Política

ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS

Ministro determina que Pacheco explique o não seguimento de CPI proposta por Soraya Thronicke

Senadora entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para garantir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito dos atos

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 10 dias para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), explique o porquê de ainda não ter lido o ato de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos realizados em 8 de janeiro.

Proposto pela senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (União), o requerimento acerca da CPI já possui 39 assinaturas até o momento. 

Dois dias após a depredação da sede dos Três Poderes, Pacheco havia considerado "muito adequado" que os atos fossem objetos de uma CPI, entretanto,inda a não leu o requerimento inicial, proposto pela senadora sul-mato-grossense.

Anteriormente, a senadora entrou com uma liminar para formalizar a criação do grupo de trabalho no Senado. 

Na liminar, a parlamentar aponta ilegalidade no ato omissivo do presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela “postergação injustificada do dever de processamento e consequente instalação de CPI”.

Vale destacar que para instaurar uma CPI são necessárias 27 assinaturas, o que corresponde a um terço dos senadores do país. 

No pedido a parlamentar recorre ao recente precedente em que o STF determinou a instalação da “CPI da Pandemia da Covid-19”, após os autores do requerimento proposto por Alessandro Vieira e Jorge Kajuru também acionarem a Suprema Corte.

Além disso, a senadora invoca as regras do regimento interno do Senado Federal que garante a continuidade de tramitação de requerimentos “de autoria de Senadores que permaneçam no exercício de mandato ou que tenham sido reeleitos” 

Durante os atos, os “terroristas” (assim intitulados pelo Governo Federal), destruíram móveis, obras de arte e furtaram objetos do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal), na Praça dos Três Poderes.

Na justificativa do pedido de CPI, a senadora afirma que os atos foram realizados por “inconformados com o resultado do processo eleitoral, o que viola, frontalmente, o Estado Democrático de Direito e as instituições públicas”.

No início do ano, a senadora reforçou a vontade de buscar a CPI no caso. “Nós precisamos identificar os financiadores e os estrategistas dessa malfadada tentativa de golpe e de derrubada da nossa democracia. É de extrema importância que o Senado Federal entregue ao povo brasileiro uma resposta.

Cada órgão vai fazer a sua parte, mas, nós, de forma alguma poderíamos ficar inertes diante de tamanha aberração”, reforçou a parlamentar sul-mato-grossense.

Confira a lista de parlamentares que já assinaram o pedido de CPI

Soraya Thronicke (UNIÃO-MS)

2.    Giordano (MDB-SP)

3.    Eliziane Gama (PSD-MA)

4.    Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP)

5.    Paulo Paim (PT-RS)

6.    Alessandro Vieira (PSDB-SE)

7.    Humberto Costa (PT-PE)

8.    Marcos do Val (PODEMOS-ES)

9.    Leila Barros (PDT-DF)

10.    Fabiano Contarato (PT-ES)

11.    Randolfe Rodrigues (REDE-AP)

12.    Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR)

13.    Margareth Buzetti (PSD-MT)

14.    Weverton (PDT-MA)

15.    Jorge Kajuru (PODEMOS-GO)

16.    23. Mara Gabrilli (PSD-SP)

17.    Jaques Wagner (PT-BA)

18.    Angelo Coronel (PSD-BA)

19.    Styvenson Valentim (PODEMOS-RN)

20.    Rogério Carvalho (PT-SE)

21.    Irajá (PSD-TO)

22.    Otto Alencar (PSD-BA)

23.    Eduardo Braga (MDB-AM)

24.    Omar Aziz (PSD-AM)

25.    Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

26.    Zenaide Maia (PSD-RN)

27.    Marcelo Castro (MDB-PI)

28.    Nelsinho Trad (PSD-MS)

29.    Izalci Lucas (PSDB-DF)

30.    Sérgio Petecão (PSD-AC)

31.    Renan Calheiros (MDB-AL)

32.    Cid Gomes (PDT-CE)

33.    Daniella Ribeiro (PSD-PB)

34.    Esperidião Amin (PP-SC)

35.    Luis Carlos Heinze (PP-RS)

36.    Wellington Fagundes (PL-MT)

37.    Plínio Valério (PSDB-AM)

38. Zequinha Marinho (PL-PA)

39. Professora Dorinha (União-TO)

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Postura

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Presidente embarca hoje para Nova York e vai discursar na terça-feira

20/09/2026 20h00

Ricardo Stuckert / PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). 

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. 

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump
O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em "química excelente" entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas
De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

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