Política

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Lula e Flávio Bolsonaro lideram em cenário com Tarcísio no 1º turno, aponta pesquisa

Em uma das simulações, ambos aparecem à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que figura em terceiro lugar

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Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 22, pelo instituto Apex/Futura indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lideram os cenários de primeiro turno das eleições presidenciais deste ano. Em uma das simulações, ambos aparecem à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que figura em terceiro lugar.

Foram entrevistados 2.000 eleitores em 849 municípios entre os dias 15 e 19 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08233/2026.

No primeiro cenário, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33,3%. Tarcísio aparece atrás deles, com 10,5%. Na sequência, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), marcam 3,0% e 2,6%, respectivamente. Renan Santos, líder do recém-criado Missão, tem 1,2%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 0,5%. Votos em branco e nulos somam 6,6%, enquanto 5,3% não souberam ou não responderam.

Na segunda simulação, Lula e Flávio aparecem em empate técnico: o petista registra 35,4% e o senador, 34,3%. Em seguida, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), soma 9,1%. Zema pontua 4,4% e Caiado, 3,7%. Depois surgem Renan Santos, com 1,7%, e Aldo Rebelo, com 0,6%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), marca 0,1%. Votos em branco e nulos totalizam 7,0%, e 3,7% não souberam ou não responderam.

No terceiro cenário, o "zero um" de Bolsonaro aparece à frente do petista: 39,4% contra 36,3%. Nesta simulação, a disputa inclui Caiado, com 4,9%, e Zema, com 4,8%. Leite surge com 3,1%. Votos em branco e nulos somam 8,4%, e 3,0% não souberam ou não responderam.

Em um quarto cenário, Lula e Flávio Bolsonaro voltam a empatar tecnicamente. O presidente tem 37,5% e o senador, 35,1%. Tarcísio aparece com 14,8%, e Renan Santos, com 2,7%. Votos em branco ou nulos correspondem a 6,8%, enquanto 3,2% não souberam ou não responderam.

Na quinta simulação, Flávio Bolsonaro lidera com 39,6%, seguido pelo atual presidente, com 38,0%. Ratinho Júnior marca 11%, e Renan Santos, 2,3%. Votos brancos e nulos somam 6,8%, e 2,4% não souberam ou não responderam.

Por fim, no último cenário, Flávio amplia a vantagem, com 43,8%, enquanto Lula registra 38,7%. Eduardo Leite aparece com 4,2%, e Renan Santos, com 2,8%. Votos brancos e nulos totalizam 7,5%, e 2,9% não souberam ou não responderam.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno, a pesquisa aponta um cenário adverso para a reeleição de Lula. Segundo o levantamento, o presidente seria derrotado em confrontos diretos tanto contra Flávio Bolsonaro quanto contra Tarcísio de Freitas.

No embate com o senador fluminense, Flávio apareceria com 48,1% das intenções de voto, ante 41,9% do atual presidente. O governador de São Paulo também derrotaria Lula por 46,1% a 41,3% Há empate técnico com Ratinho Jr. e Caiado, com os opositores à frente do petista. Lula venceria apenas em simulações contra Eduardo Leite, e empataria numericamente à frente de Zema.

Na pesquisa, há ainda uma disputa de segundo turno entre o filho de Bolsonaro e Tarcísio. Flávio terminaria à frente do governador por 37,5% a 34,7%, segundo o instituto.

"Caminhada pela Liberdade"

Vereadores convocam caminhada na Capital em apoio à manifestação de Brasília

Caminhada sai da Praça do Rádio e vai até o MPF na avenida Afonso Pena, no próximo domingo (25), às 9h

22/01/2026 11h30

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025 MARCELO VICTOR

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"Caminhada por Justiça e Liberdade - Acorda Brasil" ocorrerá às 9h deste domingo (25), da Praça do Rádio até o Ministério Público Federal (MPF), na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O percurso terá três quilômetros.

O ato, de caráter político e simbólico, foi convocado pelos vereadores André Salineiro (PL) e Rafael Tavares (PL).

A manifestação ocorre simultaneamente a “Caminhada pela Liberdade”, em Brasília (DF), que também está marcada para domingo (25).

Os manifestantes tomarão as ruas para reivindicar por anistia aos presos do 8 de janeiro e contra providências tomadas pelo Poder Judiciário.

Salineiro (PL) reforça que a caminhada será pacífica.

“Manifestar-se é um direito fundamental em qualquer democracia. Não podemos aceitar que cidadãos sejam tratados como criminosos por exercerem um direito garantido pela Constituição. A anistia é uma medida de justiça, equilíbrio e respeito ao Estado de Direito”, disse o vereador.

Manifestação bolsonarista em 3 de agosto de 2025

EM BRASÍLIA

“Caminhada pela Liberdade” percorrerá 200 quilômetros de Paracatu (MG) a Brasília (DF), entre 19 e 25 de janeiro, em um trajeto feito de carro e a pé. O ponto de encontro na Capital Federal será na Praça do Cruzeiro, às 12h.

A mobilização é de autoria e foi convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Os deputados Marcos Pollon (PL-MS) e João Henrique Catan (PL-MS) marcaram presença e já estão a caminho do evento.

Nesta quinta-feira (22), Pollon está em Cristalina (GO), a 131 quilômetros de Brasília. Já Catan está a 110 quilômetros de Brasília, entre Cristalina (GO) e São Bartolomeu (GO).

Uma das reivindicações principais da mobilização é a prisão do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL): em agosto de 2025, o ex-presidente foi colocado em prisão domiciliar. Em novembro de 2025, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Já em janeiro de 2026, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

De acordo com os parlamentares bolsonaristas, a manifestação é pacífica e não pretende gerar desordem.

ELEIÇÕES 2026

Sem Simone ao Senado por MS, chapa de Fábio e Vander pode perder a força

Trad é pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul pelo PT, enquanto Loubet concorrerá ao Senado pela sigla

22/01/2026 08h20

O deputado federal Vander Loubet e o ex-deputado federal Fábio Trad são os pré-candidatos do PT

O deputado federal Vander Loubet e o ex-deputado federal Fábio Trad são os pré-candidatos do PT Arquivo

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Com a provável mudança de domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo por parte da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), para concorrer como senadora ou governadora nas eleições gerais deste ano, a chapa do PT formada pelo ex-deputado federal Fábio Trad e pelo deputado federal Vander Loubet para disputar as cadeiras de governador e senador no Estado, respectivamente, deve ficar enfraquecida.

A análise é do cientista político Tercio Albuquerque, explicando que a ministra aparecia bem colocada nas pesquisas.

Ou seja, de acordo com ele, a presença de Simone na chapa dava uma consistência que a dupla não tem, pois ela tem a capacidade de agregar um eleitor que não vota tradicionalmente no partido, além disso, é mulher, tem bom desempenho no debate público e compõe o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ministério importante.

“Sem dúvida nenhuma que atrapalha bastante os planos do PT no Estado. Mesmo que haja uma predisposição de, na campanha, a própria Simone tentar apoiar diretamente as eleições aqui, não vai conseguir aglutinar no entorno de Fábio e Vander.

Então, vai ficar mais complicada a possibilidade de o PT conseguir uma boa votação, ainda que Lula seja presidente”, argumentou, comentando que “o PT vai perder uma grande oportunidade de ter uma consagração maior de votação caso Simone permaneça dentro do Estado”.

REPERCUSSÃO

Procurado pelo Correio do Estado, o pré-candidato do PT a governador não acredita que a ausência de Simone Tebet possa prejudicar sua campanha eleitoral.

“A se confirmar a candidatura de Simone em São Paulo, penso que o quadro político não se altera em Mato Grosso do Sul para o palanque estadual do PT. Até porque, ela já declarou que apoiaria a reeleição do atual governador Eduardo Riedel [PP], portanto, a nós não prejudica”, assegurou Fábio Trad.

Já Vander Loubet lembrou que, desde o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Simone tem sido uma figura muito importante para Lula e o PT sempre tem feito questão de exaltar o papel dela, tanto na eleição passada quanto como ministra.

“Porém, temos a visão de que o projeto dela para o Senado em nosso Estado enfrenta muitas barreiras e dificuldades. Ela já afirmou publicamente ter dois compromissos eleitorais agora em 2026: apoiar a reeleição do presidente Lula e apoiar a reeleição do governador Riedel”, pontuou.

O deputado federal completou que é aí que começa a primeira dificuldade dela como candidata a senadora por Mato Grosso do Sul, porque o pessoal do Riedel – da direita e extrema-direita – não vai aceitar que ela suba no palanque deles enquanto apoia Lula.

“E, do outro lado, a militância do PT, que seria fundamental para apoiar essa candidatura da ministra, também não vai engolir o apoio ao Riedel. Outro ponto de dificuldade para ela em nosso Estado é que o próprio partido dela torce o nariz para o apoio ao Lula”, falou, referindo-se ao MDB.

Vander recordou que várias lideranças do MDB dizem que não aceitam que ela dispute o Senado apoiando a reeleição do Lula. “Pela envergadura e pela força que tem no MDB nacional, Simone até poderia impor a própria pré-candidatura, mas aí no chão, nas bases, ela não conseguiria o apoio necessário”, alertou.

No entanto, o pré-candidato ao Senado comentou que parte desse cenário pode ter mudado, pois na época em que ela deu a declaração sobre o compromisso com Lula e Riedel o contexto era outro.

“O Fabio sequer estava no PT e não era pré-candidato a governador. E o PT fazia parte do governo Riedel, então, de forma muito transparente e franca, para nós, o apoio a ela estaria condicionado ao apoio dela ao Fabio”, apontou.

De qualquer forma, segundo Vander, hoje, cada vez mais ganha corpo a estratégia da ministra de se lançar na disputa eleitoral deste ano por São Paulo.

“Se não for pelo MDB, pode ser pelo PSB por várias razões. Acho que a principal é que hoje ela desfruta de muito prestígio lá, tanto na opinião pública, pois já foi testada em pesquisas de intenções de voto quanto junto ao grande empresariado”, concluiu.

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