Política

Eleições 2024

Nas primeiras horas de eleições, MS registra prisão de candidato e eleitores

Prisões foram motivadas por propaganda irregular e compra de votos

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Logo nas primeiras horas do início do processo eleitoral de 2024, Mato Grosso do Sul já apresentou uma série de ocorrências que exigiram a necessidade de força policial. Às 8h30 foram registradas cinco prisões em flagrante, sendo elas por propaganda irregular e ainda venda de votos. 

Com cinco prisões no Estado, um candidato foi preso por propaganda irregular em Paranaíba, acompanhando a detenção de dois eleitores por crimes relacionados à compra de votos. Conforme as Forças de Segurança do Estado, foram registrados 11 delitos de compra de votos e corrupção eleitoral.

Houve ainda casos de uso de violência para coagir eleitores, sendo identificado três registros de uso de violência ou grave ameaça para obter voto ou abstenção, conforme artigo 301 - Lei n° 4.737/1965.

Dados das Forças de Segurança indicam ainda três registros recorrentes a crimes eleitorais diversos. Contra candidatos, houve dois registros por calúnia e oito registros por injúria/difamação, também contra candidatos, segundo artigo 325 e 326 - Lei n° 4.737/1965.

URNAS

Para garantir o bom funcionamento do processo eleitoral, um monitoramento detalhado das urnas é realizado em todo o País. Municípios de MS como Brasilândia, uma urna eletrônica foi substituída para assegurar a integridade da votação.

Já em Anaurilândia, um ajuste de data e hora foi realizado, reforçando a precisão do sistema de votação. Além disso, em Campo Grande, a troca do módulo de impressora foi efetuada para garantir que a impressão dos comprovantes de votação ocorra sem falhas, um aspecto considerado essencial para a transparência do processo.

Por fim, em Maracaju, outra urna eletrônica foi substituída, visando garantir a segurança e eficiência durante o processo.

As eleições são um momento crucial para a expressão da vontade popular e é imprescindível que todos os envolvidos ajam dentro dos parâmetros legais.

Não perca a hora

Em Mato Grosso do Sul, o horário de votação será das 7 às 16h

Passe gratuito

Neste domingo (6), transporte público de Campo Grande funciona gratuitamente

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, o serviço vai operar com frequência, itinerários e frota habitualmente ofertados nos dias úteis.

brasil

Mendonça autorizou bloqueio de R$ 2 bilhões em bens ligados a Vorcaro

Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo

13/09/2026 19h00

Foto: Reprodução Instagram @oficial.andremendonca

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo. Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.

Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.

O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave

No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.

A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, "o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados". Ainda de acordo com o pedido, a medida "servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado".

A PGR explicou que, "além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado". E que, "embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida".

Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.

A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

JUSTIÇA

Presidente do STF assume relatoria de processo sobre Moraes e Vorcaro

Fachin também remeteu à presidência processos do Master e INSS

13/09/2026 08h10

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é agora o relator do caso sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. No mesmo despacho deste sábado (12), Fachin remeteu à Presidência da Corte processos relacionados ao Banco Master e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).Presidente do STF, Edson FachinPresidente do STF, Edson Fachin

Na decisão, Fachin faz referência a despacho do ministro André Mendonça, também deste sábado, que remeteu a investigação contra Alexandre de Moraes (Petição 16.662) ao presidente do STF, com base no regimento interno do Supremo, que atribui ao plenário da Corte a responsabilidade por processar e julgar crimes cometidos pelos ministros da casa.

O presidente do Supremo também já havia suspendido qualquer procedimento sobre investigação de integrantes da Corte em decisão do dia 9 de setembro, e ordenado que qualquer caso fosse remetido a ele. Mendonça, então, cumpre essa determinação.

Na próxima terça-feira (15), uma sessão plenária extraordinária analisa a Pet 16.662 e decide sobre possível investigação a respeito de supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Master e INSS

No documento, Fachin envia à Presidência as Pets 15.041 e 15.556 e “todos os processos a elas relacionados”. A primeira trata dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS. A outra é uma das investigações relacionadas ao Master.

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