Política

REDE SOCIAL

Lula protocola queixa contra senador que o chamou de bandido

STF recebeu o caso que diz respeito a uma publicação nas redes sociais feita por Ronaldo Caiado

BAND

09/07/2015 - 03h00
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou, nesta quarta-feira (8), uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal contra o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). 

O petista pede que o parlamentar responda por injúria, calúnia e difamação por acusações feitas em redes sociais.

O caso ainda será distribuído a um dos ministros do STF, que será o relator, e só deve ter andamento após o recesso Judiciário, em agosto.

Em fevereiro Caiado disse em sua página no Facebook que "Lula tem postura de bandido" e que "Lula e sua turma foram pegos roubando a Petrobras e agora ameaça com a tropa MST".

Em nota, o senador alegou que a postagem foi feita depois do discurso em que Lula disse que convocaria o "exército de Stédile [Líder do MST]" em caso de manifestações contra o governo.

Campanha

Com estética de 'Top Gun', Flávio Bolsonaro resgata Neymar em peça publicitária gerada por IA

Este é o segundo material em que Flávio Bolsonaro pega emprestado a estética de "Top Gun" para fazer pré-campanha

24/06/2026 19h00

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República Andressa Anholete/Agência Senado

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O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo gerado por IA onde interpreta personagem do filme "Top Gun - Ases Indomáveis", de 1986.

Ao invés de combate aéreo, as imagens mostram o parlamentar pilotando um avião de caça militar para dar carona ao jogador e influenciador Neymar Jr.

O vídeo é uma resposta a uma recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sexta-feira passada, 19, o petista disse que Neymar era o primeiro "convocado home office do mundo" e arrancou risos de uma plateia em Belo Horizonte.

Neymar foi convocado para integrar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, mas ainda não jogou nenhuma partida.

Nesta quarta-feira, 24, quando o Brasil enfrenta a Escócia pela terceira rodada da fase de grupos, o jogador pode estrear na competição. Ele trabalhava para se recuperar de uma lesão.

Como mostrou o Estadão, as primeiras partidas do Brasil na Copa do Mundo mudaram o debate sobre seleção brasileira: da convocação de Neymar para a ausência Endrick no time. As marcas passaram a dar atenção e brincar com isso, irritando os patrocinadores da seleção.

O "dublê digital" de Flávio Bolsonaro aparece na peça publicitária afirmando que o "Brasil nunca abandona os seus". Parte, então, para o resgate do jogador, também criado por IA. A trilha sonora é "Iron Man", do Black Sabbath.

Este é o segundo material em que Flávio Bolsonaro pega emprestado a estética de "Top Gun" para fazer pré-campanha.

No primeiro vídeo, o pré-candidato aparece ao lado do pai, Jair Bolsonaro, pilotando um avião militar. Os dois, então, destroem embarcações identificadas como PCC e CV.

Ao final, uma lancha com a sigla "PT" aparece fugindo da metralhadora. Este vídeo é alvo de representação da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda negativa antecipada.

decisão do STJ

Prefeito de Terenos retorna ao cargo nove meses após ser preso em operação

Decisão do STJ revogou o afastamento cautelar do prefeito, que foi alvo de operação do Gaco contra fraude em licitações

24/06/2026 17h02

Prefeito de Terenos, Henrique Budke, voltará ao comando do Executivo Municipal

Prefeito de Terenos, Henrique Budke, voltará ao comando do Executivo Municipal Divulgação

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Eduardo Henrique Budke (PSDB) retornou ao cargo de prefeito em Terenos. Ele foi preso em setembro do ano passado, em operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra fraude em licitações que teriam causado prejuízo milhões aos cofre públicos, sendo solto em novembro com a imposição de medidas cautelares.

Conforme apurou o Correio do Estado, o afastamento de Budke do cargo de prefeito, que era uma das medidas cautelares, foi revogado nesta quarta-feira (24) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ele poderá reassumir o comando do Executivo Municipal.

Durante o período em que ficou afastado, Doutor Arlindo Landolfi Filho assumiu a prefeitura de forma interina.

O Correio do Estado tentou contato com o prefeito, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Segundo informações do Correio do Estado, Budke é investigado por corrupção ativa, fraude em licitação e liderança de organização criminosa.

Operação

Além do prefeito de Terenos, outras 15 pessoas também foram alvos de mandados de prisão na Operação Spotless, desencadeada no dia 9 de setembro do ano passado. Ao todo, foram cumpridos mais 59 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos estavam a sede da Prefeitura Municipal de Terenos, secretarias, residências e empresas de servidores e empresários em Terenos e Campo Grande.

De acordo com o Ministério Público, a Operação Spotless é uma continuação da operação Velatus, deflagrada em 2024, também em Terenos, e que investigou esquema de fraudes em licitações de obras. 

Em nota na época, o Gaeco informou que a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.

O líder desse grupo, conforme apuração do Correio do Estado, seria justamente Budke, investigado por corrupção ativa, fraude em licitação e liderar organização criminosa.

Conforme apurado pelo Ministério Público, o grupo usava servidores públicos para fraudar licitações no município de Terenos e direcionar esses certames para que determinadas empresas fossem as vencedoras.

Dessa forma, o grupo teria firmado contrados que, somente em 2024, ultrapassaram a casa dos R$ 15 milhões.

“O esquema envolvia também o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público”, disse o Minitério Público.

Essas informações, ainda de acordo com o MPMS, foram estabelecidas depois da Operação Velatus, deflagrada em agosto do ano passado, a qual cumpriu nove mandados em Terenos, cinco (de busca e apreensão) em Campo Grande e um em Santa Fé do Sul (SP), além de um mandado de prisão na Capital. 

Conforme a investigação, a partir de provas extraídas de alguns telefones celulares apreendidos, foi possível identificar “o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema”.

 

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