Política

Declaração

Lula diz que vai mandar PEC de tarifa zero aos fins de semana, custeado por emendas

Presidente atrelou a medida à aprovação do fim da escala 6x1 e ao dia a mais de descanso

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 15, que enviará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional para garantir o passe livre de transporte público aos fins de semana em todas as cidades do País, conforme antecipou o Estadão/Broadcast.

Lula atrelou a medida à aprovação do fim da escala 6x1 e ao dia a mais de descanso que os trabalhadores terão em breve. O presidente anunciou, ainda, que pretende usar dinheiro das emendas parlamentares para financiar o passe livre.

"Agora que o Senado aprovou o fim da escala 6x1 e os trabalhadores terão dois dias de descanso de lazer, vou mandar uma PEC para o Congresso garantindo passe livre no final de semana para todas as cidades que tiverem transporte coletivo no País. Final de semana, passagem gratuita para você poder passear com a sua família", afirmou o presidente.

Lula fez publicações em várias redes sociais, como Instagram e X, com o anúncio da medida. No vídeo publicado no Instagram, deu risada ao dizer que vai "compartilhar" o impacto do passe livre com as emendas parlamentares. Não deixou claro se as emendas vão custear integralmente a tarifa zero ou não.

"Onde vamos arranjar dinheiro? Aí vamos compartilhar com as emendas parlamentares, para a gente poder garantir que o povo vá passear. O povo vai ficar feliz, os deputados estão dando utilidade às emendas e vamos garantir que valeu a pena o fim da escala 6x1", disse.

A tarifa zero do transporte público é um tema que vinha sendo debatido no entorno do presidente desde o ano passado. Lula chegou a pedir ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um estudo sobre o impacto fiscal da medida. O PT e o PSOL, por exemplo, apoiavam a medida, mas ela acabou de fora do programa de governo do presidente na reta final.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, entidades ligadas ao setor de transportes e prefeituras afirmam que ainda é impossível saber com exatidão qual o impacto da tarifa zero em todo o País. Os números variam de R$ 90 bilhões por ano, de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a R$ 200 bilhões por ano, segundo a estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), caso o projeto seja implementado nos sete dias da semana em todo o País.

Separação

Relator vai separar emendas sobre maioridade penal para não atrasar votação da PEC da Segurança

Ideia é que não haja modificação na PEC da Segurança no Senado

15/10/2026 15h00

Rogério Carvalho (PT-SE)

Rogério Carvalho (PT-SE) Foto: Divulgação

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O relator da PEC da Segurança Pública, Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou nesta quinta-feira, 15, que as emendas sobre a redução da maioridade penal, tanto a encampada pelo governo quanto a da oposição, não serão apreciadas com a proposta. Segundo o senador, ele pedirá a tramitação autônoma das duas, que se tornarão novas Pécs.

A ideia, de acordo com Carvalho, é que não haja modificação na PEC da Segurança no Senado, o que obrigaria que o texto voltasse para a Câmara - onde já foi aprovado sem o tema da maioridade penal.

Uma emenda que trata sobre o tema foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O texto estabelece a redução da maioridade penal para 16 anos na maior parte dos crimes e para 14 anos em crimes como tráfico de drogas e organização criminosa.

Outra será apresentada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE). Nesse caso, a emenda trata da redução da maioridade penal para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos, como homicídio, tortura e estupro, sem incluir delitos de menor gravidade, como furto.

Na Câmara, o tema foi descartado por uma articulação do próprio governo Lula com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que impediu que a redução fosse incluída no texto pelo deputado Mendonça Filho (PL-PE), relator da PEC naquela Casa.

Política

Ex-deputado Roberto Razuk morre aos 85 anos

Patriarca da família Razuk estava em coma induzido em razão de uma grave infecção pulmonar

15/10/2026 14h31

Ex-deputado Roberto Razuk

Ex-deputado Roberto Razuk Foto: Divulgação

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Aos 85 anos, o ex-deputado Roberto Razuk faleceu na manhã desta quinta-feira (15), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A morte foi confirmada por sua esposa Délia Razuk, ex-prefeita de Dourados. 

O patriarca da família Razuk estava em coma induzido em razão de uma grave infecção pulmonar. Conforme apurado pelo Correio do Estado, não haverá velório e seu corpo será cremado em São Paulo. 

Pai do ex-deputado Neno Razuk, Roberto Razuk nasceu em Campo Grande em 1941 e foi deputado estadual por duas legislaturas consecutivas entre 1987 e 1995. 

Exerceu seu primero mandato pelo Partido da Frente Liberal (PFL). No mandato seguinte, foi deputado pelo PDT. 

Foi preso em novembro de 2025 em Dourados, na 4ª fase da Operação Sucessione, realizada pelo do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) por envolvimento em esquema do jogo do bicho.

Desde sua prisão, necessitava de cuidados especiais em razão de dois procedimentos para retirada de tumores e cumpria prisão domiciliar. 

De acordo com o MPMS, a família Razuk possui longo histórico de atuação na contravenção dentro de Mato Grosso do Sul. O patriarca Roberto Razuk teria administrado a exploração do jogo do bicho na região sul do Estado, especialmente em Dourados, dentro da divisão territorial atribuída a Fahd Jamil, outro nome apontado pelo MPMS como uma espécie de barão da contravenção.

A estrutura então administrada por ele teria sido herdada pelo filho, ex-deputado Neno Razuk. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público que culminou na prisão de ambos, a organização buscava ampliar sua área de influência após a queda da família Name. 

 

Atualizdo às 14h50

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