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Lula volta a dizer que 2026 será 'ano da comparação' entre seu governo e passados

Declaração foi feita durante evento em Maceió (AL) para formalizar a entrega de 1,3 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar, nesta sexta-feira, 23, que 2026 será o "ano da verdade" e "da comparação". A declaração foi feita durante evento em Maceió (AL) para formalizar a entrega de 1,3 mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.

Lula disse que assumiu o governo com o País "desmantelado" e que os dois primeiros anos de seu mandato foram dedicados à reconstrução. Segundo o presidente, o governo anterior tinha como principal prática a disseminação de mentiras nas redes sociais. Em seguida, voltou a afirmar que 2026, ano de eleições presidenciais, será o "ano da comparação" com os governos dos ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB).

"Nós vamos comparar cada coisa que fizemos com os governos Temer e Bolsonaro. Comparar quem fez mais estradas, universidades, institutos federais. Para vocês escolherem quem vai cuidar de vocês", afirmou.

Sem citá-lo nominalmente, Lula também criticou pessoas que defendem o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

"Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? Os bancos. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal", disse.

Após a declaração, alguém na plateia gritou: "E tem gente que defende". Lula concordou e completou: "Está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste País".

Oposição defende CPI do Banco Master

Apesar do discurso do presidente, a oposição ao governo defende a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para apurar crimes e fraudes cometidos por operadores do liquidado Banco Master, cujo proprietário é Daniel Vorcaro, citado por Lula.

Ao Estadão, o novo líder da oposição na Câmara, deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou apoiar a criação da comissão. O requerimento é encabeçado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

Além disso, o Movimento Brasil Livre (MBL), crítico do governo Lula, realizou nesta quinta-feira, 22, uma manifestação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso Master.

O ato ocorreu em frente à sede da instituição financeira, nas imediações da Avenida Faria Lima, em São Paulo, e teve como foco decisões recentes do magistrado no inquérito. Em cartazes, manifestantes exibiam frases como "Vorcaro na cadeia".

Minha Casa, Minha Vida chega a 2 milhões de moradias

Durante o mesmo evento, o ministro das Cidades, Jader Filho, anunciou o cumprimento da meta de contratação de 2 milhões de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.

Na cerimônia desta sexta, foi oficializada a entrega de 1.337 unidades habitacionais por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). As moradias estão localizadas nos empreendimentos Dr. Pedro Teixeira 1 e 2, Parque Lagoa e Diana Simon Duarte.

Também participaram do evento o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB) e os ministros Jader Filho (Cidades), Rui Costa (Casa Civil), Renan Filho (Transportes), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Alexandre Padilha (Saúde) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).

GOVERNO RIEDEL

Três secretários e um subsecretário devem sair para concorrer às eleições

A legislação eleitoral estabelece prazo de seis meses para a desincompatibilização, ou seja, eles têm até abril para saírem

23/01/2026 08h00

Os secretários estaduais Marcelo Miranda, Walter Carneiro Jr., Fernando Souza e Jaime Verruck

Os secretários estaduais Marcelo Miranda, Walter Carneiro Jr., Fernando Souza e Jaime Verruck Montagem

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Pelo menos três secretários e um subsecretário de Estado da gestão do governador Eduardo Riedel (PP) devem deixar os cargos até abril para concorrer às eleições gerais deste ano, conforme o Correio do Estado apurou.

O primeiro deles é o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Elias Verruck (PSD), que já tinha confirmado à reportagem que se candidataria em novembro do ano passado.

Agora, o Correio do Estado recebeu a informação de que também devem sair o titular da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Marcelo Ferreira Miranda (PSDB), o titular da Secretaria de Estado da Casa Civil (Casa Civil), Walter Carneiro Júnior, e o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários da Secretaria de Estado da Cidadania (SEC), Fernando Souza (PP).

Há ainda uma possibilidade remota de que a titular da SEC, Viviane Luiza da Silva (PP), possa deixar o cargo para disputar as eleições, porém, como isso depende da necessidade de composição da cota de gênero na chapa para deputado estadual da Federação União Progressista, formada pelo PP e o União Brasil, o nome dela não está incluído na lista.

No caso de Jaime Verruck, a pretensão dele é ser pré-candidato a senador da República, e o Correio do Estado apurou que ele já teria até anunciado a data em que vai se desincompatibilizar do cargo: no dia 30 de março.

Já o secretário Marcelo Miranda é cotado para concorrer a deputado estadual desde o ano passado, em função de sua projeção no comando da Setesc, mesma pretensão de Fernando Souza, enquanto o secretário Walter Carneiro Jr. brigará por uma das oito cadeiras na Câmara dos Deputados.

SURPRESA

A grande surpresa é Walter Carneiro Jr., já que, a princípio, ele não disputaria as eleições deste ano, pois teria sido estabelecido como condição para assumir a Casa Civil no lugar de Eduardo Rocha (MDB) o compromisso de ficar no cargo até o fim do primeiro mandato de Riedel.

No entanto, de acordo com informações obtidas pela reportagem, o comando do partido estaria com dificuldade para formar a chapa para concorrer às oito vagas de deputado federal e, em razão disso, não poderia se dar ao luxo de abrir mão do titular da Casa Civil, afinal, nas eleições de 2022, ele obteve quase 40 mil votos (39.860), sendo o atual primeiro-suplente de deputado federal pelo PP.

Porém, há essa rusga para ser administrada com o governador, em função de ele possivelmente deixar o cargo cinco meses após ter assumido.

Na época, em outubro do ano passado, além de Walter Carneiro Jr., também estavam cotados para assumir a Casa Civil o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Educação (SED), Sérgio Gonçalves, que tem longos anos de serviços prestados ao PP de Mato Grosso do Sul, e o superintendente do Sebrae-MS, Cláudio Mendonça, que é um nome muito próximo da senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP.

Gonçalves era assessor especial na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e acumulava ampla experiência na administração pública estadual, tendo comandado a área financeira da Secretaria de Estado de Comunicação durante a gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), enquanto Cláudio Mendonça está à frente da superintendência do Sebrae-MS desde 2007 e mantém forte relação com o governador desde quando Riedel comandou a Famasul e o Conselho Deliberativo do Sebrae-MS.

Mendonça tem quase 20 anos de experiência no Sistema S, passando pela diretoria da Fiems e, atualmente, ocupando cargo na diretoria da Famasul. Ele também participou da diretoria da Fecomércio-MS e foi presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentos do Estado de Mato Grosso do Sul (Siams).

Caso ele fosse o escolhido, seria o segundo secretário de Estado do governo de Riedel ligado ao Sistema S, já que Jaime Verruck, titular da Semadesc, é oriundo do Senai-MS e da Fiems.

*Saiba

Para concorrer às eleições deste ano, o três secretários e o subsecretário citados na matéria precisarão seguir as regras e os prazos da Lei de Inelegibilidade.

Um dos pontos dessa lei é a desincompatibilização eleitoral, que exige o afastamento de certas funções, cargos ou empregos na administração pública, direta ou indireta, seis meses antes das eleições, para poder disputar cargo eletivo.

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro lideram em cenário com Tarcísio no 1º turno, aponta pesquisa

Em uma das simulações, ambos aparecem à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que figura em terceiro lugar

22/01/2026 22h00

Lula e Flávio Bolsonaro

Lula e Flávio Bolsonaro Reprodução / CNN

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Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 22, pelo instituto Apex/Futura indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lideram os cenários de primeiro turno das eleições presidenciais deste ano. Em uma das simulações, ambos aparecem à frente do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que figura em terceiro lugar.

Foram entrevistados 2.000 eleitores em 849 municípios entre os dias 15 e 19 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08233/2026.

No primeiro cenário, Lula lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33,3%. Tarcísio aparece atrás deles, com 10,5%. Na sequência, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), marcam 3,0% e 2,6%, respectivamente. Renan Santos, líder do recém-criado Missão, tem 1,2%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 0,5%. Votos em branco e nulos somam 6,6%, enquanto 5,3% não souberam ou não responderam.

Na segunda simulação, Lula e Flávio aparecem em empate técnico: o petista registra 35,4% e o senador, 34,3%. Em seguida, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), soma 9,1%. Zema pontua 4,4% e Caiado, 3,7%. Depois surgem Renan Santos, com 1,7%, e Aldo Rebelo, com 0,6%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), marca 0,1%. Votos em branco e nulos totalizam 7,0%, e 3,7% não souberam ou não responderam.

No terceiro cenário, o "zero um" de Bolsonaro aparece à frente do petista: 39,4% contra 36,3%. Nesta simulação, a disputa inclui Caiado, com 4,9%, e Zema, com 4,8%. Leite surge com 3,1%. Votos em branco e nulos somam 8,4%, e 3,0% não souberam ou não responderam.

Em um quarto cenário, Lula e Flávio Bolsonaro voltam a empatar tecnicamente. O presidente tem 37,5% e o senador, 35,1%. Tarcísio aparece com 14,8%, e Renan Santos, com 2,7%. Votos em branco ou nulos correspondem a 6,8%, enquanto 3,2% não souberam ou não responderam.

Na quinta simulação, Flávio Bolsonaro lidera com 39,6%, seguido pelo atual presidente, com 38,0%. Ratinho Júnior marca 11%, e Renan Santos, 2,3%. Votos brancos e nulos somam 6,8%, e 2,4% não souberam ou não responderam.

Por fim, no último cenário, Flávio amplia a vantagem, com 43,8%, enquanto Lula registra 38,7%. Eduardo Leite aparece com 4,2%, e Renan Santos, com 2,8%. Votos brancos e nulos totalizam 7,5%, e 2,9% não souberam ou não responderam.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno, a pesquisa aponta um cenário adverso para a reeleição de Lula. Segundo o levantamento, o presidente seria derrotado em confrontos diretos tanto contra Flávio Bolsonaro quanto contra Tarcísio de Freitas.

No embate com o senador fluminense, Flávio apareceria com 48,1% das intenções de voto, ante 41,9% do atual presidente. O governador de São Paulo também derrotaria Lula por 46,1% a 41,3% Há empate técnico com Ratinho Jr. e Caiado, com os opositores à frente do petista. Lula venceria apenas em simulações contra Eduardo Leite, e empataria numericamente à frente de Zema.

Na pesquisa, há ainda uma disputa de segundo turno entre o filho de Bolsonaro e Tarcísio. Flávio terminaria à frente do governador por 37,5% a 34,7%, segundo o instituto.

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