Política

ELEIÇÕES 2026

MS registra 75 ocorrências com urnas eletrônicas durante eleição

Problemas foram registrados em diferentes municípios do Estado; entre as soluções adotadas estão reinicializações, ajustes técnicos e substituições de urnas

Até o horário do levantamento, o TRE-MS contabilizava 75 ocorrências com urnas eletrônicas no Estado. O documento reúne tanto situações que exigiram substituição dos equipamentos quanto ocorrências solucionadas no próprio local de votação pelas equipes re

Até o horário do levantamento, o TRE-MS contabilizava 75 ocorrências com urnas eletrônicas no Estado. O documento reúne tanto situações que exigiram substituição dos equipamentos quanto ocorrências solucionadas no próprio local de votação pelas equipes re - Reprodução / TSE

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Mato Grosso do Sul registrou 75 ocorrências envolvendo urnas eletrônicas até as 14h deste domingo (4), durante a votação das Eleições 2026. O balanço foi divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Os registros ocorreram em diferentes municípios e envolveram desde problemas de energia elétrica e nível crítico de bateria até falhas em teclados, visores, impressão e funcionamento dos equipamentos. Em parte dos casos, foi necessária a substituição da urna eletrônica, enquanto outros foram solucionados com reinicialização ou ajustes realizados pelas equipes técnicas.

Em Campo Grande, por exemplo, houve registros em diferentes zonas eleitorais. Entre eles estão problemas no touch do terminal do mesário, falha de impressão e equipamentos que desligaram sozinhos. Uma urna da 36ª Zona Eleitoral, seção 173, precisou ser substituída após apresentar esse último problema. 

A capital também teve substituições de urnas por problemas no teclado do terminal do eleitor, incluindo ocorrências nas seções 297, da 53ª Zona Eleitoral, e 551 e 556, da 8ª Zona. 

Em Dourados, os registros incluíram problemas de energia elétrica, data e hora, nível crítico e um caso classificado como “Fatal Error”. Houve situações solucionadas com retorno da energia e ajustes, além de substituição de equipamento. 

Também aparecem no levantamento ocorrências em municípios como Ponta Porã, Corumbá, Naviraí, Ivinhema, Deodápolis, Camapuã, Cassilândia, Miranda, Bodoquena, Água Clara, Nioaque, Coxim e São Gabriel do Oeste, entre outros.

Em Ponta Porã, uma urna precisou ser substituída após problema no visor do terminal do mesário. Em Corumbá, equipamentos também foram substituídos após falhas de leitura. Já em Água Clara, uma urna da seção 48, da 23ª Zona Eleitoral, foi substituída porque não reconhecia os eleitores. 

O boletim mostra ainda diversas ocorrências relacionadas ao nível crítico de bateria, especialmente em Ivinhema, além de registros de falta ou problemas de energia elétrica. Nesses casos, as soluções incluíram conexão de bateria externa, uso da bateria interna, troca de tomada e ajustes nos equipamentos.

Até o horário do levantamento, o TRE-MS contabilizava 75 ocorrências com urnas eletrônicas no Estado. O documento reúne tanto situações que exigiram substituição dos equipamentos quanto ocorrências solucionadas no próprio local de votação pelas equipes responsáveis.

 

Investigação

PF inicia apuração sobre possível intervenção externa sobre eleições, diz Andrei Rodrigues

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco

04/10/2026 15h00

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal

Andrei Rodrigues, diretor da Policia Federal Foto: Divulgação

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou neste domingo (4) que a corporação iniciou um procedimento para apurar a possibilidade de as eleições brasileiras sofrerem algum tipo de interferência externa.

Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco.

Na sexta-feira, 2, a representação diplomática dos Estados Unidos decidiu fechar as portas alegando preocupações com a segurança. Medida similar foi adotada pela Embaixada da Austrália.

A abertura do procedimento sobre possível interferência externa, segundo Rodrigues, foi iniciada após a PF receber uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). O trâmite contemplou o encaminhamento ainda ontem para a Diretoria de Inteligência do órgão. Ele detalhou que se trata de uma averiguação em andamento e que, por isso, não foi publicada uma portaria do inquérito, mas que a investigação já está em curso.

A solicitação da AGU, por sua vez, se deu depois que o jornal britânico The Guardian revelou que cerca de R$ 5,2 bilhões teriam sido remetidos para grupos do Brasil para evitar abuso de poder judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um projeto do governo dos Estados Unidos.

Sobre as embaixadas, Rodrigues afirmou que a PF não encontrou qualquer risco efetivo para as embaixadas e tampouco um plano contra essas representações diplomáticas. "Não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse algum risco efetivo contra qualquer embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado", reforçou.

O diretor da PF disse ainda que os casos não conversam entre si até o momento. "São inquéritos separados, mesmo que eventualmente possam se conectar. Esse é um trabalho que a gente faz ordinariamente."

Eleições 2026

Eleitor que estiver na fila até as 16h poderá votar mesmo após horário em MS

Chuva reduziu movimento durante parte do dia e provocou concentração de eleitores no período da tarde; Justiça Eleitoral garante voto a quem estiver na fila no horário de encerramento

04/10/2026 14h48

Eleitores enfrentam filas em local de votação neste domingo (4), em Campo Grande; quem estiver na fila até as 16h terá o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento termine depois do horário.

Eleitores enfrentam filas em local de votação neste domingo (4), em Campo Grande; quem estiver na fila até as 16h terá o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento termine depois do horário. Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado.

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Os eleitores de Mato Grosso do Sul que estiverem na fila de suas respectivas seções eleitorais até as 16h deste domingo (4) terão o direito de votar garantido, mesmo que o atendimento avance além do horário oficial de encerramento da votação.

A regra ganha importância neste primeiro turno das Eleições 2026 por causa das chuvas que atingiram Campo Grande e outras regiões do Estado ao longo do dia.

O mau tempo reduziu a procura por algumas seções durante a manhã e levou parte dos eleitores a deixar o voto para o período da tarde, aumentando a possibilidade de formação de filas nas últimas horas de votação.

Em Mato Grosso do Sul, as urnas foram abertas às 7h e o horário regular de votação termina às 16h, no horário local.

Isso ocorre porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu o funcionamento simultâneo das seções em todo o país entre 8h e 17h, seguindo o horário oficial de Brasília.

Como Mato Grosso do Sul está uma hora atrás da capital federal, o período no Estado vai das 7h às 16h.

O encerramento às 16h, entretanto, somente ocorre imediatamente nas seções onde não houver mais ninguém aguardando.

A resolução que regulamenta as Eleições 2026 determina que o recebimento dos votos termina às 17h de Brasília, 16h em Mato Grosso do Sul, desde que não existam eleitores presentes na fila.

Na prática, quem estiver na fila até as 16h poderá permanecer no local e votar normalmente, ainda que chegue à urna depois desse horário. Quem chegar ao local de votação somente depois do encerramento e não estiver na fila, porém, não poderá mais votar.

Chuva alterou movimento nas seções

A chuva marcou o domingo eleitoral em Campo Grande desde as primeiras horas da manhã. Em alguns pontos, eleitores enfrentaram precipitação já antes da abertura das seções, enquanto outros locais registraram movimento abaixo do habitual durante os períodos de chuva.

No período da tarde, com momentos de trégua no tempo, alguns locais passaram a registrar aumento do fluxo de eleitores. Na Funlec, por exemplo, houve formação de filas após a melhora nas condições climáticas, reflexo de pessoas que adiaram a ida às urnas durante a chuva.

O temporal também provocou transtornos no deslocamento pela Capital. Foram registrados pontos de alagamento e interdições em vias, enquanto o aumento no uso de veículos particulares chegou a provocar congestionamento nas proximidades de locais de votação.

Mesmo diante das condições climáticas, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) informou que a chuva não impediu a realização da eleição no Estado.

Chegar antes das 16h é fundamental

Apesar da garantia para quem já estiver aguardando, a orientação é que o eleitor não deixe para chegar ao local de votação depois das 16h. O que assegura o direito de continuar aguardando após o encerramento é estar efetivamente na fila da seção eleitoral dentro do horário regular.

O próprio TSE reforça que nenhuma pessoa que já estiver na fila no momento do encerramento perde o direito de votar. O procedimento permite que as seções continuem recebendo esses eleitores até que todos tenham exercido o voto.

Assim, mesmo com eventuais filas provocadas pela concentração de eleitores após as chuvas deste domingo, quem estiver aguardando para votar até as 16h em Mato Grosso do Sul poderá concluir normalmente a votação.

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