O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, cumpre agenda nesta sexta-feira (3), no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em razão do surto de chikungunya que acomete comunidades indígenas em Dourados.
Durante a visita, o ministro irá conversar com os responsáveis pela gestão da unidade e verificar de perto a situação que coloca 2026 como o segundo pior ano em número de mortes decorrentes da chikungunya.
A comitiva do ministro contará com dois representantes do Ministério da Saúde: o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública, Edenilson Baltazar Barreira Filho, e a consultora técnica da Força Nacional do SUS, Juliana Lima.
Arbovirose
A vítima mais jovem foi uma bebê de um mês de vida, que não resistiu e morreu no dia 23 de março.
Como acompanha o Correio do Estado, a aldeia Jaguapiru, na reserva indígena em Dourados, enfrenta um surto de chikungunya. Somente entre indígenas, já foram registrados sete óbitos pela doença, cinco em Dourados, um em Bonito e outro em Jardim.
Entre as vítimas, três possuíam algum tipo de comorbidade. Desses casos, seis ocorreram em março e apenas um em fevereiro.
Na série histórica (2015–2026), este ano já é o segundo com mais mortes, ficando atrás apenas de 2025 (17). No entanto, ainda há nove meses pela frente.
Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:
- Dourados - 540
- Fátima do Sul - 502
- Jardim - 234
- Sete Quedas - 101
- Bonito - 59
- Aquidauana - 44
Vacina
Como parte de estratégias para conter o avanço da Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) deve destinar 46.530 doses da vacina contra a doença para os municípios de Dourados e Itaporã, que concentram os maiores surtos no Estado.
Desse total, 43.530 doses serão destinadas a Dourados e outras 3 mil a Itaporã, conforme definido pelo Centro de Operação de Emergências (COE).
De acordo com o último boletim da SES, Mato Grosso do Sul já registra 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 3.657 casos prováveis e 7 óbitos confirmados. Só em Dourados, são 540 casos e cinco mortes.
Reforço
Com o aumento dos casos em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul também reforçou o atendimento médico, ampliando a capacidade de atendimentos nos hospitais e destinando 15 leitos exclusivos para pacientes com Chikungunya no Hospital Regional de Dourados (HRD).
Assim, o Hospital está equipado com 100 leitos, sendo 20 de UTI e 10 leitos adultos e 5 cinco pediátricos para pacientes com a doença.
Mesmo sendo uma medida temporária, ela visa garantir uma organização maior da assistência médica frente ao aumento dos casos.
Além disso, o Estado segue em monitoramento contínuo da epidemia na região através de reuniões diárias e acompanhamento dos indicadores.
"O cenário exige uma atuação integrada entre vigilância, assistência e imunização. Estamos trabalhando de forma articulada para reduzir casos e garantir resposta oportuna à população", explicou a superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho.
Ações também foram ampliadas em territórios indígenas, com o envio de equipamentos, aplicação de fumacê, borrifação, e atuação de equipes na identificação de criadouros e orientação à população.
O apoio busca controlar a disseminação e reprodução do mosquito Aedes aegypti, causador da Chikungunya, dengue e zika.
A orientação da secretaria é de eliminar água parada e buscar atendimento nas unidades de saúde ao surgimentos dos primeiros sintomas, como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e manchas na pele.


Fonte: TCE-MS


