorno de Fábio e Vander.

Então, vai ficar mais complicada a possibilidade de o PT conseguir uma boa votação, ainda que Lula seja presidente”, argumentou, comentando que “o PT vai perder uma grande oportunidade de ter uma consagração maior de votação caso Simone permaneça dentro do Estado”.

REPERCUSSÃO

Procurado pelo Correio do Estado, o pré-candidato do PT a governador não acredita que a ausência de Simone Tebet possa prejudicar sua campanha eleitoral.

“A se confirmar a candidatura de Simone em São Paulo, penso que o quadro político não se altera em Mato Grosso do Sul para o palanque estadual do PT. Até porque, ela já declarou que apoiaria a reeleição do atual governador Eduardo Riedel [PP], portanto, a nós não prejudica”, assegurou Fábio Trad.

Já Vander Loubet lembrou que, desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Simone tem sido uma figura muito importante para Lula e o PT sempre tem feito questão de exaltar o papel dela, tanto na eleição passada quanto como ministra.

“Porém, temos a visão de que o projeto dela para o Senado em nosso Estado enfrenta muitas barreiras e dificuldades. Ela já afirmou publicamente ter dois compromissos eleitorais agora em 2026: apoiar a reeleição do presidente Lula e apoiar a reeleição do governador Riedel”, pontuou.

O deputado federal completou que é aí que começa a primeira dificuldade dela como candidata a senadora por Mato Grosso do Sul, porque o pessoal do Riedel – da direita e extrema-direita – não vai aceitar que ela suba no palanque deles enquanto apoia Lula.

“E, do outro lado, a militância do PT, que seria fundamental para apoiar essa candidatura da ministra, também não vai engolir o apoio ao Riedel. Outro ponto de dificuldade para ela em nosso Estado é que o próprio partido dela torce o nariz para o apoio ao Lula”, falou, referindo-se ao MDB.

Vander recordou que várias lideranças do MDB dizem que não aceitam que ela dispute o Senado apoiando a reeleição do Lula. “Pela envergadura e pela força que tem no MDB nacional, Simone até poderia impor a própria pré-candidatura, mas aí no chão, nas bases, ela não conseguiria o apoio necessário”, alertou.

No entanto, o pré-candidato ao Senado comentou que parte desse cenário pode ter mudado, pois na época em que ela deu a declaração sobre o compromisso com Lula e Riedel o contexto era outro.

“O Fabio sequer estava no PT e não era pré-candidato a governador. E o PT fazia parte do governo Riedel, então, de forma muito transparente e franca, para nós, o apoio a ela estaria condicionado ao apoio dela ao Fabio”, apontou.

De qualquer forma, segundo Vander, hoje, cada vez mais ganha corpo a estratégia da ministra de se lançar na disputa eleitoral deste ano por São Paulo.

“Se não for pelo MDB, pode ser pelo PSB por várias razões. Acho que a principal é que hoje ela desfruta de muito prestígio lá, tanto na opinião pública, pois já foi testada em pesquisas de intenções de voto quanto junto ao grande empresariado”, concluiu.

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