Política

projeto

Mudança no Supersimples em pauta na Câmara

Mudança no Supersimples em pauta na Câmara

Agência Câmara

27/04/2014 - 00h00
Continue lendo...

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar na semana que vem o Projeto de Lei Complementar 221/12, do deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), que muda o Supersimples (Estatuto da Micro e Pequena Empresa - Lei Complementar 123/06). A proposta está na pauta da próxima terça-feira (29), em sessão extraordinária marcada para as 13 horas.

Entre outros pontos, o substitutivo do deputado Cláudio Puty (PT-PA), aprovado na comissão especial que analisou o projeto, prevê o fim da substituição tributária para as micro e pequenas empresas.

Por meio desse mecanismo, as secretarias de Fazenda estaduais recolhem antecipadamente a alíquota cheia do ICMS nas empresas fornecedoras. Esse tipo de recolhimento anula os benefícios tributários do Supersimples porque as micro e pequenas empresas não conseguem obter o crédito para ter ressarcimento do ICMS antecipado, como ocorre com as empresas de grande porte.

Relator de projeto sobre microempresas destaca fim da substituição tributária
Outra novidade do substitutivo é a extensão de facilidades previstas no Estatuto da Microempresa a todas as empresas dessa natureza, mesmo que não participem do regime tributário diferenciado.

Comércio eletrônico
Também está na pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 197/12, do Senado, que fixa novas regras para incidência do ICMS nas vendas de produtos pela internet ou por telefone.

De acordo com o parecer do relator, deputado Márcio Macêdo (PT-SE), os estados de destino da mercadoria ou do serviço terão direito a uma parcela maior do tributo se o consumidor final for pessoa física. Se aprovadas, as novas regras valerão a partir de 1º de janeiro de 2015.

Biografias
Pode ser votado ainda o Projeto de Lei 393/11, do deputado Newton Lima (PT-SP), que muda o Código Civil (Lei 10.406/02) para permitir a publicação de biografias de personalidades públicas sem necessidade de autorização do biografado ou de seus descendentes.

O acordo costurado pelo autor do projeto prevê a aprovação de uma emenda do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) para garantir tramitação mais rápida de pedidos judiciais de exclusão de trechos dos livros considerados ofensivos.

Caminhoneiros
Outra matéria pautada para a próxima semana é o Projeto de Lei 5943/13, que muda a Lei 12.619/12 quanto ao período máximo de horas que o motorista profissional pode dirigir continuamente.

O texto, apresentado pela comissão especial de estudo sobre o tema, propõe o aumento de 4 horas para 6 horas seguidas e regulamenta também como serão usufruídos os descansos desses motoristas.

Direito de resposta
Já o Projeto de Lei 6446/13, do Senado, estabelece procedimentos para o exercício do direito de resposta por pessoa ou empresa em relação a matéria divulgada em meios de comunicação, inclusive na internet.

De acordo com o texto, o ofendido terá 60 dias para pedir ao meio de comunicação o direito de resposta ou a retificação da informação.

No caso de calúnia com fim eleitoral, o Projeto de Lei 1978/11, do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), tipifica o crime de denunciação caluniosa com essa finalidade, prevendo reclusão de dois a oito anos, além de multa, para quem acusar injustamente um candidato a cargo eleitoral de prática de crime ou ato infracional. O texto conta com substitutivo do deputado Mendonça Filho (DEM-PE).

Outras propostas
Confira outras propostas que podem ser analisadas pelos deputados:

- PEC 504/10, do Senado, que inclui o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional;

- PL 866/11, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que impõe regras para a construção e reforma de postos de combustíveis;

- PL 6953/02, do Senado, que cria normas básicas de proteção e defesa do usuário dos serviços públicos federais;

- PL 4247/08, do Senado, que reúne a legislação de saúde em um único texto;

- PL 7078/02, do Executivo, que consolida a legislação da Previdência Social em um único texto;

- PL 1681/99, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que regulamenta a profissão de técnico em imobilização ortopédica;

- PL 3799/00, do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que autoriza santas casas e hospitais filantrópicos a operar planos de saúde diretamente;

- PL 6602/13, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que proíbe a utilização de animais em atividades de ensino, pesquisas e testes laboratoriais;

- PL 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que acaba com o símbolo da transgenia nos alimentos que contenham organismos geneticamente modificados (OGM).

eleições

Eleitores "reprovaram" pastores candidatos em Mato Grosso do Sul

Com mais de 650 mil eleitores evangélicos, seis postulantes que concorriam à Alems e oito candidatos à Câmara perderam

09/10/2026 07h45

Deputado Estadual Antônio Vaz

Deputado Estadual Antônio Vaz Foto: Reprodução/Alems

Continue Lendo...

Mesmo com 658.087 eleitores declaradamente evangélicos, ao menos 14 candidatos ligados a esse seguimento religioso não conquistaram vagas nas eleições realizadas no domingo em Mato Grosso do Sul. 
O levantamento do Correio do Estado identificou oito candidaturas evangélicas sem vaga na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e seis na briga pelas oito cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados.

A contagem considera os vínculos religiosos identificados, incluindo candidatos que não utilizam títulos como pastor ou missionário no nome de urna. Entre eles estão o deputado estadual Antônio Vaz (Republicanos), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, e o vereador campo-grandense Herculano Borges (Republicanos), pastor da Igreja Fé Invadindo a Terra (FIT). 

Já os mais de 658 mil eleitores evangélicos no Estado foram dimensionados aplicando o porcentual de 32,5% desse segmento religioso entre os moradores de Mato Grosso do Sul com 10 anos ou mais de idade, identificado pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aos 2.024.884 eleitores aptos a votar neste ano, informados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

Na Alems, a principal baixa foi mesmo a de Antônio Vaz, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. O parlamentar recebeu 19.101 votos, mas não conseguiu renovar o mandato.

Também ficaram sem cadeira os vereadores campo-grandenses Herculano Borges, pastor auxiliar da Igreja FIT, com 12.781 votos, e Sílvio Pitu, missionário da Igreja Sara Nossa Terra, com 18.392 votos.

A relação de candidatos do segmento que não se elegeram inclui ainda a Pastora Barbara Mesquita (Avante), com 238 votos, o Pastor Adilson Oliveira (DC), com 80 votos, o Pastor Cláudio Domingos (DC), com 77 votos, o Pastor Valdir (DC), com 32 votos, e a Missionária Jane (PDT), da Igreja Pentecostal, com 56 votos.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, a maior votação entre as candidaturas evangélicas que ficaram sem vaga foi a de Cassy Monteiro (PL), da Assembleia de Deus, que recebeu 44.865 votos e terminou como suplente.

O deputado federal dr. Luiz Ovando (PP), ligado à Terceira Igreja Batista de Campo Grande, também não conseguiu renovar o mandato, apesar dos 34.679 votos, enquanto o vereador campo-grandense Marquinhos Trad (PV), da Igreja Evangélica Atos de Justiça, recebeu 31.382 votos e também ficou fora da bancada federal.

Outros três nomes com atuação religiosa documentada não conquistaram cadeira: o vereador campo-grandense Neto Santos (Republicanos), pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, com 13.248 votos; André Campos (PL), pastor da Igreja Monte Sião, em Corumbá, com 8.054 votos; e o radialista e apresentador Maurício Picarelli (PRD), pastor e missionário com atuação na Primeira Igreja Batista, com 1.475 votos.

Deputado Estadual Antônio Vaz

OUTRO LADO

Apesar das derrotas, o segmento terá oito representantes na Alems e na bancada estadual da Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2027, um a mais que na composição atual. Entre os vencedores, são cinco deputados estaduais e três federais. 

No caso do Legislativo estadual, as derrotas, porém, foram acompanhadas pela chegada de dois novos nomes evangélicos: a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), missionária da Igreja Comunidade Tempo de Vida, que foi eleita com 36.108 votos; e o vereador rio-brilhandense Daverson Matos (PL), missionário da Igreja Assembleia de Deus Missões, que conquistou 30.604 votos. 

Ambos se juntam aos deputados estaduais reeleitos Lídio Lopes (Avante), missionário da Assembleia de Deus, que recebeu 20.801 votos, o Professor Rinaldo Modesto (União Brasil), missionário da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que obteve 23.763, e Londres Machado (PP), com vínculo com a Primeira Igreja Batista de Campo Grande, que alcançou 33.581 votos.

Com a saída de Antonio Vaz e a entrada dos dois candidatos do PL, a representação evangélica passa de quatro para cinco integrantes entre as 24 cadeiras da Alems, ou seja, a participação cresce de 16,7% para 20,8% dos parlamentares.

BANCADA FEDERAL

Entre os evangélicos reeleitos para representar Mato Grosso do Sul em Brasília (DF) estão os deputados federais Camila Jara (PT) e Rodolfo Nogueira (PL), bem como a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil). 

Assim, a bancada federal do Estado mantém três evangélicos entre seus oito integrantes, o equivalente a 37,5% das cadeiras. A mudança ocorre na composição: Luiz Ovando deixa o grupo, enquanto Rose Modesto retorna, ao lado de Camila Jara e Rodolfo Nogueira.

A deputada federal petista, da Igreja Verbo da Vida, renovou o mandato com 154.157 votos, enquanto o deputado federal liberal, da Igreja Comunidade Tempo de Vida, conseguiu 103.303 votos. Já Rose Modesto, que é ligada à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, retorna à Câmara dos Deputados após conquistar 124.409 votos.
 

ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Deputado federal reeleito, Beto Pereira reforça apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

O parlamentar sul-mato-grossense participou do anúncio nacional do Republicanos e destacou que a legenda já apoiava o candidato do PL no Estado

08/10/2026 11h02

No centro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recebe o apoio de Marcos Pereira, presidente nacional do partido (à esquerda), e de Beto Pereira, presidente estadual da sigla (à direita)

No centro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recebe o apoio de Marcos Pereira, presidente nacional do partido (à esquerda), e de Beto Pereira, presidente estadual da sigla (à direita) Divulgação

Continue Lendo...

O deputado federal reeleito Beto Pereira (Republicanos), presidente do partido em Mato Grosso do Sul, confirmou o apoio da legenda a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

O parlamentar participou, na noite de ontem (7), em Brasília (DF), do anúncio que oficializou a adesão nacional do Republicanos à candidatura.

Segundo Beto, a decisão confirma o posicionamento adotado pelo partido em Mato Grosso do Sul, onde a sigla já havia apoiado Flávio no primeiro turno.

“O Republicanos oficializou o apoio em todo o Brasil para Flávio Bolsonaro. Nós, em Mato Grosso do Sul, estivemos juntos no primeiro turno e agora é hora de priorizar aquilo que o Brasil quer: mudança. É Flávio 22”, afirmou o parlamentar.

Realizado na sede nacional do partido, o anúncio também contou com a presença do governador reeleito Eduardo Riedel (PP) e dos senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL.

A articulação para formalizar o apoio envolveu as principais lideranças do Republicanos, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reeleito no primeiro turno, e o deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional da sigla.

No centro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recebe o apoio de Marcos Pereira, presidente nacional do partido (à esquerda), e de Beto Pereira, presidente estadual da sigla (à direita)

Representantes de Mato Grosso do Sul também participaram das conversas. A adesão amplia o apoio de partidos de direita à candidatura de Flávio Bolsonaro, que encerrou o primeiro turno à frente do presidente Lula (PT).

O candidato do PL já havia recebido o respaldo da federação União Progressista e do Novo. Em Mato Grosso do Sul, o Republicanos saiu das urnas com duas cadeiras na Câmara dos Deputados, conquistadas por Beto Pereira e Isa Marcondes, e duas na Assembleia Legislativa, com Renato Câmara e Pedro Pedrossian Neto.

A legenda somou 256 mil votos para deputado federal e 110 mil para deputado estadual. O partido também garantiu a vice-governadoria com Barbosinha, que integrou a chapa de Eduardo Riedel. O governador foi reeleito no primeiro turno com 914 mil votos.

No cenário nacional, o Republicanos elegeu 41 deputados federais e passou a ocupar a posição de quinta maior bancada da Câmara dos Deputados. A sigla terá representantes de 22 unidades da Federação, com presença nas cinco regiões do país.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).