Política

Flaviômetro

Mais da metade dos políticos eleitos em MS não pede voto para Flávio Bolsonaro nas redes

Levantamento aponta que apenas 14 dos 31 políticos monitorados fizeram campanha para o presidenciável nas últimas 24 horas

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A oito dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, mais da metade dos políticos eleitos de Mato Grosso do Sul monitorados pelo Flaviômetro ainda não utiliza as redes sociais para pedir votos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Dos 31 nomes acompanhados pela plataforma, apenas 14 fizeram publicações de apoio à candidatura nas últimas 24 horas, o equivalente a 45% do total. O levantamento, atualizado às 9h36 deste sábado (17), revela que outros sete políticos movimentaram seus perfis nas redes sociais, mas sem mencionar o candidato do PL à Presidência da República, sendo que os dez restantes não fizeram nenhuma publicação durante o período analisado.

Apesar da baixa mobilização de parte dos aliados, o desempenho de Mato Grosso do Sul supera a média nacional. Em todo o País, dos 1.521 políticos eleitos acompanhados pela plataforma, somente 470, ou 31%, publicaram conteúdos relacionados ao presidenciável nas últimas 24 horas.

No vizinho Mato Grosso, o engajamento é ainda menor, com apenas 15 dos 52 políticos monitorados, o equivalente a 29%, participando da campanha digital de Flávio Bolsonaro.

O Flaviômetro é uma ferramenta criada para acompanhar a atuação de políticos eleitos nas redes sociais durante o segundo turno, identificando aqueles que fazem publicações ou pedidos de votos em favor do candidato do PL.

Senadores lideram

Entre os políticos sul-mato-grossenses que mais se dedicam à campanha digital estão os dois senadores eleitos no primeiro turno, Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL).

Contar acumula seis dias consecutivos de publicações relacionadas à candidatura presidencial, enquanto Azambuja registra quatro dias seguidos de manifestações de apoio.

Na sexta-feira (16), o ex-governador reforçou seu posicionamento político ao publicar a mensagem “Mato Grosso do Sul é Flávio Bolsonaro 22”, acompanhada de um convite para que apoiadores participassem de um adesivaço programado para este sábado.

Na bancada federal, apenas três dos sete deputados acompanhados pelo levantamento fizeram pedidos de votos para o presidenciável: Marcos Pollon (PL), Mara Caseiro (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).

Os outros quatro parlamentares monitorados — Rose Modesto (União Brasil), Beto Pereira (Republicanos), Isa Marcondes (Republicanos) e Dagoberto Nogueira (PP) — utilizaram as redes sociais nas últimas 24 horas, mas não fizeram referências à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Entre os deputados federais, Rodolfo Nogueira aparece como o mais ativo na divulgação da campanha presidencial. O parlamentar soma dez dias consecutivos de publicações, liderando o ranking de frequência entre os políticos de Mato Grosso do Sul.

Um vídeo divulgado por ele na noite de sexta-feira alcançou aproximadamente 1,39 milhão de visualizações no Facebook e outras 214 mil no Instagram, concentrando boa parte do alcance das publicações relacionadas à campanha no Estado.

Somadas, as postagens dos políticos monitorados em Mato Grosso do Sul alcançaram 2,4 milhões de visualizações e aproximadamente 190 mil curtidas nas últimas 24 horas, período em que foram contabilizadas 88 publicações.

Assembleia Legislativa

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), nove dos 16 deputados estaduais eleitos acompanhados pela plataforma fizeram publicações pedindo votos para Flávio Bolsonaro.

A mobilização é liderada por integrantes do PL, partido que elegeu a maior bancada estadual. Entre os parlamentares que divulgaram conteúdos em favor do presidenciável estão Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Coronel David, Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos, André Salineiro e Lucas de Lima, todos da legenda.

O deputado estadual eleito Hélio Peluffo (PP) também integra a relação dos parlamentares que participaram da campanha digital nas últimas 24 horas.

Por outro lado, Renato Câmara (Republicanos) fez publicações sobre outros assuntos, sem mencionar o candidato à Presidência.

Já André Puccinelli (MDB), Gerson Claro (PP), Londres Machado (PP), Professor Rinaldo Modesto (União Brasil), Márcio Fernandes (PL) e Pedrossian Neto (Republicanos) não registraram publicações no intervalo analisado.

Riedel

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP), uma das principais lideranças políticas de Mato Grosso do Sul, também aparece entre os que não fizeram pedidos de votos para Flávio Bolsonaro nas últimas 24 horas. 

De acordo com o monitoramento, o governador manteve suas redes sociais atualizadas, mas as publicações realizadas no período não fizeram referência ao candidato do PL.

A ausência de manifestações também foi registrada entre os cinco prefeitos acompanhados pela ferramenta.
A prefeita Professora Lurdes publicou conteúdos relacionados a outros assuntos, enquanto Rodrigo Basso, Rodrigo Sacuno, Dr. Max e Delegado Murilo não fizeram nenhuma postagem durante o período.

Campanha digital

Embora parte dos políticos eleitos ainda não tenha aderido à mobilização nas redes sociais, o levantamento aponta crescimento expressivo no volume de publicações em apoio ao presidenciável desde o início da semana.

Na terça-feira (13), quando o Flaviômetro entrou em funcionamento, foram identificadas 67 publicações de políticos sul-mato-grossenses. Na quarta-feira (14), o número subiu para 85 e, na quinta-feira (15), chegou a 88.

Na sexta-feira (16), o monitoramento registrou 92 postagens, consolidando a tendência de aumento da atividade digital na reta final da disputa presidencial.

O crescimento chama atenção porque, na semana anterior, a média diária de publicações relacionadas à candidatura de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul estava próxima de 20.

Os números mostram que, apesar do avanço da mobilização entre lideranças do PL e de partidos aliados, a campanha presidencial ainda não conseguiu envolver todos os políticos eleitos no Estado, justamente no momento em que os candidatos intensificam a busca por votos para o segundo turno.

Regulamento

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

16/10/2026 19h00

Foto: Antônio Augusto / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.

quer respostas

CPI do tapa-buraco será aberta na Câmara Municipal de Campo Grande

Dentre os fatos determinados da investigação estão ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, prejuízos causados, redução dos investimentos, dentre outros

16/10/2026 18h04

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande

CPI irá investigar onde estão sendo usados recursos para tapar buracos em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Com a assinatura de 24 vereadores, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do tapa-buraco deverá ser aberta na Câmara Municipal de Campo Grande. A proposta é investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buracos na Capital.

O requerimento para a criação da CPI foi apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT), na sessão do dia 13 de agosto deste ano.

Até o começo desta sexta-feira (16), nove parlamentares haviam assinado o requerimento, número que saltou para 24 após uma reunião realizada nesta tarde na Casa de Leis. 

Para que a CPI seja aberta, é necessário o apoio de no mínimo um terço dos vereadores. Como a Câmara de Campo Grande tem um total de 29 vereadores, eram necessárias 10 assinaturas, mas houve mais do que o dobro. Segundo Luiza, os cinco que ainda não assinaram manifestaram apoio positivo.

"Campo Grande não consegue entender porque nós temos tanto recurso aplicado no tapa-buraco e não conseguimos que esse serviço efetivamente chegue as vias públicas e pare de atrapalhar a vida das pessoas", disse a vereadora Luiza Ribeiro após a reunião.

Segundo ela, o documento que reúne as assinaturas já foi entregue ao presidente da Câmara Municipal, Papy, que irá encaminhar para a procuradoria jurídica, para que sejam feitos os atos de instauração da CPI.

O nome de todos os vereadores que assinaram o requerimento não foi divulgado até a publicação desta reportagem. Antes da reunião, já haviam assinado a própria Luiza, Jean Ferreira (PT), Landmark (PT),  Marquinhos Trad (PV), Maicon Nogueira (PP), André Salineiro (PL), Vererinário Francisco (União Brasil), Flávio Cabo Almi (PSDB) e Ronilço Guerreiro (Podemos).

CPI do tapa-buraco

O requerimento estabelece como fatos determinados da investigação a ausência de ações e respostas do Executivo diante das reclamações da população, os prejuízos causados pela falta de manutenção adequada, a redução dos investimentos, os casos de possíveis irregularidades e a ausência de resposta ao requerimento aprovado pelo Plenário.

Um dado apresentado no requerimento é que, das 24.673 indicações encaminhadas pela Câmara ao Executivo no primeiro semestre de 2026, quase 9 mil foram destinadas à realização de serviços de tapa-buraco em diferentes regiões do Município.

Outro ponto destacado no documento é a redução da dotação destinada ao projeto de Modernização e Requalificação das Vias Urbanas, cujos investimentos previstos passaram de mais de R$ 132 milhões em 2025 para pouco mais de R$ 40 milhões em 2026, uma redução de quase 70%.

O requerimento também aponta que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga ações relacionadas ao serviço de tapa-buracos em Campo Grande e cita a Operação “Buraco Sem Fim”, que apurou suspeitas de fraudes em contratos, incluindo possíveis irregularidades em medições de serviços e pagamentos por obras parcialmente executadas ou não realizadas.

Por fim, é mencionado o acompanhamento do tema pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

“Não estamos falando apenas de buracos nas ruas. Estamos falando de dinheiro público, de qualidade dos serviços prestados à população e da necessidade de saber por que Campo Grande chegou a essa situação. A Câmara precisa cumprir seu papel de fiscalização e investigar”, defende Luiza Ribeiro.

A proposta solicita a criação da CPI pelo prazo inicial de 120 dias, com a definição dos fatos a serem investigados, composição da comissão e prazo para conclusão dos trabalhos após a adoção das providências regimentais.

Para Luiza Ribeiro, a questão central é garantir transparência. “A população de Campo Grande precisa saber quanto está sendo gasto, como os serviços são executados e por que os problemas persistem. Afinal, a manutenção das ruas é um serviço público essencial, e a população tem o direito de saber como seu dinheiro está sendo aplicado ", argumenta. 

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