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'Não há mais o que fazer', diz Renan sobre CPI da Petrobras

'Não há mais o que fazer', diz Renan sobre CPI da Petrobras

G1

27/03/2014 - 13h30
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou nesta quinta-feira (27) a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobrás, cujo requerimento de criação foi protocolado pela oposição nesta manhã. O parlamentar, contudo, disse que “agora não há mais o que fazer” e disse que vai marcar a data para leitura do pedido. A oposição no Senado conseguiu 28 assinaturas - uma a mais que o mínimo necessário - para a criação da CPI, que vai apurar denúncias de irregularidades na Petrobras. Entre os temas a serem investigados está a compra, pela estatal, da refinaria Pasadena, no Texas (EUA). A transação é alvo de apurações no Ministério Público, no Tribunal de Contas da União e na Polícia Federal por suspeita de superfaturamento.

Renan Calheiros, que já vinha criticando a iniciativa da oposição, disse nesta quarta que uma CPI em ano eleitoral “mais atrapalha do que facilita”. “Mas agora não há mais o que fazer”, declarou. A criação da CPI depende agora da leitura do requerimento em plenário, o que ainda não tem data para ocorrer, segundo informou Renan Calheiros. Ele pretende agendar a leitura com os líderes partidários. “Vamos marcar a data, fazer a conferência dos nomes e instalar a comissão. O comum é combinar com os lideres qual o melhor calendário. Pretendo fazer isso agora”, disse. 

A data da leitura do requerimento é importante porque representa a criação formal da CPI. Antes, porém, a Secretaria da Mesa precisa conferir as assinaturas e liberar o documento. Os senadores têm até às 23h59 do dia da leitura para desistirem de apoiar a comissão. Para Calheiros, a comissão representa “palanque” eleitoral. “A nossa preocupação com a CPI é porque ela vai montar palanque muito próximo com a eleição”, afirmou.

Requerimentos

Além do pedido protocolado no Senado para a criação de uma CPI na Casa, outras duas coletas de assinaturas estão sendo feitas separadamente para a criação de uma CPI mista (formada por deputados e senadores). No Senado, a coleta de adesões para a CPI mista foi feita junto com a da CPI que teve pedido protocolado nesta quinta. Restam as assinaturas de ao menos 171 deputados. Na Câmara, requerimento do PPS para criar CPI mista já tem o número mínimo de assinaturas, mas a oposição quer chegar à marca de pelo menos 200 assinaturas de deputados antes de começar a coletar assinaturas de senadores.

Na próxima terça-feira (1º), líderes do PPS e do PSDB na Câmara e no Senado se reúnem para decidir que medidas tomarão para criar a CPI mista. Ainda que os dois requerimentos, juntos, somem 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores, para que a CPI mista seja protocolada, é necessário que essas quantidades mínimas de apoiadores estejam concentradas no mesmo documento.

Eleições 2026

Ministro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula

Campanha do PT apresentou mandado de segurança preventivo à Corte

23/10/2026 14h51

Canal Exército do Lula

Canal Exército do Lula Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", completou Floriano.

O ministro tomou a medida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE.

Ontem (22), o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal tem quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano de Azevedo Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino.

Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", afirmou.

Entenda o caso

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques também atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

Eleições 2026

Eleitores podem consultar local de votação para o 2º turno neste domingo

E-Título reúne dados e pode ser usado como documento oficial, desde que tenha a fotografia do eleitor

23/10/2026 13h49

TRE-MS foi alvo de investigação do TCU, que depois passou a averiguar outros tribunais do País

TRE-MS foi alvo de investigação do TCU, que depois passou a averiguar outros tribunais do País Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Os eleitores de Mato Grosso do Sul podem consultar informações sobre a votação pelo e-Título, aplicativo que também pode ser usado como documento de identificação no dia do segundo turno, neste domingo (25), desde que tenha a fotografia do eleitor.

Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) orienta que o aplicativo seja baixado com antecedência para que o eleitor confira seus dados. Caso a foto não apareça no e-Título, será necessário apresentar outro documento oficial com foto para votar.

Além disso, o aplicativo permite consultar o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, consultar eventuais débitos e acessar o histórico de justificativas.

Justificativa pelo celular

Quem deixar de votar poderá justificar a ausência pelo aplicativo no próprio dia da eleição. O recurso pode ser utilizado por eleitores que estiverem em município diferente daquele onde possuem domicílio eleitoral. O aplicativo utiliza a geolocalização para confirmar a localização do usuário e, nesse caso, não é necessário apresentar um documento que comprove a ausência.

O e-Título é gratuito e está disponível para aparelhos smartphones e tablets com sistemas Android e iOS.

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