Política

penalização aos municípios

Lula desagrada prefeitos com reoneração da folha e Assomasul promete protesto

O presidente da associação já recorreu aos senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina para reverter a decisão federal

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Neste ano de eleições municipais, quando o PT tem como meta eleger o maior número possível de vereadores, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deu um verdadeiro tiro no pé ao revogar a Medida Provisória (MP) nº 1.202/2023, que acabou com a reoneração da folha de pagamentos dos 17 setores da economia, mas que manteve a decisão de acabar com a desoneração que tinha sido ampliada para as prefeituras dos pequenos municípios.

A decisão revoltou prefeitos de todo o Brasil, principalmente os de Mato Grosso do Sul, onde 77 dos 79 municípios têm menos de 156,2 mil habitantes – portanto, são considerados pequenos.
Em conversa com o Correio do Estado, o presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Valdir Couto de Souza Júnior, que também é chefe do Executivo de Nioaque, já informou que os gestores municipais vão protestar.

Ele confirmou presença na manifestação que a Confederação Nacional de Municípios (CNM) convocou para o dia 6, em Brasília (DF), contra o texto da MP. Para os prefeitos, a medida representa um cenário de total desrespeito aos municípios e de descrédito às decisões do Congresso.

“Estamos confiantes que o Congresso Nacional vai estar conosco”, disse.

Souza Júnior complementou que entrou em contato com os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) para garantir o apoio deles à causa.

“Também estamos organizando uma mobilização aqui no Estado, e os senadores Nelsinho e Tereza já declararam apoio nessa batalha que vamos travar contra o presidente Lula lá em Brasília”, ressalto.

Segundo o presidente da Assomasul, a derrubada desse trecho que trata da oneração da folha de pagamento dos pequenos municípios significaria uma economia de R$ 195 milhões por ano para as 79 cidades de Mato Grosso do Sul e de R$ 11 bilhões anualmente para os 5.366 municípios brasileiros.

Souza Júnior explicou que, com a desoneração, a alíquota patronal paga pelas prefeituras ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cai de 20% para 8% para cidades com coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) inferior a 4,0.

“Se o presidente Lula mantiver a oneração, os municípios poderão enfrentar impactos significativos. Ele precisa entender que a redução da alíquota do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) tem o potencial de gerar economia considerável para os municípios, aliviando os gastos com contribuições ao INSS”, disse.

O alerta do presidente da Assomasul é de que, com a manutenção da alíquota de 20% do INSS para os pequenos municípios, a economia planejada e esperada pode não se concretizar, o que poderia impactar negativamente os recursos disponíveis para serviços essenciais e para investimentos municipais.

“A derrubada desse ponto é fundamental para garantir que as prefeituras tenham mais condições fiscal e financeira na Previdência Social, considerada um dos principais gargalos da administração municipal”, argumentou.

ELEIÇÕES

O tiro no pé dado pelo presidente Lula poder pôr abaixo a estratégia da cúpula nacional do PT, que resolveu mudar o foco nas eleições municipais deste ano nas capitais dos estados e também nas principais cidades do interior do Brasil, priorizando as campanhas eleitorais para eleger o maior número possível de vereadores, em vez de prefeitos.

O motivo para a mudança de postura é que a legenda tem em mãos pesquisas demonstrando que os vereadores serão melhores cabos eleitorais do que os prefeitos para a campanha eleitoral de 2026, quando a sigla tem como principal objetivo aumentar a bancada na Câmara dos Deputados.

Como o projeto do PT é nacional, as lideranças petistas querem uma base forte na Casa de Leis em 2026 para governar o Brasil, caso o presidente da República seja reeleito, e não precisar ficar refém do Centrão.

Com a manutenção da oneração da folha de pagamento dos pequenos municípios, pelo menos aqui em Mato Grosso do Sul, isso torna o presidente Lula e os candidatos do PT uma espécide de persona non grata nos municípios, que devem usar a decisão contra os petistas na campanha.

ENTENDA O CASO

A nova medida tornou sem efeitos todo o trecho da medida provisória anterior, que previa a reoneração dos 17 setores da economia atendidos pelo benefício. A reação ocorreu porque o governo editou a MP para reverter uma decisão do Congresso, que havia estendido a desoneração até 2027.

Parte do Congresso chegou inclusive a pressionar o presidente, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que devolvesse o texto ao governo, sem analisá-lo. Os parlamentares aprovaram no fim do ano passado a prorrogação da desoneração até 2027 e criaram um benefício às prefeituras.

O projeto de lei até chegou a ser vetado por Lula, mas o Congresso derrubou o veto. Assim, a lei foi promulgada. Já na sequência, o presidente editou a MP nº 1202/2023, que revogou a desoneração e a substituiu por uma reoneração gradual – irritando os parlamentares, que viram isso como um gesto desrespeitoso.

ESTRATÉGIA ELEITORAL

Azambuja se aproxima de Michelle para conquistar voto da direita radical em MS

Ex-governador recebeu o apoio da ex-primeira-dama à chapa do PL e busca reforçar vínculo com eleitorado bolsonarista

13/08/2026 07h40

Reinaldo Azambuja e Michelle Bolsonaro no encontro em Brasília

Reinaldo Azambuja e Michelle Bolsonaro no encontro em Brasília Divulgação

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Focado no eleitorado da direita radical de Mato Grosso do Sul, o ex-governador Reinaldo Azambuja, candidato do PL ao Senado, avançou na aproximação com a ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro e recebeu dela uma sinalização pública de apoio à chapa do partido no Estado.

O movimento busca fortalecer a identificação dele com o bolsonarismo e encerrar as dúvidas provocadas pela antiga defesa da candidatura do deputado federal Marcos Pollon ao Senado.

Azambuja esteve em Brasília (DF) na terça-feira, onde participou da gravação de material para a campanha eleitoral ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República.

O encontro reuniu cerca de 20 candidatos ao Senado e teve a participação de Michelle, que vai concorrer pelo partido a uma das duas vagas de senadora pelo Distrito Federal.

Durante a conversa, Michelle demonstrou apoio à composição definida pelo PL em Mato Grosso do Sul e afirmou que a escolha também agradou ao ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL). “Estou feliz com a chapa de vocês. O Bolsonaro também ficou satisfeito pela escolha”, afirmou.

Para Azambuja, a declaração ajuda a afastar qualquer dúvida sobre o posicionamento da família Bolsonaro em relação à disputa pelo Senado no Estado.

“A Michelle Bolsonaro me disse que torce pela nossa candidatura, pois entendeu que a nossa chapa é forte e tem plenas condições de ficar com as duas vagas ao Senado”, declarou.

O ex-governador também afirmou que a disputa interna envolvendo os nomes que representariam o partido na eleição está encerrada. “As duas candidaturas do PL ao Senado em Mato Grosso do Sul já estão pacificadas”, disse.

A presença de Azambuja ao lado de Michelle ocorre em um momento em que o ex-governador procura ampliar sua inserção entre os eleitores mais identificados com Jair Bolsonaro.

Embora tenha construído sua trajetória política principalmente no PSDB antes de ingressar no PL, Azambuja agora busca reforçar os vínculos com as principais lideranças nacionais da legenda e com o eleitorado conservador.

O discurso adotado pelo candidato também procura aproximá-lo da retórica utilizada pelo grupo político de Bolsonaro. Em Brasília, Azambuja colocou o enfrentamento ao PT como elemento de união entre as diferentes alas do partido.

“Todo mundo unido para enfrentar o nosso adversário em comum, que é o PT. Esse partido está destruindo o Brasil”, afirmou.

A estratégia ganha importância especialmente porque Capitão Contar e Marcos Pollon têm histórico de identificação direta com o bolsonarismo em Mato Grosso do Sul.

Ao aparecer ao lado de Michelle e Flávio Bolsonaro e receber o aval da ex-primeira-dama do Brasil, Azambuja busca consolidar sua presença nesse mesmo segmento do eleitorado.

Afinal, estar ao lado de Michelle oferece a Azambuja um ativo adicional na tentativa de conquistar o eleitorado mais fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, permite ao PL apresentar uma imagem de unidade depois de meses de disputa sobre quem representaria o grupo na corrida pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado.

O encontro em Brasília também serviu para reforçar a tentativa de pacificação das divergências envolvendo integrantes da família Bolsonaro, pois Michelle relatou a Azambuja que o desentendimento com Flávio foi superado e que o grupo pretende concentrar esforços na eleição presidencial e na ampliação da bancada aliada no Senado.

A gravação realizada na Capital Federal integra essa estratégia, já que o material produzido com Flávio, Michelle e os candidatos ao Senado poderá ser utilizado tanto pela campanha presidencial quanto nas propagandas estaduais.

pós-graduação

Caiado diz que currículo de Flávio Bolsonaro é a certidão de nascimento

"Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!", disse o ex-governador

13/08/2026 07h20

Ronaldo Caiado tem endurecido as críticas à família Bolsonaro. Chegou, inclusive, a comparar Eduardo ao Pateta

Ronaldo Caiado tem endurecido as críticas à família Bolsonaro. Chegou, inclusive, a comparar Eduardo ao Pateta

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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar o adversário na corrida à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nesta quarta-feira, 12, disse que o currículo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é a certidão de nascimento, segundo a CNN.

A crítica faz referência a um suposto erro no currículo do senador Flávio Bolsonaro. Perfis oficiais do parlamentar nas páginas do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) afirmam que o parlamentar possui pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Procurada pelo g1, porém, a UFRJ informou não ter registros de que o senador tenha estudado na instituição. Depois, a campanha afirmou que o caso ocorreu por "erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia"

Além da fala sobre a certidão de nascimento, Caiado também foi às redes sociais criticar o currículo.

"Quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. Isso é um fato!", disse o ex-governador.

Caiado também mirou Lula nesta quarta. O candidato do PSD afirmou que Flávio e o presidente são "covardes e amarelões" caso optem por não participar dos debates presidenciais no primeiro turno.

Nas últimas semanas, Ronaldo Caiado tem endurecido as críticas à família Bolsonaro. Chegou, inclusive, a comparar Eduardo ao Pateta.

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