Política

OMERTÀ

Ministério Público pede que deputado Jamilson Name use tornozeleira eletrônica

Deputado estadual é acusado de integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro

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O Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPMS) e, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), requereu o cumprimento imediato do monitoramento eletrônico, com tornozeleira, ao deputado estadual Jamilson Name.

Jamilson é acusado de integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

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De acordo com a petição do Ministério Público, a aplicação de medidas cautelares aos deputados estaduais não está condicionada à prévia autorização da Assembleia Legislativa.

“A Assembleia Legislativa, neste caso específico, deverá se restringir a debater sobre o 'recolhimento domiciliar noturno', já que alguns atos parlamentares podem ocorrer no período noturno”, diz a petição intermediária.

O órgão cita ainda que os deputados estaduais gozam das mesmas imunidades dos congressistas, o que não se enquadra no monitoramento, porque, segundo o MPMS, o uso de tornozeleira eletrônica não dificulta ou impede o exercício do mandato de deputado estadual.

No documento, o órgão cita como exemplo, a aplicação desta medida cautelar de monitoração eletrônica a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza.

Além da utilização da tornozeleira, também devem ser aplicadas outras cautelares, como proibição de mudar de residência, proibição de contato com outros acusados e testemunhas da Operação Omertà , entrega de passaporte e proibição de se ausentar do País.

“A Assembleia Legislativa, neste caso específico, deverá se restringir a debater sobre o 'recolhimento domiciliar noturno', já que alguns atos parlamentares podem ocorrer no período noturno”, diz a petição intermediária.

Dessa forma, é pedido que a medida cautelar seja implementada de imediato, podendo a Assembleia sustar a decisão posteriormente.

Omertà

Denominada Arca de Noé, a sexta fase da operação Omertà foi desencadeada no dia 2 de dezembro de 2020, quando foram cumpridos 13 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão., além do bloqueio de R$ 18 milhões da Pantanal Cap.  

Entre os principais alvos estava o deputado Jamilson Name, alvo de uma das ordens de busca. Ele e outras 15 pessoas viraram réus integrar organização criminosa armada, exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro.

Além do deputado, também são acusados dos crimes Jamil Name, Jamil Name Filho, Darlene Luiza Borges, Agustinho Barbosa Gomes, Cícero Balbino, Cláudio Rosa de Moraes, José Ney Martins, Leonir Pereira de Souza, Marcilene de Lima Ferreira, Paulo Sérgio Paes de Lira, Patrícia Pereira Lira, Raimundo Nery de Oliveira, Renato Lima Fontalva, Ricardo Alexanfre Cáceres Gonçalves e Tatiana Freitas.

Jamilson Name é acusado de ocupar a função de liderança na organização criminosa, especialmente cuidando da parte financeira.

Segundo a denúncia, Jamilson era o idealizador das atividades da Pantanal Cap e ganhou mais destaque no esquema criminoso após a prisão do pai e irmão dele, Jamil Name e Jamil Name Filho.

Ministério Público afirma que a empresa era utilizada para lavar dinheiro obtido por meio do jogo do bicho.

Auxílio

Irã aprova passagem de navios de ajuda humanitária no Estreito de Ormuz

Anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões na regiã

04/04/2026 22h00

Foto: Divulgação

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O governo do Irã autorizou a passagem de embarcações que transportam bens essenciais e de ajuda humanitária pelo Estreito de Ormuz com destino aos portos iranianos ou que estejam em trânsito no Mar de Omã, informou o ministro da Agricultura do país, Homan Fathi, em carta obtida pela agência de notícias Tasnim.

"Solicita-se que, de acordo com os protocolos emitidos e as coordenações necessárias, sejam fornecidas as instruções adequadas para a travessia dessas embarcações. Além disso, pede-se o envio da lista dos navios relevantes que estejam preparados para atravessar o Estreito de Ormuz, a fim de coordenar as operações", afirma Fathi no documento.

O anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões na região do Estreito de Ormuz, onde o navio de transporte de contêiner MSC Ishkiya foi atacado e pegou fogo mais cedo, segundo o comando naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). Os iranianos alegam que a embarcação, que navega sob a bandeira da Libéria, é ligado a Israel.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Alegação

Defesa de Bolsonaro envia relatórios médicos ao STF que indicam cirurgia no ombro

Ex-predidente está em prisão domiciliar temporária depois que deixou a internação por pneumonia

04/04/2026 21h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Agencia Brasil

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Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) dois pareceres médicos indicando que o ex-chefe do Executivo precisa ser submetido a uma cirurgia no ombro direito. Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária depois que deixou a internação por pneumonia. Antes disso, cumpria pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.

Em um dos documentos, o fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas informa que o quadro é de "dor intensa" com indicação para tratamento cirúrgico. Segundo ele, Bolsonaro já passou por avaliação ortopédica e realização de exames. "Diante desse contexto, foi indicado o início de acompanhamento fisioterapêutico em fase pré-operatória", diz. Os atendimentos são realizados na residência do ex-presidente desde o dia 30 de março.

"Diante do exposto, conclui-se que o paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa do membro superior acometido, o que, no momento, restringe a progressão para intervenções fisioterapêuticas mais ativas", afirma o fisioterapeuta.

Em outro relatório, o médico Brasil Caiado diz que Bolsonaro apresenta "dores intermitentes no ombro direito", com orientação para manter uso contínuo de analgésicos.

Os laudos foram enviados ao STF a partir de uma exigência do ministro Alexandre de Moraes, de envio regulares de documentos sobre a saúde do ex-presidente. Bolsonaro foi condenado pela Corte em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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