Política

Política

Marcos Pollon ataca decreto e diz que restrição ao acesso às armas é "ideológico"

Dentre as mudanças anunciadas no Programa de Ação na Segurança (PAS) estão redução na quantidade de armas para civis e limitação na expansão de clubes de tiro

Continue lendo...

As mudanças no decreto de armas anunciadas pelo governo Lula (PT) nesta sexta-feira (21) geraram insatisfação no deputado federal Marcos Pollon (PL), que defendeu que as novas medidas são um ataque à liberdade. 

“O menor dos problemas é a questão da arma, pois eles estão atacando a liberdade, com a proposição de um projeto de lei que criminaliza qualquer ato de oposição ao governo, tratando tudo como ataque, confiscando bens e inviabilizando qualquer reação ou manifestação contra esse desgoverno”, pontuou.

O novo decreto passa para a Polícia Federal a responsabilidade sobre caçadores, atiradores e colecionadores (CACs), que antes ficava sob os cuidados do Exército. Além dessa mudança, o documento reduz a quantidade de armas e munições acessíveis para civis, limita a expansão de clubes de tiro e fortalece a fiscalização.

Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o decreto vai evitar que armas sejam desviadas do mercado legal para o ilegal. Na sua avaliação, o armamentismo irresponsável que cresceu durante o governo de Jair Bolsonaro (2018-2022) fortaleceu as facções criminosas no Brasil.

Além disso, Dino afirmou se tratar de um decreto ponderado, em que todos os atores envolvidos no tema foram ouvidos.

No entanto, Pollon critica o objetivo do governo de desarmamento da população, e considera uma posição contrária ao que dispõe a Constituição.

“Todas as pessoas têm o direito à vida,  propriedade e legítima defesa. Mas, não  existe legítima defesa sem meios aptos. É uma medida completamente ideológica, sem critério. O Governo não governa para o povo, mas para pouco mais de 50%. Ele está destruindo não apenas um nicho importante, mas homens, mulheres e famílias que vivem desse mercado”, concluiu.

Pollon, que preside o Proarmas (Associação Nacional Movimento Pró Armas), acrescenta que o novo decreto não foi muito longe do que ele esperava de um "desgoverno".

"O decreto foi menos catastrófico do que o confisco, mas não longe do previsto para um desgoverno. Com a força da Câmara Federal, nós conseguimos que um representante da da Câmara e do Senado participasse do debate. Tentamos usar a força do Parlamento para impedir o pior", pontuou.

O deputado afirmou ainda que "pelo menos [o governo] não confiscou [as armas] ainda", mas vê o cenário de forma negativa, e acredita que a situação vai piorar.

"No novo decreto, ao que parece, nós conseguimos preservar a propriedade de quem já tem seus equipamentos, não vão fechar os clubes e lojas, apenas em horários específicos e próximos às escolas, e os negócios realizados serão respeitados, mas perdemos a preservação dos calibres, dentre outras medidas”.

Confira as principais mudanças no decreto aqui.

 

Número de armas registradas quase dobrou no Brasil

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado na última quinta-feira (20), o número total de armas com registro ativo no Sinarm (Sistema Nacional de Armas, da Polícia Federal) chegou a 1,5 milhão em 2022, um crescimento de 47,5% em relação a 2019.

Naquele ano, o primeiro do governo de Jair Bolsonaro, foi concedido acesso a mais calibres tanto para cidadãos comuns quanto para os CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores). O relatório não traz dados de 2018 referentes a armas.

Já a quantidade de armas entre cidadãos comuns foi de 803 mil em 2022, um crescimento de 116% no mesmo período. Essa categoria detinha cerca de um terço do universo total de armas considerado pela pesquisa em 2019, mas agora o percentual alcançou 51%.

No anuário de 2023, no entanto, não está disponível o número de armas registradas para CACs. Esse grupo também teve um aumento significativo e alcançou um número ainda maior em julho do ano passado —de 1 milhão de armas, de acordo com dados do Exército revelados no ano passado.

Também foi observado um aumento significativo na compra de munições no varejo em 2022, com um crescimento de 159% em relação a 2019. Para os clubes de tiro desportivo, o aumento foi de 134%; para pessoas que se identificam como CACs no momento da compra, o crescimento foi de 17%.

Com informações de FolhaPress.
 

Assine o Correio do Estado.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

Continue Lendo...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

transparência

OAB-MS defende afastamento de Alexandre de Moraes

Instituição defende a transparência plena e a preservação da credibilidade das instituições da República

09/09/2026 12h15

Sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (8)

Sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (8) DIVULGAÇÃO/OAB-MS

Continue Lendo...

Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), defendeu, por unanimidade, o afastamento cautelar do Ministro Alexandre de Moraes, durante sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (8), na sede da instituição, localizada na avenida Mato Grosso, número 4700, bairro Carandá Bosque, em Campo Grande.

Além disso, se manifestou sobre uma possível falta de imparcialidade do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, para atuação no caso.

O fato em questão se refere a relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A posição do Conselho será levada, nesta quarta-feira (9), à reunião do Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB com a Diretoria do Conselho Federal, em Brasília (DF).

A instituição defende transparência pela e preservação da credibilidade das instituições da República. Além disso, pede a devida apuração dos fatos.

“A OAB/MS ressalta que a defesa do afastamento cautelar não representa antecipação de juízo de responsabilidade, mas medida destinada a assegurar que os fatos sejam apurados com independência, serenidade e absoluta transparência, resguardados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. A advocacia tem o dever histórico de defender as instituições democráticas. E defender as instituições também significa exigir respostas firmes quando fatos graves colocam em risco a confiança que a sociedade nelas deposita”, afirmou a instituição por meio de nota enviada à imprensa.

ESCÂNDALO

Investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o empresário e ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes mantinham contato desde 2023, com encontros intermediados pelo ex-ministro Fábio Faria.

As mensagens também indicam que Vorcaro procurou Moraes em meio ao avanço de investigações envolvendo o Banco Master e teria pedido ajuda para obter informações ou retardar medidas contra ele.

Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro tentou usar sua proximidade com o ministro para interferir nas investigações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), às vésperas de ser preso em novembro de 2025.

Vorcaro pediu repetidamente a Moraes que interviesse junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral Paulo Gonet, para atrasar ou evitar medidas judiciais contra ele. As mensagens sugerem que Moraes informava Vorcaro sobre o andamento da Operação Compliance Zero, incluindo detalhes confidenciais.

Os dados, extraídos do celular de Vorcaro, indicam que ele e Moraes se encontraram pelo menos seis vezes, com trocas de mensagens sobre almoços, jantares e encontros informais.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).