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NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

Ministro retira conclusão doutorado do currículo; reitor não reconheceu título

Reitor de Universidade Argentina revelou que Decotelli não obteve título de doutor
27/06/2020 15:39 - Estadão Conteúdo


O novo titular do Ministério da Educação, Carlos Alberto Decotelli da Silva, modificou na sexta-feira, 26, seu currículo disponível na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - sistema de currículos virtual, mantido pelo órgão, que integra as bases de dados curriculares e instituições, concebido para facilitar as ações de planejamento e de fomento à pesquisa. A alteração se deu após o reitor da Universidade Nacional de Rosário, Franco Bartolacci, revelar que Decotelli não obteve título de doutor.

Ao anunciá-lo para o cargo, na quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro chegou a mencionar o título de doutor do ministro. Mas, conforme o reitor afirmou ao Estadão, o ministro não cumpriu as etapas necessárias à concessão do título. "Cursou o doutorado, mas não o concluiu, pois lhe falta a aprovação da tese. Portanto, ele não é doutor pela Universidade Nacional de Rosário, como chegou a se afirmar".

Ao reeditar seu currículo, Decotelli retirou o título de sua tese "Gestão de Riscos na Modelagem dos Preços da Soja" e o nome de seu orientador Dr. Antonio de Araujo Freitas Jr. No lugar, ele menciona agora apenas "créditos concluídos" e "ano de obtenção: 2009". E, no campo relacionado ao orientador, o ministro assinalou: "sem defesa de tese".

Em entrevista à TV Globo, Decotelli disse que completou todos os créditos do curso, mas assumiu que não fez a defesa de tese. Segundo ele, porque não tinha mais interesse em permanecer na Argentina, onde afirma ter ficado de 2007 a 2009.

De acordo com o currículo ainda cadastrado na plataforma do CNPq, Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e fez pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

 
 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.