Política

Negativa

Moraes nega prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um impeditivo para que ele seja solto

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão, o Moraes disse que as instalações da Papudinha, em Brasília, onde o ex-presidente está preso, oferecem atendimento médico adequado.

Além disso, o ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um impeditivo para que o pedido da defesa de Bolsonaro seja atendido.

Defesa

A defesa alegou que as instalações da prisão não estão aptas para dar tratamento médico adequado a Bolsonaro, que passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e tem diversas comorbidades em decorrência da facada desferida contra ele na campanha eleitoral de 2018.

Ao analisar o pedido, Moraes disse que as instalações da Papudinha são adequadas para atender Bolsonaro em caso de emergência.

“As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana”, disse o ministro.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

*Com Agência Brasil 

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Conflito no Oriente Médio

Ex-vereador "preso" em Dubai viu míssil abatido e relata apreensão

Com o espaço aéreo fechado, o retorno previsto para esta segunda-feira (02) foi cancelado devido o conflito entre Estados Unidos e Irã

02/03/2026 13h22

Crédito: Câmara Municipal de Campo Grande

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Com o espaço aéreo fechado em Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, após o ataque perpetrado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o ex-vereador Sandro Benites acabou ficando preso em meio ao bombardeio.

A escalada no Oriente Médio tomou outros contornos com a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O agravamento do conflito fez com que o país bombardeasse os Emirados Árabes com drones.

Atualmente à frente da Fundação Municipal de Esportes de Campo Grande (Funesp), Sandro Benites relatou, em conversa com o Correio do Estado, que a previsão de retorno ao Brasil era nesta segunda-feira (02), mas o aeroporto segue fechado.

“Perdi meu voo, né? O aeroporto está fechado, mas fechado mesmo. Ninguém entra e ninguém sai. Não tem ninguém para sair também. Está escuro lá”, contou Sandro.

Enquanto Dubai segue aparentemente tranquila, com tudo funcionando normalmente, conforme ele relatou, por outro lado é possível ouvir explosões de mísseis.

“Alguns mísseis a gente ouve. Ontem eu vi um sendo abatido. Mas aqui é um canteiro de obras, com centenas de prédios sendo construídos em Dubai, e o serviço de táxi permanece, shopping aberto. É só apreensão. É muito ruim ficar nessa ansiedade, querer voltar o mais rápido possível e não conseguir.”

Durante a madrugada, por volta das 2h, Sandro contou que os hóspedes chegaram a ser acordados e informados da possibilidade de descer ao bunker do hotel, por segurança.

“Meu nível de estresse subiu muito hoje. Fica a expectativa de poder voltar para o país, sair o mais rápido possível daqui”, pontuou Sandro. E completou:

“Não tem o que fazer. Ontem, às 2h da manhã, chamaram todos para ir ao saguão do hotel. Parece que tem um bunker aqui embaixo, mas não foi necessário.”

Até o momento, Sandro Benites buscou informações com outros brasileiros que estão no local e com funcionários do hotel, mas não entrou em contato com autoridades brasileiras. Em Dubai, há um Consulado Honorário do Brasil, localizado na Baniyas Road.
 

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JÁ PODE PEDIR MÚSICA

Após pedido polêmico, Bolsonaro envia carta e trai aliados em MS pela 3ª vez

O ex-presidente praticamente implodiu a pré-candidatura do PL para o Senado no Estado ao declarar apoio a Marcos Pollon

02/03/2026 08h00

O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro e o deputado federal Marcos Pollon

O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro e o deputado federal Marcos Pollon Reprodução

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Pela terceira eleição seguida, o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) traiu os seus aliados em Mato Grosso do Sul ao escrever de próprio punho uma carta que foi publicada pela ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro (PL) nas redes sociais, indicando o deputado federal Marcos Pollon (PL) como pré-candidato dele ao Senado pelo partido no Estado.

A carta praticamente implodiu as pré-candidaturas do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, e do ex-deputado federal Capitão Contar (PL), que já tinham sido confirmados pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, como os dois representantes da sigla ao Senado em Mato Grosso do Sul.

Agora, com essa nova traição do ex-presidente da República, um dos dois – Azambuja ou Contar – terá de abrir mão da pré-candidatura como senador da República em prol de Marcos Pollon, que recebeu as bênçãos do principal líder político nacional do PL, mesmo com ele cumprindo pena, em ala reservada do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), a Papudinha, pelo crime de participação na tentativa de golpe de Estado.

Para a direita raiz, a tendência, conforme o Correio do Estado já tinha divulgado no fim de janeiro deste ano, é que o indicado para fazer a “dobradinha” com Pollon é o Capitão Contar, pois, diferentemente de Azambuja, que ingressou no PL somente no ano passado, os dois são classificados como “puros-sangues” dessa ala considerada mais radical.

O estranho é que a carta de Bolsonaro veio logo após o vazamento de anotações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, indicando Contar e Azambuja como os escolhidos para disputar as duas vagas ao Senado pelo partido no Estado e mostrando que o deputado federal Marcos Pollon teria “solicitado” R$ 15 milhões para não se candidatar. 

Como a carta veio a público pelas redes sociais de Michelle Bolsonaro depois de encontrar o ex-presidente na Papudinha e ela escreveu que fazia a publicação após os últimos acontecimentos negativos envolvendo Pollon, deu a impressão de que a ex-primeira-dama quis afrontar o filho do ex-presidente, com quem tem travado uma “guerra” particular pelo protagonismo.

HISTÓRICO DE TRAIÇÕES

As outras duas traições de Bolsonaro aos seus aliados no Estado foram, consecutivamente, em setembro de 2022 e em julho de 2024 – na primeira o então presidente da República, que buscava à reeleição, anunciou, durante o debate da TV Globo, apoio a Capitão Contar ao governo de Mato Grosso do Sul, após exercer um direito de resposta da senadora e candidata à presidente Soraya Thronicke, que na época estava no União Brasil.

“Eu não tinha tomado partido no tocante às eleições para governador do Estado. A partir desse momento, da forma que a candidata se dirigiu à minha pessoa, eu quero apelar a todos de Mato Grosso do Sul: votem no Capitão Contar para governador. É a melhor opção para este Estado”, disse.

A declaração de Bolsonaro pegou de surpresa e foi vista como uma traição dentro do quartel-general da campanha do PSDB, que estava coligado com o PL e tinha como candidato Eduardo Riedel, que acabou ganhando a eleição contra o Capitão Contar, mesmo depois da declaração do ex-presidente, que, para acalmar os ânimos, adotou neutralidade no segundo turno.

Já a segunda traição foi nas eleições municipais de 2024, quando o ex-presidente ignorou acordo feito com a sua ex-ministra e senadora Tereza Cristina (PP) para apoiar a candidatura da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), à reeleição e fechou aliança do PL com o deputado federal Beto Pereira (PSDB) na disputa pela cadeira de chefe do Executivo.

Apesar da mudança de lado de Bolsonaro em cima da hora, mais uma vez o candidato apoiado por ele foi derrotado, porém, diferentemente do Capitão Contar, que chegou a ir para o segundo turno, Beto Pereira não conseguiu avançar, e foi derrotado pela ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), enquanto no segundo turno Adriane Lopes venceu a eleição.

Agora, com essa reviravolta interna do PL de Mato Grosso do Sul, mais uma vez os aliados de Bolsonaro terão de juntar os cacos e decidirem como vão agir diante dessa terceira traição do ex-presidente.

O Correio do Estado apurou que nesta semana eles terão uma reunião para definir como vão prosseguir e podemos ter mudanças no cenário atual das eleições.

*Saiba

Coincidência ou não, nas duas vezes anteriores em que Jair Bolsonaro traiu os seus aliados no Estado, os candidatos do ex-presidente perderam as eleições, tanto em 2022, com Riedel, quanto em 2024, com Adriane Lopes.

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