Política

eleições 2026

Lula define o futuro político de Simone em viagem internacional nesta semana

A ministra vai acompanhar o presidente na visita ao Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina

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Durante o longo voo ao Panamá para participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina, hoje e amanhã, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai aproveitar para conversar com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para definir o futuro político de ambos no pleito deste ano.

O Correio do Estado confirmou que os dois ministros foram convidados pelo presidente Lula a acompanhá-lo nesta primeira agenda internacional e que será nesta oportunidade que ele tratará da formação do palanque eleitoral em São Paulo para a sustentação de sua candidatura à reeleição à Presidência da República.

Lula tem se dedicado pessoalmente à montagem dos palanques estaduais na tentativa de ao menos manter a votação obtida nas eleições de 2022. O presidente tem investido em potenciais candidatos para os grandes colégios eleitorais, priorizando as articulações nas Regiões Sudeste e Sul, mas também monitora de perto o que acontece no Nordeste, onde tradicionalmente tem as vitórias mais folgadas. 

Segundo aliados, o presidente está convencido de que Fernando Haddad tem que ser o candidato a governador de São Paulo e vai insistir para que ele concorra, pois o ministro vem demonstrando que não quer mais disputar eleições. 

Decidido a construir uma chapa forte, Lula não descarta a hipótese de tentar sensibilizar seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), a se lançar candidato a senador, porém, aliados do presidente definem como ideal uma coligação que conte com os nomes de Simone Tebet e da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), ao Senado.

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Nessa última hipótese, Geraldo Alckmin continuaria como candidato a vice-presidente da República na chapa de Lula, enquanto Marina Silva teria de trocar o partido Rede pelo PT e Simone Tebet precisaria mudar o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo para poder disputar a eleição.

Além disso, a ministra sul-mato-grossense ainda teria de deixar o MDB e ingressar no PSB, pois o seu partido atual vai apoiar a reeleição do governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Um ponto que torna essa troca complexa é que ela está filiada ao MDB há 27 anos e tem boa relação pessoal com Baleia Rossi, presidente nacional da sigla, pois, em 2022, o dirigente foi o principal fiador de sua candidatura presidencial, empreitada que a alçou nacionalmente. 

Há ainda um vínculo familiar: o MDB foi a legenda de seu pai, o já falecido Ramez Tebet, que presidiu o Senado e governou Mato Grosso do Sul.

Contudo, aliados da ministra admitem a possibilidade de mudança de legenda, algo que já foi descartado por ela no passado, pois não há hipótese de Simone ir para o PT, mas o PSB é visto como um partido viável. 
Na semana passada, o Correio do Estado divulgou que Simone Tebet teria, no fim deste mês, uma conversa privada com o presidente Lula para definir qual caminho tomaria no pleito deste ano, pois a ministra também tem pretensão de disputar o Senado por Mato Grosso do Sul.

Afinal, conforme pesquisa do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) publicada no dia 10 de dezembro pelo Correio do Estado, a sul-mato-grossense aparece colada nos pré-candidatos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD), que estão triplamente empatados na liderança.

Lula pediu a conversa a sós com a ministra quando estiveram juntos no fim do mês passado, em Foz do Iguaçu (PR), durante a Cúpula do Mercosul. Na volta a Brasília, ambos estavam no mesmo voo, momento em que combinaram de discutir o papel dela nas eleições, o que deve acontecer agora, na viagem ao Panamá.
Além disso, caso o presidente não consiga convencer Fernando Haddad a disputar as eleições deste ano para governador, a substituta pode ser Simone Tebet, que também tem musculatura eleitoral para fazer frente ao governador Tarcísio de Freitas, que deve mesmo tentar a reeleição.

Para o PT, a ministra tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo Lula em um ministério importante.

1.625.596 votos válidos

Este foi o número de votos que Simone Tebet teve no estado de São Paulo para presidente da República em 2022.

Política

Moraes dá cinco dias para PMDF apresentar relatório sobre rotina de Bolsonaro na Papudinha

O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualific

26/01/2026 19h00

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses Divulgação/UOL

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apresente, em até cinco dias, um relatório detalhado sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desde sua transferência para o 19º Batalhão da PMDF, conhecido como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi assinada na última sexta-feira, 23, e publicada nesta segunda-feira, 26.

O ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

O ministro determinou que o batalhão envie à Corte um relatório completo contendo informações sobre todas as atividades do custodiado, incluindo visitas de advogados, parentes e amigos, atendimentos médicos, exames, sessões de fisioterapia, atividades físicas, eventuais atividades laborais, leituras e quaisquer outras ocorrências, com as respectivas datas e horários.

Moraes determinou em 15 de janeiro a transferência do ex-presidente da Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal para a Sala de Estado Maior instalada na Papudinha, onde permanece custodiado desde então.

Na decisão, Moraes afirmou que o ex-presidente teria, na Papudinha, condições ainda mais favoráveis, igualmente exclusiva e com total isolamento em relação aos demais presos do complexo. Segundo o ministro, a transferência permitiria o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo recomendação médica.

 

Política

Lula conversa com Trump e pede mudanças em Conselho da Paz

Ainda sem aceitar convite, brasileiro pediu assento para a Palestina

26/01/2026 16h10

FOTO: Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Lula conversou por telefone, na manhã desta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na conversa, Lula sugeriu que Trump incluísse um assento para a Palestina no Conselho da Paz, colegiado idealizado, criado e presidido pelo estadunidense. Além disso, Lula sugeriu que o conselho se limitasse a discutir as questões relacionadas à Faixa de Gaza.

O teor da conversa entre os presidentes foi divulgado pelo Palácio do Planalto, em nota. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro também reforçou a importância de uma reforma abrangente na Organização das Nações Unidas (ONU), ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança.

Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em um evento em Salvador, ele chegou a criticar a proposta de criação do Conselho da Paz. Para o presidente brasileiro, Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono.

Venezuela

Na conversa, os dois presidentes também trataram de questões relacionadas à Venezuela. Lula reiterou o que já vem falando sobre o assunto: a importância de manter a paz no continente.

Além disso, Lula voltou a propor um fortalecimento na cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

“Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano”, afirmou o Planalto.

Economia

Ainda de acordo com o Planalto, Lula e Trump também conversaram sobre o estreitamento da relação entre Brasil e EUA, e como isso se reflete positivamente na economia. 

“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”.

Os dois se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro. Foi um rápido encontro e cumprimento, mas o norte-americano afirmou ter tido uma "química excelente" com Lula.

Ambos se encontraram novamente em outubro, na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Dessa vez, puderam sentar e conversar em uma reunião classificada como "muito positiva" pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira. No mês seguinte ao encontro, os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre vários produtos brasileiros.

Visita aos EUA

Durante a conversa, que durou 50 minutos, ficou combinada uma visita de Lula aos Estados Unidos. Não foi definida uma data, mas a visita deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

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