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RACHADINHA

Mulher de Queiroz se apresenta à polícia após ex-assessor sair da cadeia

Ambos vão cumprir a prisão em regime domiciliar por decisão o ministro do STJ, Otávio de Noronha. Queiroz está em tratamento de um câncer
11/07/2020 11:11 - Nyelder Rodrigues


 

Procurada pela polícia desde 18 de junho, Márcio Aguiar, mulher do ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ), Fabrício Queiroz, se apresentou à polícia na noite de ontem (10), quase que simultaneamente à liberação de seu marido para cumprimento da medida em regime domiciliar.

Eles estão na residência do casal, que fica na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), no bairro da Taquara, informa a assessoria do escritório de advocacia que defende os dois por envolvimento no crime conhecido como "rachadinha".

Queiroz deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó e seguiu para a casa. O ex-assessor estava preso preventivamente desde o dia 18 de junho. Ele seria o operador da chamada 'rachadinha', prática de pegar parte do salário dos funcionários do gabinete e usar para fazer 'caixa'. O caso aconteceu quando Flávio Bolsonaro era deputado estadual.

Tanto Queiroz como Márcia estão sob restrição de comunicação e também deverão usar tornozeleira eletrônica. O ex-assessor foi encontrado a preso no apartamento de um dos advogados da família Bolsonaro, no Guarujá (SP).  

Os advogados do casal argumentaram que seus clientes deveriam ficar em prisão domiciliar por causa do atual estágio da pandemia do novo coronavírus, ressaltando que Queiroz está com um câncer no cólon e passou por cirurgia recente na próstata.

Contudo, prontuários, laudos e demais relatórios médicos não foram apresentados sob a justificativa de que a Santa Casa de Bragança Paulista (SP) se recusou a entregar tais documentos, afirmando que o fariam apenas sob ordem judicial. 

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.